Charles Alcântara diz que “núcleo duro” paralisa governo
* Puty, Botelho e os irmãos Monteiro são citados* “É preciso mais PT nesse núcleo duro do governo”* “O PT é que foi ao PMDB pedir apoio para Ana Júlia”* “Ou Puty é candidato ou é chefe da Casa Civil”O ex-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Charles Alcântara (acima, com Ana Júlia, na foto da Agência Pará), responsabilizou nominalmente seu sucessor na pasta, Cláudio Puty, os irmãos secretários Marcílio e Maurício Monteiro e o consultor-geral do Estado, advogado Carlos Botelho, de empurrarem a administração Ana Júlia para um isolamento que se agrava cada vez mais. Disse ainda que se desgastou no governo porque defendeu que se honrassem os termos do acordo que levou o PMDB a apoiar o PT na campanha vitoriosa de Ana Júlia, em 2006.Ele considerou que as disputas na Democracia Socialista (DS), a corrente que dá as cartas no governo, estão paralisando a administração justamente neste ano pré-eleitoral, quando o governo precisa implementar ações que permitam à opinião pública avaliá-lo positivamente em todas as áreas. Chamou ainda de “eminência parda” o publicitário Paulo Haineck, marketeiro de Ana Júlia que terá a atribuição de cuidar das verbas publicitárias na nova gestão da Secretaria de Comunicação (Secom) após a saída de Fábio Castro da pasta, agora sob o comando do jornalista Paulo Roberto Ferreira.Alcântara, que atualmente preside o Sindicato do Grupo Ocupacional, Tributação, Arrecadação e Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda, o Sinditaf, falou ao vivo durante cerca de 1 hora e 40 minutos ao programa Jogo Aberto deste sábado (30), apresentado na Rádio Tabajara FM 106,1 pelo jornalista Carlos Mendes, com a participação do também jornalista Francisco Sidou.Núcleo duro: o nó do governoO ex-chefe da Casa Civil disse enfaticamente que o tal “núcleo duro”, como é denominado o grupo de auxiliares mais próximos à governadora Ana Júlia, é formado apenas por Puty, Botelho e pelos irmãos Marcílio, ex-marido de Sua Excelência que também é secretário de Projetos Estratégicos, e o Maurílio, secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.“É preciso mais PT nesse núcleo duro”, criticou Alcântara, ao dizer que Puty, Botelho e os irmãos Monteiro estão apartados da vida partidária, não têm uma trajetória política que se confunda com a de outros petistas que, efetivamente, estão mais afinados com as aspirações do partido.“Eu nunca fiz parte desse núcleo. O André Farias (secretária de Integração Regional) também não. Eu sempre fui contra esse núcleo, que depois plantou na Imprensa a informação de que eu caí porque era o porta-voz dos interesses do PMDB e do deputado Jader Barbalho [presidente regional do partido]. E agora vejo o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, porta-voz do núcleo duro, dizer publicamente na televisão que o governo precisa do apoio do PMDB e do Jader”, alfinetou Alcântara.Os motivos da quedaEle disse que a governadora Ana Júlia não lhe explicou os motivos pelos quais o exonerou da chefia da Casa Civil e foi claro ao acrescentar que não pediu para sair do governo. Mas confessou saber perfeitamente que começou a ser fritado e acabou expurgado porque, ao contrário do núcleo duro - que estimulava o rompimento do governo com o PMDB -, sempre defendeu o cumprimento do acordo que garantiu a vitória de Ana Júlia em 2006.Lembrou que a campanha de 2002, quando a então deputada Maria do Carmo foi para o segundo turno na disputa pelo governo do Estado com Simão Jatene (PSDB), deixou ao PT muitas lições para o pleito seguinte, de 2006, que elegeu Ana Júlia.“Não foi o PMDB que veio oferecer apoio ao PT. O PT é que foi ao PMDB pedir apoio para a candidata Ana Júlia. Fizemos isso para ganhar a eleição”, recordou Charles Alcântara. Ele reconheceu que todo esse processo foi politicamente pedagógico para o partido, que passou a dar mais importância para a política de alianças, indispensável numa estratégia de ascensão ao poder.Segundo Alcântara, não foi fácil para boa parte dos petistas apreenderem a dimensão política dessa estratégia. Revelou, por exemplo, que houve resistências fortíssimas entre amplos segmentos do PT quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Belém na campanha de 2006 e ocupou o mesmo palanque, ao lado dos peemedebistas Jader Barbalho e José Priante. “Houve muito tensão entre os militantes”, revelou Alcântara. O próprio presidente Lula, segundo Lula, ajudou a conter os ânimos mais exaltados.Manter Puty é um erroEle avalia que a governadora Ana Júlia comete um grave erro em manter Cláudio Puty na Casa Civil, ao mesmo tempo em que o próprio Puty, como todos sabem, é candidato a deputado federal na eleição do próximo ano. Para Alcântara, é legítima e natural a aspiração de Puty a excercer um mandato eletivo, mas essa pretensão é incompatível com o cargo que ocupa. “Por favor, governadora... É preciso avaliar a posição dele no governo. Ou o Puty é candidato a deputado federal ou é chefe da Casa Civil”, opinou.Para Alcântara, as disputas internas na DS estão se refletindo direta e negativamente na articulação política do governo. “Nós tivemos uma condução desastrada na eleição para a Mesa da Assembléia Legislativa do Estado. E agora os militantes da DS estão se engalfinhando, numa disputa sangrenta, absurda, para ver quem será candidato a deputado na eleição do próximo ano. Isso está causando a paralisia do governo Ana Júlia”, avaliou o ex-chefe da Casa Civil.Se as brigas internas na DS são capazes de levar o governo à paralisia, Alcântara considera, de outro lado, que as divergências nunca foram um problema. O partido, segundo ele, cresceu na diferença, na pluralidade, no debate, no contraste entre posições conflitantes e, por conta disso, desenvolveu naturalmente mecanismos democráticos de deliberação que acabaram por fortalecê-lo.“O problema não são as divergências, mas o rebaixamento da política, a despolitização do debate, a fulanização, a fofoca, a intriga”, disse Alcântara, concordando em parte com o presidente do Diretório Municipal do PMDB de Belém, José Priante, que em entrevista no mesmo programa Jogo Aberto, há duas semanas, chamou a administração Ana Júlia de “governo do fuxico”.“Não pode continuar esse impasse”Charles Alcântara também reforçou sua opinião de que o governo Ana Júlia precisa urgentemente se decidir: ou assume em definitivo a aliança com o PMDB e todas as conseqüências daí decorrentes, ou então rompe em definitivo com o partido de Jader Barbalho. “O que não pode é continuar essa lenga-lenga. Não temos mais tempo a perder com esse impasse”, avaliou o ex-chefe da Casa Civil.A situação de crise atual, de indefinições, de tensionamentos e incertezas quanto ao cenário político-eleitoral que está traçado até a eleição de outubro do ano que vem só beneficia, segundo Charles Alcântara, a oposição. “Nós não podemos cair na trampa [trapaça, armadilha] do PSDB e do DEM, que se aproveitam dessa crise, desse impasse”, recomendou Alcântara.Alcântara mencionou o caso da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) como emblemático dos ajustes que podem ser feitos a partir das tensões e das diferenças naturais entre aliados.Disse que Halmélio Sobral, o primeiro secretário de Saúde do governo Ana Júlia, não foi uma indicação do PMDB, mas uma indicação pessoal do ex-deputado José Priante, que concorrera ao governo do Estado na mesma campanha de 2006, que elegeu Ana Júlia. Além de Halmélio, o adjunto da secretaria era Paulo Priante, irmão do ex-deputado. “Houve um problema sério de orientação. E o Halmélio passou a encontrar dificuldades por causa da presença forte do adjunto. Houve, então, uma composição de forças na base do diálogo, da negociação. Então, conversamos com o deputado Jader Barbalho e assumiu como adjunto o Paulo de Tarso, um companheiro do partido [PT]. Aí, então, aquilo que era uma indicação pessoal se transformou numa indicação partidária”, explicou Alcântara.
Edilza diz que não saiu por "escaramuça" com Ana Júlia
A professora Edilza Portanto nega que sua saída da Escola de Governo seja resultado de “escaramuça pessoal” com a governadora Ana Júlia Carepa. A troca, segundo a ex-diretora, é apenas “produto de uma repactuação política do governo que, como se sabe, ainda não foi concluída”.
Edilza também ressalta sua experiência administrativa, diz que sua indicação para a Escola de Governo não deriva do fato de ser comadre da governadora e diz que as marcas de suas gestões “sempre foram a ousadia e a criatividade de relevantes projetos públicos”.
A seguir, a integra da nota que ela remeteu ao blog:
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A respeito de notícias que têm sido publicadas na imprensa e nos blogs, ao longo dessa semana, quanto às especulações sobre minha saída da EGPA, sinto-me no dever de esclarecer alguns pontos, a seguir:
1. Em 1997 assumi a presidência da Fumbel na gestão do prefeito Edmílson Rodrigues e a deixei em 1998, ocasião em que ocorreu uma repactuação interna entre as forças políticas do PT. Minha indicação àquela fundação em 1997, fez parte do acordo articulado entre o então Vereador Raul Meireles do PT junto aos grupos que se organizavam em torno da Vice-Prefeita Ana Júlia Carepa, dentre os quais se incluía a DS, em fase embrionária de organização no Pará, e a tendência petista "Força Socialista", da qual fazia parte o prefeito. Para ampliar a sustentação política interna, o prefeito precisou repactuar a gestão em 1998 e, entre outras negociações internas, solicitou a Fumbel como parte dessa negociação.
2. A minha saída da Escola de Governo - EGPA, recentemente obedeceu à mesma lógica, só que, dessa vez, para além do PT. A gestão da EGPA foi entregue a um partido da base aliada, o PRB, e seu diretor recém-nomeado é vinculado a esse partido, com o objetivo de ampliar a base de sustentação do governo, situação normal do jogo político e democrático. Portanto, assim como em 1998, a mudança atual não foi resultado de escaramuça pessoal com a governadora Ana Júlia Carepa, mas produto de uma repactuação política do governo que, como se sabe, ainda não foi concluída.
3. Entre a gestão da Fumbel (1997/1998) e a gestão da EGPA (2007/2009), assumi outros cargos na administração pública federal, no caso pela Universidade Federal do Pará, na condição de gestora. A Fumbel e a EGPA não foram, portanto, minhas únicas experiências administrativas.
4. Em todas essas experiências, assumi com zelo público e hombridade, o que pode ser constatado pelas prestações de contas que fiz de minhas gestões. Não há em qualquer instância nenhum processo ou ressalva de malversação dos recursos públicos ou situações afins. Foi essa condição que me levou a ser convidada em 2007 para compor o governo estadual, além de minha competência técnica. Portanto, sem nenhuma vinculação a qualquer situação de parentesco ou de "compadrio" com a Governadora Ana Júlia Carepa, como insinuam alguns formadores de opiniões de nossa terra.
