sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O PT em Belém precisa tomar banho de rua e de povo.


Patrick Paraense*


O PT sentiu a conseqüência de não ter se reciclado, ao exemplo daquilo que vimos em São Paulo, mesmo no berço do tradicionalismo petista onde a escolha do “poste” Haddad foi “sugerida” pelo ex-presidente Lula (o gênio da raça) e tendo todo o empenho e a força do governo e de suas lideranças a campanha fugiu da obviedade de buscar simplesmente colar o candidato no sucesso dos números do governo federal e nas popularidades meteóricas de Dilma e Lula.

A campanha em SP, mesmo defendendo o legado do governo, apresentou propostas novas, disputou o imaginário da cidade para um projeto petista, envolveu a militância e a sociedade e fez com que os eleitores compreendessem que mesmo o PT governando o Brasil com um governo vitorioso ainda temos fôlego para apresentar novidades e mobilizar a sociedade.

Tivemos a oportunidade, nestas eleições, de fazer um debate claro com a sociedade comparando o antagonismo dos projetos do PT e do PSDB. Perdemos a oportunidade de expor para a sociedade as diferenças entre o nosso governo e o governo dos tucanos. Abrimos mão de denunciar o descaso com que eles tratam as conquistas do governo Ana Júlia, o abandono de projetos estratégicos para o estado e o mais grave: a completa irresponsabilidade com que o governo Jatene lida com as ações do governo federal, mostrando a total incapacidade do PSDB de governar para os mais pobres.

Infelizmente, aqui, o PT cometeu o erro da obviedade. A nossa campanha sustentou-se apenas em reivindicar a legitimidade, a patente, o DNA do PT. O slogan “o verdadeiro candidato do PT” ao invés de nos posicionar diante de todo o eleitorado nos limitou a disputar o voto em um campo demarcado, onde estão os militantes orgânicos e os simpatizantes do PT, identificando o PSOL como principal adversário.

Com isso, o PT criou uma arena política na qual nos apequenamos numa disputa imaginária com o PSOL pelo “Eleitorado petista”, em que a insistência dessa disputa acabou transformando a campanha num “túnel do tempo” aquele quadro da TV que relembra coisas do passado.

O PSOL dispunha apenas de 1:37” de TV no primeiro turno, daí, por um erro de estratégia, coube ao PT relembrar, durante boa parte da campanha, as ações do governo que era do PT, mas que foram coordenadas pelo Edmilson, candidato pelo PSOL. Talvez se o candidato fosse outra pessoa a estratégia “túnel do tempo” pudesse ter rendido melhores resultados, mas acredito ser difícil disputar o imaginário do governo do povo quando do outro lado quem ia reivindicar o mesmo legado era o próprio ex-prefeito.

A idéia de que uma campanha na qual acreditávamos que bastaria posicionar o candidato como representante do verdadeiro petismo seria o suficiente para apresentar a nossa candidatura como competitiva serviria caso a eleição a que me refiro fosse o nosso PED e não a eleição numa capital com a maioria dos mais de 1 milhão de seus eleitores conservadores e despolitizados.

Tivemos uma derrota política e eleitoral no primeiro turno, e cabe ao PT refletir e se reciclar, para dar conta da responsabilidade que tem de coordenar a esquerda na oposição aos tucanos, pois precisamos aceitar que eles foram os grandes vencedores desse processo eleitoral no Pará, na contra-mão do que aconteceu no resto do Brasil onde a oposição tucana foi esmagada. Aqui, o PSDB saiu fortalecido e é necessário unidade na esquerda, não apenas pela defesa do legado do governo Dilma, mas principalmente em defesa da vida das pessoas mais humildes de nossa terra e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Daí o gesto do PT em Belém foi grandioso, o apoio no segundo turno ao candidato do PSOL demonstrou para a sociedade e para a esquerda que não é por um acaso que o PT é o maior partido de esquerda do Brasil, que não é por um acaso que coordenamos um governo que muda o Brasil e a forma que o mundo nos vê.