5. As marcas de minhas gestões sempre foram a ousadia e a criatividade de relevantes projetos públicos, como posso citar o projeto "Moleque Pandeiro" na Fumbel até hoje considerado uma experiência inovadora na área cultural. Na UFPA, contribuí decisivamente pela ampliação dos convênios do Fundeb aos interiores, aumentando a capacidade de interiorização desta Universidade. Recentemente, na EGPA, além de ter ampliado o diálogo desta instituição com a sociedade, instituí um inédito projeto de regionalização seguindo os princípios que norteiam o governo que é o de ampliar às 12 regiões de nosso Estado, o acesso ao bem público.
Essas são considerações que faço em defesa da informação e solicito que se tornem públicos, a bem da verossimilhança dos fatos citados. Coloco-me à disposição para quaisquer esclarecimentos que assim desejarem.
Profª. Drª. Edilza Fontes
Disputa encarniçada e “repactuação”: a mesma coisa
O “Repórter Diário”, do Diário do Pará, informa hoje que Eda Fontes foi exonerada pela governadora Ana Júlia de uma das diretorias da Secretaria de Desenvolvimento Social.Eda é irmã da professora Edilza Fontes, que já foi sacada da Escola de Governo, onde ocupava o cargo de diretora-geral.Edilza ainda não disse, mas pretende, legitimamente, ser candidata a deputada estadual pela Democracia Socialista, a tendência do PT à qual ela pertence, juntamente com a própria Ana Júlia.A professora, em carta que o blog publicou nesta terça-feira (16), garantiu que sua saída não se deve a qualquer “escaramuça” entre ela e Ana Júlia. Deve-se apenas a uma “repactuação” interna do governo.Pode ser.Mas é certo que Edilza, com sua condição de aspirante a candidata, bate de frente com o núcleo duro do governo, que pretende impor a candidatura do secretário Edilson Moura a deputado estadual.A saída de Eda Fontes pode ter relação direta com essa disputa encarniçada no seio da DS.Disputa encarniçada ou, se quiserem, “repactuação”.Neste caso, dá no mesmo.
Documento pró-Jatene recolhe assinaturas
Todos os dez deputados estaduais da bancada do PSDB na Assembléia Legislativa – Alexandre Von, Ana Cunha, André Dias, Bira Barbosa, Bosco Gabriel, Ítalo Mácola, Manoel Pioneiro, Suleima Pegado, Tetê Santos e o líder José Megale – já assinaram documento de apoio à escolha do ex-governador Simão Jatene como o candidato do partido à eleição do próximo ano.Além deles, também já assinaram o documento dois deputados federais – Zenaldo Coutinho e Wandenkolk Gonçalves. Nilson Pinto, o outro representante do PSDB na Câmara dos Deputados, já ofereceu demonstrações explícitas, dentro do partido, de que apoia as pretensões do senador Mário Couto de ser o candidato da legenda ao pleito do próximo ano.É possível que o documento, após receber as adesões de prefeitos e de outras lideranças do partido, seja divulgado publicamente até o final desta semana. Seu teor é sóbrio. Não há ataques ou a mais remota crítica ao senador Mário Couto. Mas relaciona as razões pelas quais os signatários entendem que Jatene é o melhor nome que o PSDB do Pará dispõe no momento para encarar a disputa eleitoral no próximo ano.“Mais de uma vez falei com Jader”O Blog do Bacana colocou no ar, nesta terça-feira (16), um longo bate-bapo de seu editor, Marcelo Marques, com Jatene.O ex-governador aposta que a construção de candidaturas – inclusive e sobretudo a sua, evidentemente – decorrem de “projetos coletivos”, e não de individualismos. Nesse sentido, ele garante não se opor à candidatura do senador Mário Couto em 2010, “se o coletivo estiver com ele”. “Mas estou e sempre estarei aberto ao entendimento. Temos de ver com quem está o partido, para que lado estão as lideranças. Faça uma pesquisa, avalie e me diga", acrescentou Jatene.Sobre a aliança com o PMDB, Jatene respondeu: “Mais de uma vez falei com Jader, sobre os interesses do Estado, sobre a posição das bancadas do PMDB e PSDB na Alepa. Claro que queremos o PMDB como aliados, acho que a base do partido quer, sinto isso com os amigos que tenho dentro do PMDB e se manifestam favorável a esta aliança. Agora, o Jader tem o seu estilo de liderar e este estilo é muito discreto, mas de minha parte vamos nos esforçar para ter o PMDB conosco.”E sobre a aliança com o DEM?Disse Jatene: “Temos tantos desafios neste Estado! Uma pessoa com o mínimo de responsabilidade sabe que ninguém, nenhuma força política ou partido pode governar sozinha. Então estamos falando com o DEM e vamos falar com vários outros partidos para tentar compor um leque abrangente."“Avaliação de Gabriel é injusta”O ex-governador considerou “equivocada e injusta” a entrevista em que Almir Gabriel acusou-o de fazer “corpo mole” na eleição de 2006. Mas insistiu que nem por isso deixou de ter 0 ex-governador em elevada conta.“Não vou negar que fico triste. Acho que a avaliação de Gabriel é equivocada e injusta, mas acho que todos têm o direito à sua opinião. Tenho o maior respeito pelo Gabriel, reconhecimento pelo seu trabalho e sua liderança. Por que deixei de ser candidato a reeleição para dar lugar a ele? Porque entendo e entendi na época que o melhor é sempre o projeto coletivo, não o individual, e naquele momento tinha certeza que Almir poderia fazer muito por este estado, como aliás fez em seus dois governos", afirmou Jatene.À provocação feita pelo Bacana para que avalie o governo Ana Júlia, Jatene respondeu: “A mudança pela mudança dá no que deu. Veja bem, você lembra do caso da Santa Casa? Por que aconteceu aquilo? Quando estávamos no governo, tínhamos um programa chamado Médico 24 Horas, com repasse de recursos para as prefeituras pagarem estes médicos que atendiam lá em seus municípios. Tínhamos um programa de transferência de medicamentos para as cidades, ou seja, isso fazia com que não viessem tantas pessoas para serem atendidas na capital; não era preciso, só em último caso. Começamos a fazer os hospitais regionais. Tudo isso evitava esse inchaço na Santa Casa e consequentemente esses problemas. Mas terminaram com os projetos, deu no que deu. Acho que alguns projetos que beneficiam a população nenhum governante tem o direito de encerrar. Agora, compare os índices de nosso governo, veja os números, veja as realizações, os serviços, os projetos, compare
quarta-feira, 17 de junho de 2009
BLOG DO FABIO CASTRO EX SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO
O sono dos secretários justos
A curiosa reação dos amigos tende, nas circunstâncias de deixarmos de ocupar um cargo como o de secretário de estado, a preocupar-se como nosso ânimo. Agradeço a todos, que foram inúmeros – e mesmo não sabia que eram tantos! - mas... ora, sejamos republicamos, nenhum cargo público nos espelha inteiramente e as moscas azuis que se estatelam contra os espelhos são, com efeito, umas criaturinhas sempre, e com excesso, ridículas. Ademais, o cargo de secretário de comunicação, vértice de todas as disputas e aposto de uma área da qual, como se sabe, todos muito entendem, ainda que não entendam nada, é um posto extremamente difícil.
Bom, meus amigos, o alívio é imenso. Tenho consciência de que fiz o melhor que pude e que estive sempre a postos, com franqueza, coragem, bom humor, honestidade e sobretudo fidelidade aos meus fornecedores, clientes, amigos, colegas de governo, de tendência e de partido. E posso dormir o sono dos secretários justos.
Questões de Estado
Deixei de ser secretário de comunicação na terça-feira dia 19 de maio de 2009, exatos e curiosos dois depois de minha última postagem no Hupomnemata. Acabava de retornar de uma viagem à Vitória, Espírito Santo, onde fora participar, a convite da Câmara Municipal dessa cidade, de uma audiência pública a respeito da Conferência Nacional de Comunicação. Já ao religar o celular, saindo do avião, recebi uns vinte telefonemas ou mensagens perguntando se era verdade o caso. Rumei diretamente para o Palácio dos Despachos, onde me deram o recado de que a governadora Ana Júlia desejava falar comigo. Reuni-me com ela às 18h, mais ou menos e seguiu-se uma belíssima conversa.
- O que a senhora está dizendo é que eu vou voltar a ser gente¿
Resgatei uma das deliciosas gargalhadas da minha governadora. Recusei a oportunidade (valiosa) de ocupar o cargo de secretário adjunto de cultura, para o qual AJ me convidou, considerando meu interesse e minha participação no campo da cultura, muito mais antiga que minha ação no campo da comunicação. Mesmo porque a pessoa que ocupa o cargo, me parece que provisoriamente, é competentíssima. E propus que pudesse me ocupar da Conferência Estadual de Comunicação e dos projetos de comunicação popular e comunitária que comecei a desenvolver na Secom – já que, como disse a governadora, a secretaria precisaria se concentrar nas ações de marketing nesta nova etapa.
Nos dias que se seguiram estabeleci um diálogo com a governadora e alguns membros do governo organizando minha saída e a entrada do Paulo Roberto Ferreira no cargo. Nesse debate minhas novas funções no governo foram enriquecidas, digamos assim, na direção de criarmos um Núcleo de Comunicação Política, vinculado ao Gabinete e a Casa Civil do Governo, que passasse a se ocupar de um conjunto de ações necessárias e estratégicas no campo da análise de conjunturas e construção de elementos narrativos.
Imperativo categórico
Não se espere que se venha a falar, indiscretamente, sobre o governo do qual participei e participo. Em primeiro lugar porque a confiança que se nos é depositada, em qualquer situação da vida, mais ingrata ou menos ingrata, exige a retribuição da discrição – até que possa se tornar - por si mesmo, bem entendido - história. Em segundo lugar, porque minha fé no coletivo é profunda, e ela postula que a condição de ser ou ter sido secretário de estado só se torna relevante diante dos projetos comuns e coletivos. Para mim, essas coisas são “imperativos categóricos” - no sentido kantiano do termo. Ou seja, coisas impossíveis de serem questionadas, coisas que nem mesmo à razão se submetem.
Não obstante, precisarei falar aqui de comunicação, e para isto conto usar e duvidar da experiência que referi acima. Trata-se de uma fé didática. Precisamos ensinar a sociedade a se defender de sua mídia. E precisamos aprender com ela a nos defendermos de nossa mídia – da que nos envolve e da que produzimos.
Retomada
O último post publicado neste blog data de pouco mais de dois anos atrás. Nele suspendo as atividades do blog por ocupar um cargo público que exigia absoluta suspeição – e suspensão – de toda individualidade. Isto passado, retomo o blog com os mesmos princípios e objetivos de antes. E talvez mais alguns, que decorrem da experiência fabulosa de ter sido, por dois anos, secretário de estado de comunicação e que se associam às novas pesquisas que pretendo iniciar e aos novos compromissos que essa experiência me deu.
A curiosa reação dos amigos tende, nas circunstâncias de deixarmos de ocupar um cargo como o de secretário de estado, a preocupar-se como nosso ânimo. Agradeço a todos, que foram inúmeros – e mesmo não sabia que eram tantos! - mas... ora, sejamos republicamos, nenhum cargo público nos espelha inteiramente e as moscas azuis que se estatelam contra os espelhos são, com efeito, umas criaturinhas sempre, e com excesso, ridículas. Ademais, o cargo de secretário de comunicação, vértice de todas as disputas e aposto de uma área da qual, como se sabe, todos muito entendem, ainda que não entendam nada, é um posto extremamente difícil.
Bom, meus amigos, o alívio é imenso. Tenho consciência de que fiz o melhor que pude e que estive sempre a postos, com franqueza, coragem, bom humor, honestidade e sobretudo fidelidade aos meus fornecedores, clientes, amigos, colegas de governo, de tendência e de partido. E posso dormir o sono dos secretários justos.
Questões de Estado
Deixei de ser secretário de comunicação na terça-feira dia 19 de maio de 2009, exatos e curiosos dois depois de minha última postagem no Hupomnemata. Acabava de retornar de uma viagem à Vitória, Espírito Santo, onde fora participar, a convite da Câmara Municipal dessa cidade, de uma audiência pública a respeito da Conferência Nacional de Comunicação. Já ao religar o celular, saindo do avião, recebi uns vinte telefonemas ou mensagens perguntando se era verdade o caso. Rumei diretamente para o Palácio dos Despachos, onde me deram o recado de que a governadora Ana Júlia desejava falar comigo. Reuni-me com ela às 18h, mais ou menos e seguiu-se uma belíssima conversa.
- O que a senhora está dizendo é que eu vou voltar a ser gente¿
Resgatei uma das deliciosas gargalhadas da minha governadora. Recusei a oportunidade (valiosa) de ocupar o cargo de secretário adjunto de cultura, para o qual AJ me convidou, considerando meu interesse e minha participação no campo da cultura, muito mais antiga que minha ação no campo da comunicação. Mesmo porque a pessoa que ocupa o cargo, me parece que provisoriamente, é competentíssima. E propus que pudesse me ocupar da Conferência Estadual de Comunicação e dos projetos de comunicação popular e comunitária que comecei a desenvolver na Secom – já que, como disse a governadora, a secretaria precisaria se concentrar nas ações de marketing nesta nova etapa.
Nos dias que se seguiram estabeleci um diálogo com a governadora e alguns membros do governo organizando minha saída e a entrada do Paulo Roberto Ferreira no cargo. Nesse debate minhas novas funções no governo foram enriquecidas, digamos assim, na direção de criarmos um Núcleo de Comunicação Política, vinculado ao Gabinete e a Casa Civil do Governo, que passasse a se ocupar de um conjunto de ações necessárias e estratégicas no campo da análise de conjunturas e construção de elementos narrativos.
Imperativo categórico
Não se espere que se venha a falar, indiscretamente, sobre o governo do qual participei e participo. Em primeiro lugar porque a confiança que se nos é depositada, em qualquer situação da vida, mais ingrata ou menos ingrata, exige a retribuição da discrição – até que possa se tornar - por si mesmo, bem entendido - história. Em segundo lugar, porque minha fé no coletivo é profunda, e ela postula que a condição de ser ou ter sido secretário de estado só se torna relevante diante dos projetos comuns e coletivos. Para mim, essas coisas são “imperativos categóricos” - no sentido kantiano do termo. Ou seja, coisas impossíveis de serem questionadas, coisas que nem mesmo à razão se submetem.
Não obstante, precisarei falar aqui de comunicação, e para isto conto usar e duvidar da experiência que referi acima. Trata-se de uma fé didática. Precisamos ensinar a sociedade a se defender de sua mídia. E precisamos aprender com ela a nos defendermos de nossa mídia – da que nos envolve e da que produzimos.
Retomada
O último post publicado neste blog data de pouco mais de dois anos atrás. Nele suspendo as atividades do blog por ocupar um cargo público que exigia absoluta suspeição – e suspensão – de toda individualidade. Isto passado, retomo o blog com os mesmos princípios e objetivos de antes. E talvez mais alguns, que decorrem da experiência fabulosa de ter sido, por dois anos, secretário de estado de comunicação e que se associam às novas pesquisas que pretendo iniciar e aos novos compromissos que essa experiência me deu.
sábado, 13 de junho de 2009
Segundo Ibope Lula tem 68% de aprovação.
CNI/Ibope: aprovação de Lula sobe para 68%O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu aprovação de 68% em junho, afirmou nesta terça-feira pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada junto ao Instituto Ibope. O patamar corresponde a quatro pontos percentuais a mais que o último levantamento, feito em março de 2009.Tanto as avaliações do governo classificadas como regular ou ruim caíram na pesquisa divulgada nesta terça. Em junho, a avaliação da gestão petista classificada como regular atingiu 24% diante de 25% no levantamento feito há três meses, ao passo que caiu de 10% para 8% o eleitorado que avalia como "ruim ou péssimo" o governo Lula.(
Mais um candidato
Quem imagina que Duciomar Costa não está se mexendo para a sucessão de 2010 está enganado. Dudu pode até não participar como candidato mas já começa a negociar espaços para o seu PTB.Que inclui aí uma vaga para Anivaldo Vale. O vice prefeito quer concorrer ao Senado Federal com apoio de Dudu.O namorico com Ana já teve início mas o prefeito ainda não descartou Jatene.
Candidato
Certeza, certeza mesmo dentro da DS até o momento é uma só.Edilsom Moura será candidato a deputado estadual.O resto, ainda estão debatendo.
Sai e entra
Edilza Fontes já saiu da Escola de Governo.Dizem, vai para a Secretaria de Governo.
Almoço
Parece que o deputado Vic Pires Franco está mais tranquilo. Na segunda teve um almoço com o ex governador Simão Jatene, no ap de Zenaldo.Mas parece que o Orly não foi. Por enquanto...
O ódio não é boa companhia, não é boa referência para avaliações e decisões
Simão Jatene, ainda sobre a entrevista de Almir ao Diário.
" - A vaga para candidato ao Governo do estado no PMDB tem dono, é de Jader Barbalho. Sei lá de onde Couto tirou essa que poderia ser candidato aqui."
De um assessor, unha, carne e cutícula com Barbalho, sobre as falas de Mário Couto que pode retornar ao PMDB e ser candidato por lá ao Governo de 2010.
Face
Ou a Governadora está amando, ou deu uma geral.Ana Júlia Carepa está radiante nos últimos dias, com todo respeito que o cargo merece.
Simão se dá bem
Falei hoje com algumas pessoas do PSDB. A maioria fez a mesma leitura a respeito a entrevista de Almir Gabriel para o Diário do Pará.Quem ganhou com as falas de Almir foi Simão Jatene, ainda mais depois que mostrou ponderação em relação ao destempero de Gabriel.Ou seja, o tiro saiu pela culatra.
" - O poder pelo poder não me interessa, me interessa o poder para poder fazer, realizar. Isso me motiva."
Simão Jatene, em entrevista ao Programa Bacana
Ana recebe Maria com festa
"Nem sempre é feita justiça e às vezes ela demora a chegar, mas nesse caso a justiça aconteceu e foi respeitada a vontade do povo". Foi o que declarou a governadora Ana Júlia Carepa ao comentar a vitória da prefeita eleita de Santarém, Maria do Carmo Martins, no Supremo Tribunal Federal, que lhe garantiu o direito de assumir a prefeitura do município. De volta de Brasília, Maria do Carmo foi recepcionada no aeroporto de Belém pela governadora e por outros membros do Partido dos Trabalhadores no início da tarde deste sábado(APN)
" Estou fazendo jornalismo, não política."
Jader Filho, sobre as matérias políticas que ultimamente vem fazendo enorme sucesso nas páginas do Diário do Pará.
Almir fala sobre Jader
Perguntei a Mário Couto o que Almir acha do PSDB compor com o PMDB de Jader, veja a resposta;" - Perguntei ao dr Almir se ele tinha alguma coisa contra compor com Jader, fiz essa pergunta em Bertioga, na casa dele, na frente de toda a bancada federal do PSDB e ele disse que não via problema algum, que Jader tem voto e seria importante ter o PMDB junto com o PSDB, que os problemas entre eles estão no passado".
Os jatenistas já ouviram, em privado, as mesmas críticas – e outras mais – feitas publicamente por Almir, que, aliás, passou ultimamente a não se referir mais a Jatene por Jatene, e sim por “aquele rapaz”.No blog Espaço Aberto
Ana Julia está no jogo
Acho até engraçado quando dizem que Ana Júlia Carepa estaria acabada, morta. Não está e existem mil motivos para isso.Primeiro Ana é do PT, o que representa, ela indo bem ou mal,mais ou menos cerca de 30% de um eleitorado.Segundo que Ana vem realizando ações sociais em todo o interior do estado, um trabalho de formiguinha que pessoas mais bem instruídas a respeito do Governo sabem ser verdade.Terceiro, campanha é campanha, governo é governo. Ou seja, em uma campanha o PT vai para a rua, a máquina tem peso importante, Lula vai vir forte e a p´ropria Governadora já mostrou por toda sua carreira que é uma lutadora - lembrem-se de uma campanha ao governo com perna quebrada.E tem mais, pelo estado todo existem "soldados" já trabalhando, detectando fraquezas e passando isso ao centro do poder que, na moita, vem resolvendo pequenos problemas em grandes comunidades.Ana não está morta, longe disso.Precisa resolver seu problema com o resto do PT, o que não tem nada de impossível. Precisa do PMDB e Lula vai intervir como me garantiu João Batista presidente do PT, e falar com Jader criando grandes chances de recomposição estadual.E mais, o PTB está praticamente no colo de Ana, que fez muito por Dudu na ultima eleição para prefeito e que vai cobrar a conta.Claro, será dura a disputa. Lógico, Ana vai sangrar sim mas não duvidem de que ela tem todas as chances de virar o jogo.Ainda.
PESQUISA – Segundo o blog Perereca da Vizinha, Mário Couto teria uma pesquisa em mãos que apresentou em reunião, mostrando que na região metropolitana Priante tem 36%, Mário 26% e Ana 13% para o Governo. Simão não está na pesquisa.
PESQUISA – Segundo o blog Perereca da Vizinha, Mário Couto teria uma pesquisa em mãos que apresentou em reunião, mostrando que na região metropolitana Priante tem 36%, Mário 26% e Ana 13% para o Governo. Simão não está na pesquisa.
FOFOCÓDROMOA direção estadual do PT, leia-se presidente João Batista, se articula com a direção nacional do partido – Ricardo Berzoini - para resolver o problema PT-PMDB no Pará. Ocorre que secretários e assessores do Governo do Estado não estariam conseguindo falar com o deputado Jader Barbalho. Daí a constatação da necessidade de que alguém lá de cima tem de intervir e procurar Barbalho para recompor a aliança. Leia-se Luiz Inácio Lula da Silva.