Mesmo com os erros que cometemos conseguimos ser conseqüentes e responsáveis, e o apoio ao PSOL demonstra claramente isso. O PT acertou ao apoiar Edmilson, foi uma demonstração de responsabilidade e clareza na política, ao contrário do que fez o próprio PSOL nas eleições de 2010 aqui no Pará, quando no 2º turno declarou voto nulo e que repetiu isso nas eleições de 2012 em cidades importantes como São Paulo, Fortaleza e Salvador.

Sendo assim, ao reconhecer, mesmo com criticas ao método do PSOL, que o nosso verdadeiro adversário é o PSDB, em nosso projeto de sociedade, a entrada das lideranças locais, ministros, do ex-presidente Lula e da Presidenta Dilma que declararam apoio ao PSOL, na campanha, nesse 2º turno, demonstra uma maturidade e foco na disputa real da política do Pará, onde elegemos 23 prefeituras e mais de 185 vereadores, o que nos credencia a coordenar a oposição aos tucanos, não só no estado como em Belém, onde elegemos 3 vereadores dos 10 que a esquerda fez e lideramos a polarização nas ruas no 2º turno. Mas dessa vez, precisamos ter a capacidade e a maturidade de dialogar como um campo, envolvendo e agregando forças e movimentos.

Mas com toda a certeza a grande lição que as eleições de 2012 deixam para o PT, é que o crescimento institucional é importante, mas o parlamento e o executivo são apenas algumas trincheiras na luta por uma sociedade mais justa e não um fim em si. Precisamos avaliar o momento sem o tom inquisicionista que alguns irão fundamentar o seu discurso.

Se é verdade que precisamos refletir e aprender com os erros precisamos comemorar as vitórias e ampliar os acertos. Nesse sentido, o PT tem a obrigação de demonstrar capacidade de renovação e inovação na política do Pará, sem abrir mão das suas conquistas e lideranças, por isso tenho certeza de que mesmo após enfrentar mais de 7 anos de ataque da mídia e da direita golpista do Pará e do Brasil, a volta do companheiro Paulo Rocha soma com a tarefa de unir experiência e capacidade de renovação que o PT tem. Os ventos que sopram para o PT são de esperança e luta.

A direita irá continuar no comando de Belém, do Estado e nos seus municípios mais importantes. A região metropolitana agora é um ninho tucano. Por isso, temos o dever de reinventar o PT em Belém, de voltar a tomar as ruas e não deixar um dia sequer Zenaldo, Pioneiro e o Jatene descansarem.
Mas para isso não basta apenas ser do PT, o PT tem que ser PT, não somos apenas um partido, somos o espaço onde a maioria da sociedade e dos movimentos sociais se referenciam e a nossa timidez cala essas vozes. O PT em Belém precisa tomar banho de rua e de povo.


Patrick Paraense é militante do PT Belém.

sábado, 6 de outubro de 2012

Eu voto Sandra Batista . Uma Mulher de Coragem.