PSDB – O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, voltou como chegou, sem resolver absolutamente nada entre as disputas internas do partido.Não conseguiu reunir na mesma mesa Simão, Couto e Almir, e foi necessário reuniões separadas. Na reunião com Gabriel e Mário, o ex governador disse que vai procurar pessoalmente todos os prefeitos, vices, vereadores, deputados e tucanos que já tiveram cargo, para convencê-los de que o melhor nome do partido para 2010 é o do senador Mário.Almir disse mais, que vai dedicar todo seu tempo para a construção desta candidatura, e que Jatene não é um nome confiável e muito menos imbatível.PSDB I - Mário aproveitou para dizer que tem pesquisas em mãos onde Simão tem 28 % de rejeição na região metropolitana. Afirmou que Jatene tem alguns deputados, mas não todos, e principalmente não tem a maioria do partido. “Se tivesse, toparia ir para as prévias ou para a convenção disputar comigo”, concluiu o senador.PSDB II– Já Simão, avisou que se recusa a se submeter às prévias, lembrou que nas pesquisas seu nome está em melhor posição dentro do PSDB e que tem com ele a maioria do partido. Jatene lembrou que como ex Governador tem o que mostrar em uma disputa, principalmente em comparação com o atual Governo. Jatene lembrou que abriu mão de sua reeleição em nome de Almir, e que tem o apoio da grande maioria dos deputados tucanos.PSDB III – A conclusão de fonte tucana foi de que haverá disputa no partido. De um lado, Simão contra Almir e Mário Couto. Mário inclusive já intensificou suas viagens pelo interior, enquanto Almir fica em Belém mantendo os contatos com correligionários. Por sua vez, Simão abriu as portas de seu apartamento para receber lideranças e também, começa neste mês, uma agenda pelo interior.A disputa será acirradíssima.
Ânimos peemedebistas
Se perguntarem ao PMDB, e aqui falo de filiados, assessores, deputados, prefeitos e vereadores, além de outras lideranças, a maioria vai dizer que gostaria que o partido saísse da coligação com o Governo.Se perguntarem ao PMDB a minoria vai dizer que quer uma composição com o PSDB para 2010.Se perguntarem ao PMDB a grande maioria vai dizer que o partido deve ter candidato ao Governo.Se perguntarem ao PMDB qual é este nome a resposta é quase unânime; Jader Barbalho.Agora, nenhuma das citações acima é uma decisão já tomada pelo presidente do partido, o próprio Jader. É apenas e tão somente uma radiografia do que a massa do partido pensa, hoje.
Psol
Mudança nos rumos do Psol.Ed vai ser candidato a deputado federal nas próximas eleições e José Nery a estadual.Para o fogo vai Araceli, candidata ao Governo do Estado.
Sai Soriano e entra Árabe
A DS, tendência de Ana tinha Joaquim Soriano como consultor dentro da DS no Pará. Ele é um guerreiro com estilo mais bruto mas vai ser adjunto no Ministério da Reforma Agrária, então foi substituído por Carlos Henrique Árabe, conhecido como um diplomata.Soriano foi o responsável pela queda de Charles Alcântara e de Fábio Castro. Árabe deve fazer o oposto, acertar, acalmar os ânimos, fazer as pontes.Melhor para o Governo
PESQUISA
O Governo tem em mãos uma pesquisa desanimadora do cenário atual.A avaliação é péssima, equivale a Almir Gabriel na época do Massacre dos Carajás.Mas na avaliação em uma disputa eleitoral em 2010, Ana aparece um pouco na frente dos outros candidatos.
" - Se ele - Simão - tem a maioria do partido, então que dispute as prévias comigo. Medo de que ?"
Mário Couto, senador, botando lenha na fogueira.Rs
CNI/Ibope: aprovação de Lula sobe para 68%O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu aprovação de 68% em junho, afirmou nesta terça-feira pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada junto ao Instituto Ibope. O patamar corresponde a quatro pontos percentuais a mais que o último levantamento, feito em março de 2009.Tanto as avaliações do governo classificadas como regular ou ruim caíram na pesquisa divulgada nesta terça. Em junho, a avaliação da gestão petista classificada como regular atingiu 24% diante de 25% no levantamento feito há três meses, ao passo que caiu de 10% para 8% o eleitorado que avalia como "ruim ou péssimo" o governo Lula.(
Mais um candidato
Quem imagina que Duciomar Costa não está se mexendo para a sucessão de 2010 está enganado. Dudu pode até não participar como candidato mas já começa a negociar espaços para o seu PTB.Que inclui aí uma vaga para Anivaldo Vale. O vice prefeito quer concorrer ao Senado Federal com apoio de Dudu.O namorico com Ana já teve início mas o prefeito ainda não descartou Jatene.
Candidato
Certeza, certeza mesmo dentro da DS até o momento é uma só.Edilsom Moura será candidato a deputado estadual.O resto, ainda estão debatendo.
Sai e entra
Edilza Fontes já saiu da Escola de Governo.Dizem, vai para a Secretaria de Governo.
Almoço
Parece que o deputado Vic Pires Franco está mais tranquilo. Na segunda teve um almoço com o ex governador Simão Jatene, no ap de Zenaldo.Mas parece que o Orly não foi. Por enquanto...
O ódio não é boa companhia, não é boa referência para avaliações e decisões
Simão Jatene, ainda sobre a entrevista de Almir ao Diário.
" - A vaga para candidato ao Governo do estado no PMDB tem dono, é de Jader Barbalho. Sei lá de onde Couto tirou essa que poderia ser candidato aqui."
De um assessor, unha, carne e cutícula com Barbalho, sobre as falas de Mário Couto que pode retornar ao PMDB e ser candidato por lá ao Governo de 2010.
Face
Ou a Governadora está amando, ou deu uma geral.Ana Júlia Carepa está radiante nos últimos dias, com todo respeito que o cargo merece.
Simão se dá bem
Falei hoje com algumas pessoas do PSDB. A maioria fez a mesma leitura a respeito a entrevista de Almir Gabriel para o Diário do Pará.Quem ganhou com as falas de Almir foi Simão Jatene, ainda mais depois que mostrou ponderação em relação ao destempero de Gabriel.Ou seja, o tiro saiu pela culatra.
" - O poder pelo poder não me interessa, me interessa o poder para poder fazer, realizar. Isso me motiva."
Simão Jatene, em entrevista ao Programa Bacana
Ana recebe Maria com festa
"Nem sempre é feita justiça e às vezes ela demora a chegar, mas nesse caso a justiça aconteceu e foi respeitada a vontade do povo". Foi o que declarou a governadora Ana Júlia Carepa ao comentar a vitória da prefeita eleita de Santarém, Maria do Carmo Martins, no Supremo Tribunal Federal, que lhe garantiu o direito de assumir a prefeitura do município. De volta de Brasília, Maria do Carmo foi recepcionada no aeroporto de Belém pela governadora e por outros membros do Partido dos Trabalhadores no início da tarde deste sábado(APN)
" Estou fazendo jornalismo, não política."
Jader Filho, sobre as matérias políticas que ultimamente vem fazendo enorme sucesso nas páginas do Diário do Pará.
Almir fala sobre Jader
Perguntei a Mário Couto o que Almir acha do PSDB compor com o PMDB de Jader, veja a resposta;" - Perguntei ao dr Almir se ele tinha alguma coisa contra compor com Jader, fiz essa pergunta em Bertioga, na casa dele, na frente de toda a bancada federal do PSDB e ele disse que não via problema algum, que Jader tem voto e seria importante ter o PMDB junto com o PSDB, que os problemas entre eles estão no passado".
Os jatenistas já ouviram, em privado, as mesmas críticas – e outras mais – feitas publicamente por Almir, que, aliás, passou ultimamente a não se referir mais a Jatene por Jatene, e sim por “aquele rapaz”.No blog Espaço Aberto
Ana Julia está no jogo
Acho até engraçado quando dizem que Ana Júlia Carepa estaria acabada, morta. Não está e existem mil motivos para isso.Primeiro Ana é do PT, o que representa, ela indo bem ou mal,mais ou menos cerca de 30% de um eleitorado.Segundo que Ana vem realizando ações sociais em todo o interior do estado, um trabalho de formiguinha que pessoas mais bem instruídas a respeito do Governo sabem ser verdade.Terceiro, campanha é campanha, governo é governo. Ou seja, em uma campanha o PT vai para a rua, a máquina tem peso importante, Lula vai vir forte e a p´ropria Governadora já mostrou por toda sua carreira que é uma lutadora - lembrem-se de uma campanha ao governo com perna quebrada.E tem mais, pelo estado todo existem "soldados" já trabalhando, detectando fraquezas e passando isso ao centro do poder que, na moita, vem resolvendo pequenos problemas em grandes comunidades.Ana não está morta, longe disso.Precisa resolver seu problema com o resto do PT, o que não tem nada de impossível. Precisa do PMDB e Lula vai intervir como me garantiu João Batista presidente do PT, e falar com Jader criando grandes chances de recomposição estadual.E mais, o PTB está praticamente no colo de Ana, que fez muito por Dudu na ultima eleição para prefeito e que vai cobrar a conta.Claro, será dura a disputa. Lógico, Ana vai sangrar sim mas não duvidem de que ela tem todas as chances de virar o jogo.Ainda.
PESQUISA – Segundo o blog Perereca da Vizinha, Mário Couto teria uma pesquisa em mãos que apresentou em reunião, mostrando que na região metropolitana Priante tem 36%, Mário 26% e Ana 13% para o Governo. Simão não está na pesquisa.
PESQUISA – Segundo o blog Perereca da Vizinha, Mário Couto teria uma pesquisa em mãos que apresentou em reunião, mostrando que na região metropolitana Priante tem 36%, Mário 26% e Ana 13% para o Governo. Simão não está na pesquisa.
FOFOCÓDROMOA direção estadual do PT, leia-se presidente João Batista, se articula com a direção nacional do partido – Ricardo Berzoini - para resolver o problema PT-PMDB no Pará. Ocorre que secretários e assessores do Governo do Estado não estariam conseguindo falar com o deputado Jader Barbalho. Daí a constatação da necessidade de que alguém lá de cima tem de intervir e procurar Barbalho para recompor a aliança. Leia-se Luiz Inácio Lula da Silva.
PSDB – O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, voltou como chegou, sem resolver absolutamente nada entre as disputas internas do partido.Não conseguiu reunir na mesma mesa Simão, Couto e Almir, e foi necessário reuniões separadas. Na reunião com Gabriel e Mário, o ex governador disse que vai procurar pessoalmente todos os prefeitos, vices, vereadores, deputados e tucanos que já tiveram cargo, para convencê-los de que o melhor nome do partido para 2010 é o do senador Mário.Almir disse mais, que vai dedicar todo seu tempo para a construção desta candidatura, e que Jatene não é um nome confiável e muito menos imbatível.PSDB I - Mário aproveitou para dizer que tem pesquisas em mãos onde Simão tem 28 % de rejeição na região metropolitana. Afirmou que Jatene tem alguns deputados, mas não todos, e principalmente não tem a maioria do partido. “Se tivesse, toparia ir para as prévias ou para a convenção disputar comigo”, concluiu o senador.PSDB II– Já Simão, avisou que se recusa a se submeter às prévias, lembrou que nas pesquisas seu nome está em melhor posição dentro do PSDB e que tem com ele a maioria do partido. Jatene lembrou que como ex Governador tem o que mostrar em uma disputa, principalmente em comparação com o atual Governo. Jatene lembrou que abriu mão de sua reeleição em nome de Almir, e que tem o apoio da grande maioria dos deputados tucanos.PSDB III – A conclusão de fonte tucana foi de que haverá disputa no partido. De um lado, Simão contra Almir e Mário Couto. Mário inclusive já intensificou suas viagens pelo interior, enquanto Almir fica em Belém mantendo os contatos com correligionários. Por sua vez, Simão abriu as portas de seu apartamento para receber lideranças e também, começa neste mês, uma agenda pelo interior.A disputa será acirradíssima.