Uma trajetória de luta

             18 de junho de 1961, em Belém do Pará, nascia uma menina que mais tarde se tornaria uma das lideranças populares mais destacadas no cenário político paraense. Mãe de três filhos, viúva do líder sindical João Batista, assassinado na luta contra o latifúndio, formada em direito pela UFPA, Sindicalista, Bancária, Sandra Batista tem uma trajetória de vida marcada pela luta em defesa da construção de uma sociedade justa, igualitária e humana, tornando-se referência de resistência e combatividade num estado historicamente marcado pela sistemática violação dos direitos humanos. Iniciou sua militância política ainda na juventude no movimento estudantil, onde participou efetivamente da luta pelo direito a meia-passagem dos estudantes, tornando-se uma das lideranças mais destacadas daquele movimento.
Quadro político importante do glorioso Partido Comunista do Brasil, Sandra foi vereadora de Belém nos anos de 97 a 98, deputada estadual de 1999 a 2006 e vice-prefeita de Ananindeua entre 2008 e 2009. Desenvolveu mandatos democráticos e participativos, caminhando e dialogando permanentemente com os movimentos sociais, estando sempre presente nas lutas do nosso tempo.
 No mandato parlamentar na Capital, Sandra teve atuação importante em defesa do patrimônio público, participando ativamente do Fórum contra a privatização da CELPA, COSAMPA e ELETRONORTE. Mulher de coragem, Sandra desempenhou papel fundamental na luta contra as políticas neoliberais desastrosas de FHC e Almir Gabriel, denunciando o verdadeiro desmonte do Estado e o ataque aos direitos dos trabalhadores.
Comprometida com a categoria, Sandra Batista tornou-se a porta voz dos bancários na CMB, denunciando a abertura do sistema para grupos estrangeiros. Foi ainda autora do Projeto Disque-Denúncia, um importante canal de comunicação entre a população e o legislativo.
Como Deputada Estadual, num estado marcado pela violência, pela opressão do latifúndio e pela miséria, Sandra sempre levantou as bandeiras dos movimentos sociais. Ela não é apenas herdeira da tradição de lutas de João Batista, Paulo Fonteles, João Canuto, Expedito, Neuton Miranda e tantos outros heróis da luta do povo. Sandra fez de sua atuação parlamentar uma verdadeira trincheira revolucionária, um instrumento vivo da denúncia das injustiças e da exploração dos trabalhadores, realizando sessões especiais, apresentando diversas propostas e projetos de leis tendo como objetivo a melhoria da qualidade de vida do nosso povo.
Deputada atuante e competente, em pouco tempo, Sandra Batista tornou-se a campeã em apresentação de projetos de lei, e foi considerada pelo Observatório Cidadania a melhor deputada estadual do Pará, uma escolha justa pela altivez, luta, competência e abnegação com a qual desenvolveu seu mandato. Sandra tratou de temas fundamentais naquele momento, como a proibição da privatização da COSANPA, a criação de uma tarifa social da energia elétrica para consumidores de baixa renda e um programa de primeiro emprego pra juventude. Defendeu a luta das crianças e adolescentes, aprovando leis que fortalecem os instrumentos de sua proteção, fazendo de seu mandado um instrumento de luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Tratou ainda da literatura e das expressões amazônicas, dos direitos dos homossexuais, das mulheres, sugeriu uma política habitacional para o Estado, preocupou-se com a segurança dos bancários e clientes de bancos.
Através de Sessões Especiais, Sandra Batista trouxe a tona temáticas relevantes, abordando o tema da água e seu papel estratégico, a violência no campo, a reforma agrária, os direitos das mulheres e dos trabalhadores. Não foram poucas as batalhas! O caminho nem sempre fácil, marcado sempre por avanços e recuos, mas também pela força e abnegação desta Mulher de Coragem, com o sangue comunista correndo nas veias, na defesa intransigente dos direitos do povo, fez de Sandra uma das lideranças mais respeitadas pelo povo paraense.

 E por isso que eu voto e defendo Sandra batista 65789 e peço o seu voto no dia 07 de outubro, pra temos uma amiga, mãe, companheira, camarada, entre varias qualidades,mas principalmente pela sua coragem e atuação diária em prol do nosso povo de Belém. Meus amigos e amigas peço que este Texto seja enviando para o máximo de pessoas seja através de Email, Twitter, Facebook, Blogs
*Elizeu das Chagas Souza 
*Líder estudantil do Grêmio do Augusto Meira, forjado na luta dos trabalhadores em educação, onde atuei nas grandes greves contra Almir Gabriel e Jatene; trabalhei como assessor na Câmara Municipal de Belém, nos mandatos de Bira Rodrigues e Marquinhos do PT; fiz parte do primeiro coletivo municipal da JPT do município de Belém; fiz parte do governo da Ana Júlia, através da SEIR; fui Vice-Secretario da JPT/PA. Prestei assessoria política para o presidente da Câmara Municipal de Jacundá.trabalhei na Assessoria de Assuntos Institucionais do PT/PA, na gestão de Ademir Martins e Cláudio Puty. Ex- funcionario da SUSIPE fui da coordenação provisória do Setorial de Combate ao Racismo do PT/PA e, claro pai da Iracema Galvão Souza, minha razão de viver.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Desgastado, Jader desaparece da campanha do primo

Na Folha de S.Paulo
Desgastado após quase ter sido barrado pela Lei da Ficha Limpa na eleição passada, o senador Jader Barbalho, principal liderança do PMDB no Pará, sumiu da campanha para a Prefeitura de Belém e tem evitado manifestar apoio ao candidato do partido, José Priante, que é seu primo.
A interlocutores Jader afirma que não quer municiar os rivais de Priante para que digam que o candidato é apoiado por um político "ficha-suja". Teme ser responsabilizado por sua eventual derrota.
Jader se elegeu senador em 2010, mas inicialmente foi barrado pela Lei da Ficha Limpa porque renunciou ao Senado em 2001 para evitar sua cassação, diante das acusações de desvios no Banpará e de envolvimento em fraudes com Títulos da Dívida Agrária e na extinta Sudam.
Sergio Lima - 23.nov.11/Folhapress
Senador Jader Barbalho, que teve o mandato liberado pelo Supremo
Jader Barbalho, que teve o mandato liberado pelo STF
Em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal liberou sua posse, sob o entendimento de que a Lei da Ficha Limpa só poderia valer em 2010 se fosse promulgada um ano antes do pleito. O julgamento do recurso de Jader terminou empatado em 5 a 5, mas o então presidente do STF, Cezar Peluso, deu o voto de desempate.
Em Belém, Priante, do PMDB, está empatado tecnicamente no segundo lugar com Zenaldo Coutinho (PSDB), segundo pesquisa Ibope do dia 22. Priante tem 16% e Coutinho, 20% --a margem de erro é de quatro pontos percentuais. O líder da pesquisa é Edmilson Rodrigues (PSOL), com 38%, que perdeu nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. O candidato do PT, Alfredo Costa (PT), tem 2%.
BASTIDORES
Até agora, a participação de Jader na campanha em Belém limitou-se aos bastidores. Priante procurou o senador para pedir conselhos, mas não pediu presença em eventos nem gravação de programas para a televisão.
Priante prefere ostentar outros apoios: repete que é aliado dos governos federal e estadual e até exibiu gravação antiga do ex-presidente Lula. Por isso Jader diz que só irá se expor na campanha em Belém caso seja chamado.
Mas pelo interior, onde avalia ter uma alta popularidade, o senador ainda é requisitado e tem feito comícios toda semana --já esteve em cidades como Redenção, Canãa dos Carajás e Portel.
O marqueteiro de Priante, Glauco Lima, afirma que ainda não sobrou tempo no horário eleitoral para citar o apoio de Jader.
O senador afirma, por meio de sua assessoria, que está participando da campanha quando é solicitado, dando orientações políticas.

Ai que Saudade da Ana Julia aquilo sim e que era Governadora.