Ânimos peemedebistas
Se perguntarem ao PMDB, e aqui falo de filiados, assessores, deputados, prefeitos e vereadores, além de outras lideranças, a maioria vai dizer que gostaria que o partido saísse da coligação com o Governo.Se perguntarem ao PMDB a minoria vai dizer que quer uma composição com o PSDB para 2010.Se perguntarem ao PMDB a grande maioria vai dizer que o partido deve ter candidato ao Governo.Se perguntarem ao PMDB qual é este nome a resposta é quase unânime; Jader Barbalho.Agora, nenhuma das citações acima é uma decisão já tomada pelo presidente do partido, o próprio Jader. É apenas e tão somente uma radiografia do que a massa do partido pensa, hoje.
Psol
Mudança nos rumos do Psol.Ed vai ser candidato a deputado federal nas próximas eleições e José Nery a estadual.Para o fogo vai Araceli, candidata ao Governo do Estado.
Sai Soriano e entra Árabe
A DS, tendência de Ana tinha Joaquim Soriano como consultor dentro da DS no Pará. Ele é um guerreiro com estilo mais bruto mas vai ser adjunto no Ministério da Reforma Agrária, então foi substituído por Carlos Henrique Árabe, conhecido como um diplomata.Soriano foi o responsável pela queda de Charles Alcântara e de Fábio Castro. Árabe deve fazer o oposto, acertar, acalmar os ânimos, fazer as pontes.Melhor para o Governo
PESQUISA
O Governo tem em mãos uma pesquisa desanimadora do cenário atual.A avaliação é péssima, equivale a Almir Gabriel na época do Massacre dos Carajás.Mas na avaliação em uma disputa eleitoral em 2010, Ana aparece um pouco na frente dos outros candidatos.
" - Se ele - Simão - tem a maioria do partido, então que dispute as prévias comigo. Medo de que ?"
Mário Couto, senador, botando lenha na fogueira.Rs
Inimigos da Amazônia
Segundo matéria de Fábio Góis para o Congresso em Foco, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, entidade que agrega mais de 600 organizações, realizou a primeira versão do prêmio Amigos e Inimigos da Amazônia.Entre os inimigos locais, pontificam dois paroaras:Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA)• Autor do projeto de lei que permite plantar dendê na reserva legal em imóveis da Amazônia e defensor da revogação do Código Florestal;• Defensor veemente da MP 458, votou a favor em sua íntegra, defendendo a regularização para empresas e ocupantes indiretos, com a alegação de que “não serve para nada separar o joio do trigo”.Deputado Asdrúbal Bentes (PMDB/PA)• Foi o relator da MP 458 na Câmara dos Deputados, onde conseguiu, com seu relatório, piorar uma medida que já era ruim e direcioná-la efetivamente para beneficiar apenas os grandes ocupantes ilegais de terras públicas.Entre os amigos locais, um senador.Senador José Nery (PSOL/PA)• Votou contrariamente à MP 458 e lutou pela sua não aprovação por estar convicto de que ela é um retrocesso na democratização do direito à terra na Amazônia;• Votou contrariamente à MP 452.
Alepa, TCE e Base Aliada
Por Humberto Lopes (*)Cláudio Puty tem a chance de surpreender de forma positiva pela segunda vez, depois de tanto resultado negativo. O uso dos termos positivo ou negativo não significa agrado ou desagrado do autor com o resultado das ações, e sim o saldo final comparado à intenção inicial.O Chefe da Casa Civil chegou nesse final de semana à Conferencia de sua tendencia com 15% dos delegados, com um monte de gente querendo colocar tachinha em sua cadeira e estando supostamente isolado. Saiu de lá com metade dos membros do GT e com cerca de 1/3 dos Coordenadores Regionais. Houve muitos risos, tapinhas nas costas e destravamento de dificuldades. Mas nada disse teria sido possível se seus adversários internos não tivessem um olho nas estruturas de poder do Governo. E assim la DS va: Puty finge que perdeu, os outros pensam que ganharam e todos ficam felizes.Mas onde o Chefe da Casa Civil vai ter que demonstrar que seu inferno astral - no qual se arrasta há mais de um ano - de fato acabou é na Assembleia. Na eleição de Conselheiro ao Tribunal de Contas do Estado, onde se apresentam quatro candidatos. Em setembro passado, engendrando uma sucessão de erros táticos, permitiu que César Colares (PSDB) fosse eleito Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios.O primeiro erro tático foi se imiscuir abertamente na disputa de uma vaga que era prerrogativa da Assembléia preencher. O segundo erro foi tratar César Colares como parlamentar de oposição. Apesar de ser do PSDB, César sempre foi parceiro do Governo. A eleição de Colares ao TCM deixou como saldo uma profunda brecha entre o Governo e o G-8. De quebra, trouxe à Assembléia um legitimo oposicionista: o Deputado Bira Rodrigues (PSDB).Mas isso é passado. Para a disputa em curso se apresentam como candidatos: Luiz Cunha, PDT/PT; Carmona, PMDB; André Dias, PSDB e Junior Hage, PR. Do ponto de vista estritamente do interesse do Governo, não será nenhum drama se, ao invés de Luiz Cunha, Carmona ganhar a vaga. Afinal, qualquer um deles seria substituído por um governista: Pio X, presidente da ASIPAG. A suplente de Júnior Hage é Suzana Lobão, que continua pontificando na política de Augusto Correa e tem proximidade ao Vice-Prefeito de Belém, Anivaldo Vale. Já a suplente de André Dias, Elza Miranda, até recentemente estava – digamos assim – em retiro espiritual nos garimpos de Marabá. Internamente ao PSDB é jatenista.Eu aposto hoje numa polarização Luiz Cunha X André Dias. Luiz além do apoio do Governo tem seu trunfo maior na simpatia entre os pares. Deputado assíduo, não consegue guardar magoa de ninguém e nem conheço ninguém que lhe faça restrições pessoais. Não vejo o PMDB quebrando lanças por Carmona. Ele é considerado um estranho no ninho do Partido. Embaraçou a estratégia partidária – de aprofundar o isolamento do Governo Ana Júlia - ao indicar o sobrinho para a direção do DETRAN após a saída de Livio Assis. Por fim, quase atrapalha a eleição de Domingos Juvenil para a Mesa da ALEPA, hora cabalando votos para si nos bastidores, hora brandindo uma ata de uma reunião qualquer onde o PMDB firma compromisso com ele. Para o PMDB seria um alivio livrar-se do deputado, mas não cabe em sua estratégia - dificultar a vida do Governo - perder um voto – apesar de tudo – manobrável para entregar a um fiel Pio X.Junior Hage carrega o peso do nome. A família Hage é vista como uma dinastia ávida de poder na região da Calha Norte/Baixo Amazonas. Esse pedaço do Estado, com 12 municípios, elegeu, além de Junior, seis deputados em quatro legendas. Eles temem que a familia coloque Gandor Hage Neto – tido como mais agressivo em termos de estratégia eleitoral e na convivência pessoal – na disputa por uma vaga na ALEPA em 2010. Os lideres do G-8 sabem das restrições a Junior Hage e o grupo tem deputados com melhor trânsito, como João Salame e Ana Cunha. Até onde vai à candidatura de Júnior? Ao plenário para negociar o segundo turno?Especulando o futuro, pensando que todos os atores vão tentar maximizar seus resultados, podemos prever o seguinte:a) PMDB vai tentar mais uma vez derrotar o governo. Vai então reforçar Andre Dias;b) O governo não quer perder de novo. Vai dar espaço ao PTB, efetivando pelo menos dois terços dos acordos que vêm sendo costurados desde março;c) Considerando o clima de plenário, o perfil de cada deputado, as relações pessoais e os interesses em jogo, arrisco que se a eleição fosse hoje, teria o seguinte resultado:Primeiro turno:André Dias: 18 Luiz Cunha: 14Junior Hage: 08Carmona: 01Segundo turno:Andre Dias: 21Luiz Cunha: 20Aliás, há espaços para “surpresas” nesse resultado. Por exemplo contabilizei o Carmona como voto em segundo turno no André. Mas será que, a exemplo de setembro, ele não votaria em Luiz para aumentar a bancada evangélica na ALEPA? O deputado Luiz Cunha não merece mais essa derrota. No entanto a Assembleia não é o pátio da Computer Store, nem seu plenário a Conferencia da Democracia Socialista. Apesar das negociações serem simples, elas precisam ser efetivadas. Nesse momento, a disputa é realmente entre situação e oposição. O inimigo é real, não a miragem de nove meses atrás.(*) Humberto Lopes é mestrando do Programa de Ciência Política da UFPA.
Segundo matéria de Fábio Góis para o Congresso em Foco, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, entidade que agrega mais de 600 organizações, realizou a primeira versão do prêmio Amigos e Inimigos da Amazônia.Entre os inimigos locais, pontificam dois paroaras:Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA)• Autor do projeto de lei que permite plantar dendê na reserva legal em imóveis da Amazônia e defensor da revogação do Código Florestal;• Defensor veemente da MP 458, votou a favor em sua íntegra, defendendo a regularização para empresas e ocupantes indiretos, com a alegação de que “não serve para nada separar o joio do trigo”.Deputado Asdrúbal Bentes (PMDB/PA)• Foi o relator da MP 458 na Câmara dos Deputados, onde conseguiu, com seu relatório, piorar uma medida que já era ruim e direcioná-la efetivamente para beneficiar apenas os grandes ocupantes ilegais de terras públicas.Entre os amigos locais, um senador.Senador José Nery (PSOL/PA)• Votou contrariamente à MP 458 e lutou pela sua não aprovação por estar convicto de que ela é um retrocesso na democratização do direito à terra na Amazônia;• Votou contrariamente à MP 452.