Ditos e (mal)feitos do governo lorótico

Anônimo Anônimo disse...
Na ilharga deles, comandante Amorim! Na Seidurb, aquela secretaria meio fantasma que fica em frente ao postão do Banpará, a festa com o dinheiro público rola livre e solta. O secretário, um desconhecido de nome Márcio Spíndola, arrogante e prepotente, grita com todo mundo, um sujeito intragável, colocado ali sob as benções do dep.Priante, que herdou aquela secretaria como verdadeira capitania hereditária. O tal Spíndola é o mesmo que já teve problemas em Palmas, onde responde a processo por improbidade administrativa quando secretário de Habitação. Em Marabá ele também é muito conhecido, não necessariamente pela competência...Na Cosanpa, ele esteve "infiltrado" durante o governo Ana Júlia, como diretor. Ele gosta de mandar aos berros, mas atua mansinho nos bastidores do poder, principalmente quando se trata de licitações de obras públicas. Seu sub era o ex-deputado Bira Barbosa, que saiu também de mansinho para concorrer á prefeitura de Breves, mas deixou sua madame, dona Mangabeira, tomando conta do lugar para quando voltar derrotado nas urnas. O salário, oh, é de "apenas" 15 milhas, com direito a carro cabine dupla zerado com tanque cheio e placa particular para não deixar rastro. Como vice do Spíndola, dona Mangabeira não apita nada, como também nada mandava seu esposo. Ser vice na Seidurb é o melhor emprego do mundo: não manda nada, mas também não faz nada. O filhote do secretário gosta que só de sair da secretaria pilotando uma cabine dupla, com combustível "de gratis" , com chapa particular , o que facilita suas incursões pela noite de Belém, baladeiro que é. O Ministério Público do Estado bem que poderia ir lá na Seidurb conferir inclusive parte da frota de veículos (que dobrou de agosto pra cá)da Seidurb ser colocada a serviço de cabos eleitorais de Priante, que lá também "trabalham". Enfim, uma verdadeira farra com o dinheiro público.

Gurupá mostra a força do PT e vai eleger Nogueira prefeito



     Gurupá é PT , o PT é Gurupá. Não é a toa que governamos aquele município por muitos mandatos como os últimos dois de Nogueirinha, candidato novamente, e pelo atual prefeito Moacir, também do PT. Nosso partido, sem qualquer coligação, no sangue puro, promoveu a maior concentração que já vi nessa eleição no último final de semana. Se não a maior, pelo menos a mais animada, com maior força popular. 
     A população de Gurupá tem o PT como um partido político que efetivamente representa os anseios populares. Nogueirinha, comerciante antigo, nascido e criado em Gurupá, é um velho quadro do partido com uma história reconhecida por todos. Seu vice, Mané Chico, também tem história. Eles têm três prioridades: educação, saúde e agricultura com respeito ao meio ambiente. Mas reconhecem que os ratos d’água estão ser alastrando e dando trabalho à polícia militar e que a prefeitura deve colaborar para combater essa vagabundagem que tanto mal trás às famílias ribeirinhas usando de violência contra seres indefesos e de boa índole.

     Não vou descrever a festa cívica que o PT realizou pelas ruas da cidade, as imagens falam melhor que mil palavras.

Presidenta Dilma critica os Estados Unidos e nega protecionismo brasileiro


Da Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff reagiu hoje (25), em Nova York, na abertura da 67ª Assembléia Geral das Nações Unidas, no seu discurso, a acusação do governo dos Estados Unidos que o Brasil adotou medidas protecionistas para garantir mercado aos seus produtos. Dilma ressaltou que todas as decisões, adotadas no Brasil, são respaldadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela negou irregularidades ou desvios de conduta.

Assim como na carta enviada semana passada ao representante do Comércio Internacional dos Estados Unidos, Ron Kirk, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma condenou a valorização artificial da moeda norte-americana, que afeta os países em desenvolvimento, principalmente o Brasil.

“O protecionismo deve ser combatido, pois confere maior competitividade de maneira espúria”, disse a presidenta, que abriu a Assembleia Geral das Nações Unidas. “[Nossas medidas foram] injustamente classificadas como protecionismo.”

Para a presidenta, é fundamental que os órgãos internacionais, como o G20 (países mais desenvolvidos do mundo), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), passem a atuar no controle da guerra cambial e do estímulo do crescimento econômico. Dilma chamou esses órgãos de “mecanismos multilaterais” e alertou sobre as ameaças ao mundo atual.

“A recessão só agudiza os acontecimentos. [É necessário] um amplo pacto contra a desesperança que provoca o desemprego e a falta de oportunidades”, disse a presidenta em referência às medidas de contenção adotadas por alguns países em busca de soluções para impedir o agravamento causado pela crise econômica internacional.

Dilma reiterou que as dificuldades, que citou há um ano, quando abriu a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda permanecem apenas com alguns “novos contornos”. “Constato a permanência de muitos problemas que nos afligia cuja solução é cada vez mais urgente”, advertiu ela. “A crise econômica ganhou novos retornos, a opção por políticas ortodoxas agrava gerando reflexos em países emergentes.”

Em uma crítica aos líderes políticos dos países europeus e dos Estados Unidos, a presidenta disse que “as principais lideranças ainda não encontraram o caminho” para articular alternativas para a economia associadas à inclusão social. Segundo ela, essa ausência de alternativas “afeta as camadas mais vulneráveis da população” causando a fome, o desemprego e a desilusão.

“A história revela que a austeridade quando exagerada e isolada do crescimento derrota a si mesma. [No Brasil nós] aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e combate à inflação, de inclusão social e combate à pobreza. Reduzimos a carga tributária e o custo da energia”, disse Dilma, informando que mais de 40 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza nos últimos anos.

Síria - A presidenta Dilma Rousseff defendeu a busca por uma solução negociada e pacífica para o fim da crise na Síria. Em discurso, Dilma condenou as propostas de intervenção militar no país. Porém, ressaltou que as responsabilidades sobre os 18 meses de conflitos, que causaram mais de 25 mil mortes, recaem sobre o presidente sírio, Bashar Al Assad, e também a oposição.

“Lanço um apelo para que as partes envolvidas nos conflitos deponham as armas e juntem suas forças [em busca de uma solução pacífica]”, disse a presidenta. “Não há solução militar para a crise. A diplomacia e o diálogo são a alternativa.”

A presidenta ressaltou que para o governo do Brasil é inadmissível aceitar violações de direitos humanos identificadas na Síria, como assassinatos, torturas, violência sexual e prisões indevidas. “O Brasil condena a violência que ceifa vidas. A Síria produz um drama humanitário em seu território e seus vizinhos. Recai sob o governo de Damasco as responsabilidades. Mas sabemos também das responsabilidades das oposições armadas.”

Dilma lembrou que a Primavera Árabe, que começou no ano passado gerando protestos e manifestações nos países muçulmanos, é a principal motivadora das mudanças políticas, econômicas e sociais vividas no Oriente Médio e no Norte da África. A presidenta disse apoiar as reivindicações.

“[Essas manifestações] varreram regimes déspoticos e desencadearam processos de transição. Mas não é difícil de identificar um grito de revolta contra a pobreza, o desemprego e à falta de liberdade impostos por amplos governos autoritários”, destacou a presidenta.
Conselho de Segurança - Dilma defendeu ainda a reforma do Conselho de Segurança do ONU. Segundo ela, o atual formato do órgão, com 15 integrantes, dos quais apenas cinco têm assento permanente, não reflete o mundo atual. Dilma condenou ainda as medidas adotadas em busca da segurança internacional fora do âmbito do conselho.

No ano passado, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por exemplo, decidiu pela intervenção na Líbia. No discurso, que durou 23 minutos, Dilma não mencionou situações específicas. “É imperiosa a urgência da reforma do Conselho de Segurança da ONU”, disse.

Em seguida, a presidenta acrescentou: “Não podemos permitir que esse conselho seja substituído por coalizões que se formam à sua revelia e sem seu controle. O uso da força vem ganhando ares de opção inaceitável. Definitivamente não é um recurso aceitável. Isso é um recurso fácil do que imobiliza o conselho.”

Dilma destacou ainda as conquistas obtidas a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho no Rio, mostrando os esforços dos negociadores brasileiros em busca do consenso. Segundo ela, foi estabelecido um novo paradigma.

“A Rio+20 produziu um poderoso facho de luz. Temos de levar adiante e produzir os alertas. Temos de encarar a mudança do clima como um dos principais desafios, o governo está firmemente comprometido com as metas de controle e com o combate sem tréguas ao desmatamento da Floresta Amazônica. Essas metas são particularmente ambiciosas”, disse a presidenta.

Dilma lembrou que, durante a Rio+20, foi aprovado um documento final que define a agenda para o século 21, como o uso consciente dos recursos naturais e padrões sustentáveis. Para ela, é fundamental que as tarefas nesse sentido sejam cumpridas por todos no mundo.