Alepa, TCE e Base Aliada
Por Humberto Lopes (*)Cláudio Puty tem a chance de surpreender de forma positiva pela segunda vez, depois de tanto resultado negativo. O uso dos termos positivo ou negativo não significa agrado ou desagrado do autor com o resultado das ações, e sim o saldo final comparado à intenção inicial.O Chefe da Casa Civil chegou nesse final de semana à Conferencia de sua tendencia com 15% dos delegados, com um monte de gente querendo colocar tachinha em sua cadeira e estando supostamente isolado. Saiu de lá com metade dos membros do GT e com cerca de 1/3 dos Coordenadores Regionais. Houve muitos risos, tapinhas nas costas e destravamento de dificuldades. Mas nada disse teria sido possível se seus adversários internos não tivessem um olho nas estruturas de poder do Governo. E assim la DS va: Puty finge que perdeu, os outros pensam que ganharam e todos ficam felizes.Mas onde o Chefe da Casa Civil vai ter que demonstrar que seu inferno astral - no qual se arrasta há mais de um ano - de fato acabou é na Assembleia. Na eleição de Conselheiro ao Tribunal de Contas do Estado, onde se apresentam quatro candidatos. Em setembro passado, engendrando uma sucessão de erros táticos, permitiu que César Colares (PSDB) fosse eleito Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios.O primeiro erro tático foi se imiscuir abertamente na disputa de uma vaga que era prerrogativa da Assembléia preencher. O segundo erro foi tratar César Colares como parlamentar de oposição. Apesar de ser do PSDB, César sempre foi parceiro do Governo. A eleição de Colares ao TCM deixou como saldo uma profunda brecha entre o Governo e o G-8. De quebra, trouxe à Assembléia um legitimo oposicionista: o Deputado Bira Rodrigues (PSDB).Mas isso é passado. Para a disputa em curso se apresentam como candidatos: Luiz Cunha, PDT/PT; Carmona, PMDB; André Dias, PSDB e Junior Hage, PR. Do ponto de vista estritamente do interesse do Governo, não será nenhum drama se, ao invés de Luiz Cunha, Carmona ganhar a vaga. Afinal, qualquer um deles seria substituído por um governista: Pio X, presidente da ASIPAG. A suplente de Júnior Hage é Suzana Lobão, que continua pontificando na política de Augusto Correa e tem proximidade ao Vice-Prefeito de Belém, Anivaldo Vale. Já a suplente de André Dias, Elza Miranda, até recentemente estava – digamos assim – em retiro espiritual nos garimpos de Marabá. Internamente ao PSDB é jatenista.Eu aposto hoje numa polarização Luiz Cunha X André Dias. Luiz além do apoio do Governo tem seu trunfo maior na simpatia entre os pares. Deputado assíduo, não consegue guardar magoa de ninguém e nem conheço ninguém que lhe faça restrições pessoais. Não vejo o PMDB quebrando lanças por Carmona. Ele é considerado um estranho no ninho do Partido. Embaraçou a estratégia partidária – de aprofundar o isolamento do Governo Ana Júlia - ao indicar o sobrinho para a direção do DETRAN após a saída de Livio Assis. Por fim, quase atrapalha a eleição de Domingos Juvenil para a Mesa da ALEPA, hora cabalando votos para si nos bastidores, hora brandindo uma ata de uma reunião qualquer onde o PMDB firma compromisso com ele. Para o PMDB seria um alivio livrar-se do deputado, mas não cabe em sua estratégia - dificultar a vida do Governo - perder um voto – apesar de tudo – manobrável para entregar a um fiel Pio X.Junior Hage carrega o peso do nome. A família Hage é vista como uma dinastia ávida de poder na região da Calha Norte/Baixo Amazonas. Esse pedaço do Estado, com 12 municípios, elegeu, além de Junior, seis deputados em quatro legendas. Eles temem que a familia coloque Gandor Hage Neto – tido como mais agressivo em termos de estratégia eleitoral e na convivência pessoal – na disputa por uma vaga na ALEPA em 2010. Os lideres do G-8 sabem das restrições a Junior Hage e o grupo tem deputados com melhor trânsito, como João Salame e Ana Cunha. Até onde vai à candidatura de Júnior? Ao plenário para negociar o segundo turno?Especulando o futuro, pensando que todos os atores vão tentar maximizar seus resultados, podemos prever o seguinte:a) PMDB vai tentar mais uma vez derrotar o governo. Vai então reforçar Andre Dias;b) O governo não quer perder de novo. Vai dar espaço ao PTB, efetivando pelo menos dois terços dos acordos que vêm sendo costurados desde março;c) Considerando o clima de plenário, o perfil de cada deputado, as relações pessoais e os interesses em jogo, arrisco que se a eleição fosse hoje, teria o seguinte resultado:Primeiro turno:André Dias: 18 Luiz Cunha: 14Junior Hage: 08Carmona: 01Segundo turno:Andre Dias: 21Luiz Cunha: 20Aliás, há espaços para “surpresas” nesse resultado. Por exemplo contabilizei o Carmona como voto em segundo turno no André. Mas será que, a exemplo de setembro, ele não votaria em Luiz para aumentar a bancada evangélica na ALEPA? O deputado Luiz Cunha não merece mais essa derrota. No entanto a Assembleia não é o pátio da Computer Store, nem seu plenário a Conferencia da Democracia Socialista. Apesar das negociações serem simples, elas precisam ser efetivadas. Nesse momento, a disputa é realmente entre situação e oposição. O inimigo é real, não a miragem de nove meses atrás.(*) Humberto Lopes é mestrando do Programa de Ciência Política da UFPA.
PAPO ABERTO.
“Puty, parabéns por ajudar a naufragar o barco”
Do leitor que se assina apenas como L. F., sobre a sua postagem Edilza sai da Escola de Governo:Comadres, de fato sempre foram e assim se tratavam, pois a relação pessoal é parte de qualquer relação, incluída a política.É fato também que nunca foi essa prerrogativa que provavelmente levou Edilza ao governo, mas sua competência, história política e lealdade ao partido, à governadora e à DS. Considerando a tal relação de comadre, mais ainda a governadora teria que ter respeito pela companheira Edilza, e não escorraçando essa companheira dessa forma desumana e desleal para seguir caprichos de moleques aventureiros que brincam de governar e são fartos de empáfias e pífios de realizações, como diz aquele um.Parabéns, Edilza.Nosso passado de PRC não merecia isso.Ana, seu ato covarde e traiçoeiro terá retorno em 2010.Lembre desse comentário amanhã.Puty, parabéns por ajudar a naufragar o barco.Antigamente dizias que Ana era um Frankstein, mas hoje se vê que a DS adotou um monstro (ou a montanha pariu um rato?).
Robgol busca o gol 100. Mas também busca votos.
Robgol, ou melhor, Sua Excelência o deputado estadual Robgol (na foto, extraída do site da Assembleia), um dos dignos representantes do PTB na Assembleia Legislativa do Estado, está todo assanhado para voltar aos gramados.Assanhadíssimo para voltar defendendo, é claro, o Paysandu, clube que verdadeiramente o projetou já no final de sua carreira.Seu sonho é completar os 100 gols pelo time bicolor, ele que, ao deixar oficialmente os gramados, marcara 92 tentos pelo Paysandu.Não duvida do amor e da gratidão de Robgol pelo clube alvi-azul.E muito menos se duvida do carinho e da admiração da torcida bicolor por Robgol.Mas ninguém se esqueça que ano que vem é ano de eleição.E Sua Excelência o deputado Robgol será candidato à reeleição.É claro que vai.Ou não?
Puty continua candidatíssimo. E com a caneta na mão.
E Sua Excelência o doutor Cláudio Puty, chefe da Casa Civil do governo Ana Júlia, pode mesmo terminar no Irajá, ou melhor, pode terminar como candidato a deputado federal representando a Democracia Social (DS), tendência minoritária no PT, mas que tem como condestável ninguém menos que a governadora Ana Júlia Carepa.Na conferência estadual da DS, ocorrida no último final de semana, as petistas Edilza Fontes (na foto, extraída do site da Agência Pará), ontem oficialmente exonerada da diretoria-geral da Escola de Governo, e Suely Oliveira, ainda titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), tinham a grande oportunidade de dar o xeque-mate, emparedando Puty e fazendo uma dobradinha para garantir suas vagas, respectivamente, a deputada estadual e federal.As duas poderiam ter essa aspiração porque detinham, juntas, a esmagadora maioria dos membros da conferência.Mas qual o resultado?Puty, que tinha o apoio de minguados 10% dos delegados da conferência, levou nada menos do que seis vagas na coordenação estadual da DS, que é composta por 20 integrantes.E aí?E aí que a coordenação estadual é uma miragem, é uma ficção, segundo garantem petistas que conhecem bem as instâncias deliberativas da DS.Até mesmo uma simples reunião dos coordenadores da DS é coisa praticamente impossível, porque vários integrantes são do interior e só vêm a Belém quando o governo do Estado banca os custos.O normal mesmo é a coordenação omitir-se em tudo e por tudo. E aí fala mais alto quem tem a caneta a mão, no caso o próprio Puty e, acima dele, sua chefa, a governadora Ana Júlia.Com isso, fica muito mais fácil para, na hora agá, o próprio Puty, que foi minoritário na conferência, ser ungido como o candidato da DS a deputado federal, independentemente da vontade e das deliberações da fictícia coordenação estadual da Democracia Socialista.A insatisfação da professoraHá, todavia, um aspecto que não passou despercebido de muitos.Trata-se da reação da Edilza Fontes depois que Ana Júlia decidiu tirá-la da Escola de Governo.Edilza tem relações estreitas com a governadora.As duas são até comadres.Mas Edilza está porraqui com Sua Excelência.Recusou-se até a ser nomeada para uma assessoria especial.E tudo indica que ela vai voltar à Universidade Federal do Pará (UFPA), onde é professora, e trabalhar sua candidatura a deputada estadual, independentemente da vontade da cúpula da DS.Se tal acontecer, pior para o secretário de Cultura, Edilson Moura.Ele é o candidato dos sonhos da dupla Paulo Haineck (o marqueteiro de Ana Júlia em 2006) e Joaquim Soriano (tido e havido como o "representante da DS nacional") para sair candidato a deputado estadual, em dobradinha, claro, com Puty para federal.Mas se a professora Edilza decidir concorrer à Assembleia Legislativa, aí as coisas mudam de figura.Convém, portanto, esperar.Enquanto isso, Puty permanece no governo, candidatíssimo.E permanece com a caneta na mão.
O recado de Ana Júlia para o pessoal da DS
De um Anônimo, sobre os rumos da Democracia Socialista depois da conferência estadual da semana passada:O Puty terá que roer um osso "estratégico", cuja inexperiência não está preparada para solucionar.Edilson Moura, secretário de Cultura, é candidato do Paulo Haineck, apoiado por Joaquim Soriano e com aval dos Monteiros [Marcílio e Maurílio] para ser o estadual na dobradinha com Puty.A DS sabe que não elege mais que um estadual e com Puty fica até difícil eleger um federal, mas, para tentar, está ciente de que terá que ser um nome apenas para a Câmara.Por isso, encheram o balão da professora Edilza Fontes, para que ela questionasse o mito de candidatura única a federal, tese então sagrada para a DS e com vaga certa para a secretária Suely Oliveira, que por um traço perdeu a disputa em 2006, vindo de um mandato de vereadora.Depois que Edilza se apresentou, o mito foi quebrado.Puseram Puty na baila para depois retomar a idéia de uma única candidatura e sem ser mais heresia apresentar um outro nome, que não o de Puty.Escorraçada da Escola de Governo, Edilza não tem chances de ser mais federal, mas, como estadual, tira Edilson do páreo, ele que é apoiado por parte do núcleo brando. E um apoio dentro de uma visão estratégica de que só pode ser um.Puty operava para tirar do páreo Suley, cotada para candidata a federal. Para ele, interessa ter todas as três hipóteses fazendo campanha para ele como estaduais.E agora? Vai para a briga no núcleo brando? Ou encara a disputa a federal com duas candidatura da DS?Todos estranham a firmeza da professora Edilza. Ela sabe dos votos que tem e Edilson não tem. Dos apoios que construiu no interior e que ele não.A guerra vai ser dura: os sem base e pouca história partidária e militante versus o oposto disso.Tudo se resolve de Edilza e Suely firmarem sua aliança.Por isso, Birá, o desconhecido chefe da gabinete da Casa Civil, avisou bem claro à professora: "Um erro ainda não cometeste: te aliar à Suely".Quando Ana Júlia diz para Edilza que não aceita de jeito maneira que ela seja candidata a estadual e nem a federal "porque precisa muuuuito dela para coordenar a campanha da reeleição", ela quer dizer : "Não atrapalhe minha dobradinha Edilson-Puty".Quem viver verá!