Isso e Ana Júlia.

Onda vermelha em Cametá, Moju, Igarapé Miri e Abaetetuba

Cametá, com o futuro prefeito Irácio.




Abaetetuba, com Luís Lopes.



Em Moju, com o companheiro Nazareno.

Ana Julia 2

Onda Vermelha pelo sul do Pará


Fui a diversos municípios do sul do Pará neste final de semana, após as atividades em Bragança. Mais uma vez uma recepção maravilhosa, com muito carinho e empolgação com a vitória de nossas candidaturas.
Na sexta, estive em Floresta do Araguaia, para dar apoio ao companheiro Claudiney do PT. Lá, participei de carreata e comício. No sábado pela manhã estive em um café da manhã promovido pelo comitê das mulheres e depois fizemos caminhada pelo centro comercial.
Café da manhã com as mulheres em Floresta do Araguaia
No sábado a tarde fui para Conceição do Araguaia, onde participei de caminhada em apoio ao companheiro Walter. Uma onda vermelha tomou conta da cidade ao longo da carreata, que terminou em um mini comício. 
Carreata em Conceição do Araguaia

Onda vermelha toma conta de Conceição

Carreata chega ao centro da cidade

Pequeno comício, rumo à vitória
No domingo, agenda dupla em Tucumã e Ourilãndia. Na primeira, fizemos caminhada na feira pela manhã. Á tarde, reunião com mulheres em Tucumã. Logo a seguir comício em apoio ao companheiro Avelar, do PMDB, que está coligado ao PT. A seguir, comício em Ourilândia, para o companheiro Veloso, que também recebe apoio do PT.
Comício em Ourilândia

Comício em Tucumã

Deu no Blog da Ana Julia

Onda Vermelha em Bragança

Fui à Bragança dar apoio ao nosso candidato a prefeito Padre Nelson (PT) e ao vice Dr Nadson (PR). Fiquei emocionada com o carinho das pessoas. A cidade avermelhou para me receber e lembrar das grandes realizações de nosso governo: construção de 2 escolas e reforma de outras 10, pavimentação de 13 km de vias urbanas, Navegapará, ProJovem, Bolsa Trabalho, kit Faz Estrada e Máquinas agrícolas, contrução do sistema de água que está parado por culpa da prefeitura e da Cosanpa, entre outras.

No pequeno comício de bairro, milhares de pessoas estiveram presentes. E isso que foi um comício pequeno...



Valeu Jatene pela privatização da Celpa !!



Está aí a essência da Privataria Tucana:

A Celpa foi vendida pelos tucanos a preço de banana. Durante 14 anos os compradores da empresa ficaram sugando tudo que podiam, centenas de milhões de Reais, não investiram nada e quando a bomba estourou entregaram na mão da justiça.

Após aprovarem um plano de recuperação judicial onde a própria empresa vai gerar os fluxos necessários para a sua recuperação, turbinado pelo aumento de 13% na tarifa, simplesmente saem do negócio numa boa, ricos, sem processos, nada. Tudo numa boa.

Agora entregam o negócio a uma nova "sangue suga"  e ciclo se retroalimenta.

Obrigado Jatene !!

Blog do Puty: Extra-extra: Equatorial compra Celpa por 1 real

 Há 90 anos o rádio no Brasil assume o seu lugar cativo, não sai de moda entre todas as classes. As ondas, frequências moduladas ou amplitudes moduladas atravessam esse Brasil, piçarras, florestas, rios, asflatos, morros, avenidas, produzindo e levando alegria, música, notícias, sotaques a milhões de pessoas.

Além do infalível radinho de pilha e das mais modernas versões do aparelho portátil ou mini-aparelhagens, as rádios comunitárias é que simbolizam o significado mais emblemático das lutas sociais pela democratização da comunicação no país, especificamente representada pela luta pela legalização das rádios comunitárias. A lei - Radcom 1993 - é apenas um instrumento dessa luta cotidiana em todas as regiões e fronteiras desse país.

Extra-extra: Equatorial compra Celpa a 1 real

Não queríamos ter ouvido essa notícia da mais descarada consequência de privataria - Tucana- de que se tem notícia no setor energético no país.

Mas, para evitar a falência da Celpa, a Equatorial Energia fechou contrato para a compra da distribuidora paraense de energia.

A Equatorial adquiriu a distribuidora do Grupo Rede Energia por 1 real, assumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa.

A Celpa estava em processo de recuperação judicial e era a única das nove distribuidoras de energia do Grupo Rede sem intervenção pelo governo.

Vamos relembrar a locução de alguns resumos dos capítulos dessa novela:

Caso Celpa

Loc- A Justiça fala em três bilhões de reais, o mercado fala em quatro bilhões de reais em dívidas da Celpa, concessionária que em maio deste ano solicitou o pedido de recuperação judicial. De lá até o mês atual, as negociações entre a empresa do grupo Rede e possíveis investidores não foram fechadas com regras claras e deferidas pela Aneel.

Loc- A Celpa, empresa de concessão pública (gerenciadora de bem público) foi privatizada pelo PSDB em 1998, vendida pelo valor de 450 milhões de reais. E durante todos esses anos as taxas mínimas de lucros não ficaram no Pará, para investimentos na qualidade dos serviços de distribuição (ampliação da rede de abastecimento, tecnologias etc.). Cerca de dois mil trabalhadores foram demitidos, e em 12 anos a terceirização dos serviços foi triplicada.

Loc- Os dividendos foram repassados a empresas do grupo fora do estado, e somente pouco mais da metade acumulado dos recursos foram empregados em investimentos como determina a Agência reguladora do setor, cerca de 280 milhões, quando deveriam ter sido investidos 660 milhões de reais.

Loc- Com uma perda judicial em 2004 no valor de 370 milhões de reais, a empresa emprestava de outras empresas do grupo e a dívida foi aumentando, e os tributos também foram sendo calotados, chegando em 2006 a cerca de 415 milhões de reais.

Loc- Para evitar a falência, o pedido de recuperação judicial, em 2011, evidenciou o alto valor das dívidas, e ao mesmo tempo da má gestão do bem público, tornando-se a pior distribuidora de energia no ranking nacional.

Loc- O deputado Puty desde o início do processo, junto ao Ministério Público Estadual e Federal, briga para manter transparente a apuração das causas de insolvência financeira da Celpa. O deputado solicitou audiências públicas, para cobrar da Aneel esclarecimentos sobre a fiscalização dos processos de negociação e repactuação das dívidas, que envolvem um bem público e cobrar a melhoria na qualidade dos serviços.

Loc-Em meio a esse processo, o aumento da tarifa foi autorizado pela justiça. Esse aumento de 12,7% foi uma moeda na negociação entre a Celpa e possíveis investidores. Aumento esse que vai à contramão das políticas do setor, quando o governo propõe uma política de diminuição dos tributos, o que prevê uma diminuição de 16,2% nas tarifas de todo país até 2013, e faz uma projeção de exclusão de mais taxas (PIS, COFINS).

Quem diria que o presunçoso Tião 'Lorota' ia ser atropelado pelo Salame.

Doxa: Salame dispara oito pontos à frente de Tião
Categoria: Sem categoria / terça-feira, setembro 25, 2012, 12:45

Quarta pesquisa realizada pela Doxa aponta João Salame com oito pontos à frente de Tião Miranda.

Instituto ouviu 1067 pessoas, entre os dias 21 e 24 de setembro, nas zonas urbana e rural.

Salame – 46,7%

Tiao Miranda - 38,1%

Maurino - 5,8%

César Comércio - 1.3%

Manoel da Cosanpa - 0, 5%

Indecisos – 6,3%

Nulo – 1,3%



A seguir, evolução das quatro pesquisas realizadas pela Doxa. Observem o crescimento consistente do candidato Salame e a queda vertiginosa de Miranda.