Em Tucuruí, governadora anuncia novas obras
No AMAZÔNIA:A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, anunciou anteontem, em Tucuruí, a recuperação da rodovia PA-263, no trecho que liga o município a Goianésia do Pará. Os recursos já estão assegurados para a obra, que será iniciada assim que houver estiagem. Ela também confirmou o início da operação das eclusas do rio Tocantins em março de 2010. As informações são do portal ORM.Os anúncios foram feitos durante a visita da governadora a Tucuruí, onde ela reinaugurou a Escola Estadual de Ensino Médio Raimundo Ribeiro, totalmente reformada, e onde participou, ao lado do ministro da Previdência Social, José Barroso Pimentel, da inauguração da nova agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município. Trata-se da primeira das 74 novas agências do INSS que serão inauguradas no Pará para atendimento previdenciário.Também foi anunciada a liberação de 250 mil litros de combustível para cada um dos municípios da região do Lago de Tucuruí, recursos negociados com a Eletronorte, para alimentar o maquinário empregado nas obras de recuperação de rodovias e vicinais e também para a retaguarda das ações da Defesa Civil - em conseqüência das enchentes, Tucuruí e Jacundá estão em situação de emergência e Breu Branco, em estado de alerta.
Guerra, o da paz, retorna. Fica o PSDB do jeito que estava.
Se não pacificou os espíritos incendiados dos tucanos paraenses, o certo é que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), retornou a Brasília ontem mesmo, dia em que chegou a Belém, com a consciência tranquila de que pelo menos tentou semear a paz nos arraiais do senador Mário Couto e do ex-governador Simão Jatene, ambos pré-candidatíssimos ao governo do Estado, no pleito de 2010.Guerra, conforme informou o blog, chegou acompanhado do secretário-geral do PSDB, o deputado federal Rodrigo Castro (MG), mais aecista do que o próprio Aécio Neves, o governador de Minas que disputa com seu colega paulista, José Serra, o direito de ser o candidato da legenda à sucessão do presidente Luiz Inácio da Lula da Silva.Até ontem à noite, circulavam poucos detalhes sobre os encontros.De concreto mesmo, sabe-se que Guerra ouviu os deputados das bancadas estadual e federal do PSDB na sede do próprio partido.O ex-governador Almir Gabriel, que já está de novo em Belém, fez-se acompanhar de Mário Couto para receber o presidente nacional do PSDB. A reunião foi no sítio Ipitu, que Almir mantém na Rodovia do 40 Horas. Jatene, de seu lado, recebeu Sérgio Guerra em seu próprio apartamento, em Belém.Ao que tudo indica, não houve recuos, não houve desistências. Os que estão com Mário Couto continuam com Mário Couto. A mesma coisa com os que apoiam Jatene. E tanto o senador como o ex-governador mantiveram a postura de pré-candidatos. E a realização das prévias, por enquanto, está descartada. Jatene é contra a idéia. Mário Couto é a favor.Guerra anunciou que uma pesquisa qualitativa, a ser concluída daqui a mais ou menos 20 dias, deverá indicar qual o nome mais forte do PSDB para ser o candidato da legenda à sucessão da governadora Ana Júlia. Se der Mário Couto na cabeça, será Mário Couto. Se der Jatene, a mesma coisa.Mesmo com essa pesquisa, no entanto, convém não acreditar inteiramente que ela – apenas ela – encerrará essa disputa.Será preciso, além da pesquisa, combinar com os russos.E o PSDB, hoje, está cheio de russos.Cada um tem o seu.Ou os seus russos.
Do leitor que se assina apenas como L. F., sobre a sua postagem Edilza sai da Escola de Governo:Comadres, de fato sempre foram e assim se tratavam, pois a relação pessoal é parte de qualquer relação, incluída a política.É fato também que nunca foi essa prerrogativa que provavelmente levou Edilza ao governo, mas sua competência, história política e lealdade ao partido, à governadora e à DS. Considerando a tal relação de comadre, mais ainda a governadora teria que ter respeito pela companheira Edilza, e não escorraçando essa companheira dessa forma desumana e desleal para seguir caprichos de moleques aventureiros que brincam de governar e são fartos de empáfias e pífios de realizações, como diz aquele um.Parabéns, Edilza.Nosso passado de PRC não merecia isso.Ana, seu ato covarde e traiçoeiro terá retorno em 2010.Lembre desse comentário amanhã.Puty, parabéns por ajudar a naufragar o barco.Antigamente dizias que Ana era um Frankstein, mas hoje se vê que a DS adotou um monstro (ou a montanha pariu um rato?).
Robgol busca o gol 100. Mas também busca votos.
Robgol, ou melhor, Sua Excelência o deputado estadual Robgol (na foto, extraída do site da Assembleia), um dos dignos representantes do PTB na Assembleia Legislativa do Estado, está todo assanhado para voltar aos gramados.Assanhadíssimo para voltar defendendo, é claro, o Paysandu, clube que verdadeiramente o projetou já no final de sua carreira.Seu sonho é completar os 100 gols pelo time bicolor, ele que, ao deixar oficialmente os gramados, marcara 92 tentos pelo Paysandu.Não duvida do amor e da gratidão de Robgol pelo clube alvi-azul.E muito menos se duvida do carinho e da admiração da torcida bicolor por Robgol.Mas ninguém se esqueça que ano que vem é ano de eleição.E Sua Excelência o deputado Robgol será candidato à reeleição.É claro que vai.Ou não?
Puty continua candidatíssimo. E com a caneta na mão.
E Sua Excelência o doutor Cláudio Puty, chefe da Casa Civil do governo Ana Júlia, pode mesmo terminar no Irajá, ou melhor, pode terminar como candidato a deputado federal representando a Democracia Social (DS), tendência minoritária no PT, mas que tem como condestável ninguém menos que a governadora Ana Júlia Carepa.Na conferência estadual da DS, ocorrida no último final de semana, as petistas Edilza Fontes (na foto, extraída do site da Agência Pará), ontem oficialmente exonerada da diretoria-geral da Escola de Governo, e Suely Oliveira, ainda titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), tinham a grande oportunidade de dar o xeque-mate, emparedando Puty e fazendo uma dobradinha para garantir suas vagas, respectivamente, a deputada estadual e federal.As duas poderiam ter essa aspiração porque detinham, juntas, a esmagadora maioria dos membros da conferência.Mas qual o resultado?Puty, que tinha o apoio de minguados 10% dos delegados da conferência, levou nada menos do que seis vagas na coordenação estadual da DS, que é composta por 20 integrantes.E aí?E aí que a coordenação estadual é uma miragem, é uma ficção, segundo garantem petistas que conhecem bem as instâncias deliberativas da DS.Até mesmo uma simples reunião dos coordenadores da DS é coisa praticamente impossível, porque vários integrantes são do interior e só vêm a Belém quando o governo do Estado banca os custos.O normal mesmo é a coordenação omitir-se em tudo e por tudo. E aí fala mais alto quem tem a caneta a mão, no caso o próprio Puty e, acima dele, sua chefa, a governadora Ana Júlia.Com isso, fica muito mais fácil para, na hora agá, o próprio Puty, que foi minoritário na conferência, ser ungido como o candidato da DS a deputado federal, independentemente da vontade e das deliberações da fictícia coordenação estadual da Democracia Socialista.A insatisfação da professoraHá, todavia, um aspecto que não passou despercebido de muitos.Trata-se da reação da Edilza Fontes depois que Ana Júlia decidiu tirá-la da Escola de Governo.Edilza tem relações estreitas com a governadora.As duas são até comadres.Mas Edilza está porraqui com Sua Excelência.Recusou-se até a ser nomeada para uma assessoria especial.E tudo indica que ela vai voltar à Universidade Federal do Pará (UFPA), onde é professora, e trabalhar sua candidatura a deputada estadual, independentemente da vontade da cúpula da DS.Se tal acontecer, pior para o secretário de Cultura, Edilson Moura.Ele é o candidato dos sonhos da dupla Paulo Haineck (o marqueteiro de Ana Júlia em 2006) e Joaquim Soriano (tido e havido como o "representante da DS nacional") para sair candidato a deputado estadual, em dobradinha, claro, com Puty para federal.Mas se a professora Edilza decidir concorrer à Assembleia Legislativa, aí as coisas mudam de figura.Convém, portanto, esperar.Enquanto isso, Puty permanece no governo, candidatíssimo.E permanece com a caneta na mão.
O recado de Ana Júlia para o pessoal da DS
De um Anônimo, sobre os rumos da Democracia Socialista depois da conferência estadual da semana passada:O Puty terá que roer um osso "estratégico", cuja inexperiência não está preparada para solucionar.Edilson Moura, secretário de Cultura, é candidato do Paulo Haineck, apoiado por Joaquim Soriano e com aval dos Monteiros [Marcílio e Maurílio] para ser o estadual na dobradinha com Puty.A DS sabe que não elege mais que um estadual e com Puty fica até difícil eleger um federal, mas, para tentar, está ciente de que terá que ser um nome apenas para a Câmara.Por isso, encheram o balão da professora Edilza Fontes, para que ela questionasse o mito de candidatura única a federal, tese então sagrada para a DS e com vaga certa para a secretária Suely Oliveira, que por um traço perdeu a disputa em 2006, vindo de um mandato de vereadora.Depois que Edilza se apresentou, o mito foi quebrado.Puseram Puty na baila para depois retomar a idéia de uma única candidatura e sem ser mais heresia apresentar um outro nome, que não o de Puty.Escorraçada da Escola de Governo, Edilza não tem chances de ser mais federal, mas, como estadual, tira Edilson do páreo, ele que é apoiado por parte do núcleo brando. E um apoio dentro de uma visão estratégica de que só pode ser um.Puty operava para tirar do páreo Suley, cotada para candidata a federal. Para ele, interessa ter todas as três hipóteses fazendo campanha para ele como estaduais.E agora? Vai para a briga no núcleo brando? Ou encara a disputa a federal com duas candidatura da DS?Todos estranham a firmeza da professora Edilza. Ela sabe dos votos que tem e Edilson não tem. Dos apoios que construiu no interior e que ele não.A guerra vai ser dura: os sem base e pouca história partidária e militante versus o oposto disso.Tudo se resolve de Edilza e Suely firmarem sua aliança.Por isso, Birá, o desconhecido chefe da gabinete da Casa Civil, avisou bem claro à professora: "Um erro ainda não cometeste: te aliar à Suely".Quando Ana Júlia diz para Edilza que não aceita de jeito maneira que ela seja candidata a estadual e nem a federal "porque precisa muuuuito dela para coordenar a campanha da reeleição", ela quer dizer : "Não atrapalhe minha dobradinha Edilson-Puty".Quem viver verá!
Em Tucuruí, governadora anuncia novas obras
No AMAZÔNIA:A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, anunciou anteontem, em Tucuruí, a recuperação da rodovia PA-263, no trecho que liga o município a Goianésia do Pará. Os recursos já estão assegurados para a obra, que será iniciada assim que houver estiagem. Ela também confirmou o início da operação das eclusas do rio Tocantins em março de 2010. As informações são do portal ORM.Os anúncios foram feitos durante a visita da governadora a Tucuruí, onde ela reinaugurou a Escola Estadual de Ensino Médio Raimundo Ribeiro, totalmente reformada, e onde participou, ao lado do ministro da Previdência Social, José Barroso Pimentel, da inauguração da nova agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município. Trata-se da primeira das 74 novas agências do INSS que serão inauguradas no Pará para atendimento previdenciário.Também foi anunciada a liberação de 250 mil litros de combustível para cada um dos municípios da região do Lago de Tucuruí, recursos negociados com a Eletronorte, para alimentar o maquinário empregado nas obras de recuperação de rodovias e vicinais e também para a retaguarda das ações da Defesa Civil - em conseqüência das enchentes, Tucuruí e Jacundá estão em situação de emergência e Breu Branco, em estado de alerta.
Guerra, o da paz, retorna. Fica o PSDB do jeito que estava.
Se não pacificou os espíritos incendiados dos tucanos paraenses, o certo é que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), retornou a Brasília ontem mesmo, dia em que chegou a Belém, com a consciência tranquila de que pelo menos tentou semear a paz nos arraiais do senador Mário Couto e do ex-governador Simão Jatene, ambos pré-candidatíssimos ao governo do Estado, no pleito de 2010.Guerra, conforme informou o blog, chegou acompanhado do secretário-geral do PSDB, o deputado federal Rodrigo Castro (MG), mais aecista do que o próprio Aécio Neves, o governador de Minas que disputa com seu colega paulista, José Serra, o direito de ser o candidato da legenda à sucessão do presidente Luiz Inácio da Lula da Silva.Até ontem à noite, circulavam poucos detalhes sobre os encontros.De concreto mesmo, sabe-se que Guerra ouviu os deputados das bancadas estadual e federal do PSDB na sede do próprio partido.O ex-governador Almir Gabriel, que já está de novo em Belém, fez-se acompanhar de Mário Couto para receber o presidente nacional do PSDB. A reunião foi no sítio Ipitu, que Almir mantém na Rodovia do 40 Horas. Jatene, de seu lado, recebeu Sérgio Guerra em seu próprio apartamento, em Belém.Ao que tudo indica, não houve recuos, não houve desistências. Os que estão com Mário Couto continuam com Mário Couto. A mesma coisa com os que apoiam Jatene. E tanto o senador como o ex-governador mantiveram a postura de pré-candidatos. E a realização das prévias, por enquanto, está descartada. Jatene é contra a idéia. Mário Couto é a favor.Guerra anunciou que uma pesquisa qualitativa, a ser concluída daqui a mais ou menos 20 dias, deverá indicar qual o nome mais forte do PSDB para ser o candidato da legenda à sucessão da governadora Ana Júlia. Se der Mário Couto na cabeça, será Mário Couto. Se der Jatene, a mesma coisa.Mesmo com essa pesquisa, no entanto, convém não acreditar inteiramente que ela – apenas ela – encerrará essa disputa.Será preciso, além da pesquisa, combinar com os russos.E o PSDB, hoje, está cheio de russos.Cada um tem o seu.Ou os seus russos.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Dança das Cadeiras
O corregedor da DS nacional, Joaquim Soriano, deixa o posto pra fazer parte da equipe do MDA.No segunto mandato de Lula, Soriano disputou e perdeu a indicação para Guilherme Cassel no ministério.Será substituído na executiva nacional por Carlos Henrique Árabe, de São Paulo, melhor qualificado para o debate teórico e mais agradável que Soriano. É considerado mais principista e menos pragmático.Soriano e Árabe marcaram presença no episódio que derrubou Charles Alcântara da Casa Civil em 2008, o primeiro a favor da degola e o segundo perguntando porque Charles não estava presente nas discussões. Quando começou a ler o ex-blog de Alcântara, voltou a insistir na unidade na tendência. Não lhe deram ouvidos.Deu no que tá dando.
Anônimo disse...
Juca, esse senhor Joaquim Soriano tem sido um tumor maligno na administração da Ana Júlia. Ele é que semeia a discórdia entre os membros do governo,em nome do PT nacvional, aliás é um histórico "polítiqueiro profissional", teoricamente despreparado, que pouco entende de ética da política q que tem feito escola no Pará, através de lições de "fofocas e intrigas palacianas". Tadinho do Governo Lula com esse elemento na equipe do governo federal, Lula vai ver o que é bom para tosse.O pior é qua vai sobrar para a candidata DILMA. Companheiros vamos acompanhar essa bola de intrigas, depois conversaremos
1:02 PM
Anônimo disse...
Nem Joaquim nem Árabe são despreparados. São quadros petistas experientes e intelectualmente preparados. O que ocorre é que Árabe é um quadro histórico da esquerda, com uma visão de democracia socialista que está ausente em Joaquim, Raineque e nas topeiras da DS local, uma franquia da DS nacional que não cumpre localmente o manual de procedimento e implantação da marca. A saída de Joaquim da ilharga de Ana Júlia é uma boa notícia. Quem sabe um pouco mais de porosidade não ajuda esse governo a respirar melhor.Álvaro Lins, militante do PT
6:41 PM
Anônimo disse...
Uma boa noticia enfim! Espero que escafeda-se destas plagas. Não passa de um burocrata oportunista.
7:32 PM
Anônimo disse...
Só quem não conhece nada da história interna do PT nos últimos vinte anos pode achar que J Soriano e Carlos Árabe possuem posições diferentes. Durante todo este tempo sempre estiveram alinhados dentro do PT e da DS. Por fim, se J Soriano defendeu a saí da do Mr. Johnson do governo fez bem,independente dos erros que o atual cometa. Quem era o chefe da Casa Civil resposável pela nomeação de uma cabeleireira no início do Governo ? Quem era do Chefe da Casa Civil quando na ALEPA surgiu um grupelho de deputados que até hoje chantageia o Governo ? Quem estava na casa Civil quando estourou a crise da menina presa em Abaetetuba e levou a Governadora para Brasília nacionalizar ainda mais a crise ? Quem é o garoto de recados do PMDB, que hoje infla a candidatura de Mário Couto, ao ponto do senador admitir até mesmo mudar de partido ? Quem defendeu abertamente e até o fim as desastrosas gestões de Vera Tavares na Segurança e Halmélio Sobral na saúde , neste caso indicando até o sogro como adjunto do órgão? Quem foi que criou atritos e desgastes desnecessários com o candidato a prefeito de Belém Mário Cardoso, defendendo sua saída em janeiro mesmo quando este necessariamente deveria se desincompatibilizar em março do ano eleitoral ? Quem criou uma crise com o PSB defendendo a manutenção da Sra. Maria Aparecida no Governo, intervindo na disputa política interna do PSB contra toda a maioria daquele partido, fragilizando ainda mais a base parlamentar do governo ainda em 2007 ? Quem levou o governo a uma postura de paralisia política em 2007, sem praticamente intervir junto a potenciais candidatos as vésperas do prazo final de filiações para as eleições de 2008, enquanto o PMDB e demais aliados movimentavam-se livremente posicionado seus candidatos? Neste último caso, para se ter idéia, o ex-chefe da Casa Civil manifestou na época seu descontentamento em que a ex-deputada sandra batista transferisse seu domicílio eleitoral para Ananindeua. Charles praticava uma política de inércia, camuflada por um discurso de senso comum de "prudência", os resultados sempre foram pífios nestes casos.
O corregedor da DS nacional, Joaquim Soriano, deixa o posto pra fazer parte da equipe do MDA.No segunto mandato de Lula, Soriano disputou e perdeu a indicação para Guilherme Cassel no ministério.Será substituído na executiva nacional por Carlos Henrique Árabe, de São Paulo, melhor qualificado para o debate teórico e mais agradável que Soriano. É considerado mais principista e menos pragmático.Soriano e Árabe marcaram presença no episódio que derrubou Charles Alcântara da Casa Civil em 2008, o primeiro a favor da degola e o segundo perguntando porque Charles não estava presente nas discussões. Quando começou a ler o ex-blog de Alcântara, voltou a insistir na unidade na tendência. Não lhe deram ouvidos.Deu no que tá dando.
Anônimo disse...
Juca, esse senhor Joaquim Soriano tem sido um tumor maligno na administração da Ana Júlia. Ele é que semeia a discórdia entre os membros do governo,em nome do PT nacvional, aliás é um histórico "polítiqueiro profissional", teoricamente despreparado, que pouco entende de ética da política q que tem feito escola no Pará, através de lições de "fofocas e intrigas palacianas". Tadinho do Governo Lula com esse elemento na equipe do governo federal, Lula vai ver o que é bom para tosse.O pior é qua vai sobrar para a candidata DILMA. Companheiros vamos acompanhar essa bola de intrigas, depois conversaremos
1:02 PM
Anônimo disse...
Nem Joaquim nem Árabe são despreparados. São quadros petistas experientes e intelectualmente preparados. O que ocorre é que Árabe é um quadro histórico da esquerda, com uma visão de democracia socialista que está ausente em Joaquim, Raineque e nas topeiras da DS local, uma franquia da DS nacional que não cumpre localmente o manual de procedimento e implantação da marca. A saída de Joaquim da ilharga de Ana Júlia é uma boa notícia. Quem sabe um pouco mais de porosidade não ajuda esse governo a respirar melhor.Álvaro Lins, militante do PT
6:41 PM
Anônimo disse...
Uma boa noticia enfim! Espero que escafeda-se destas plagas. Não passa de um burocrata oportunista.
7:32 PM
Anônimo disse...
Só quem não conhece nada da história interna do PT nos últimos vinte anos pode achar que J Soriano e Carlos Árabe possuem posições diferentes. Durante todo este tempo sempre estiveram alinhados dentro do PT e da DS. Por fim, se J Soriano defendeu a saí da do Mr. Johnson do governo fez bem,independente dos erros que o atual cometa. Quem era o chefe da Casa Civil resposável pela nomeação de uma cabeleireira no início do Governo ? Quem era do Chefe da Casa Civil quando na ALEPA surgiu um grupelho de deputados que até hoje chantageia o Governo ? Quem estava na casa Civil quando estourou a crise da menina presa em Abaetetuba e levou a Governadora para Brasília nacionalizar ainda mais a crise ? Quem é o garoto de recados do PMDB, que hoje infla a candidatura de Mário Couto, ao ponto do senador admitir até mesmo mudar de partido ? Quem defendeu abertamente e até o fim as desastrosas gestões de Vera Tavares na Segurança e Halmélio Sobral na saúde , neste caso indicando até o sogro como adjunto do órgão? Quem foi que criou atritos e desgastes desnecessários com o candidato a prefeito de Belém Mário Cardoso, defendendo sua saída em janeiro mesmo quando este necessariamente deveria se desincompatibilizar em março do ano eleitoral ? Quem criou uma crise com o PSB defendendo a manutenção da Sra. Maria Aparecida no Governo, intervindo na disputa política interna do PSB contra toda a maioria daquele partido, fragilizando ainda mais a base parlamentar do governo ainda em 2007 ? Quem levou o governo a uma postura de paralisia política em 2007, sem praticamente intervir junto a potenciais candidatos as vésperas do prazo final de filiações para as eleições de 2008, enquanto o PMDB e demais aliados movimentavam-se livremente posicionado seus candidatos? Neste último caso, para se ter idéia, o ex-chefe da Casa Civil manifestou na época seu descontentamento em que a ex-deputada sandra batista transferisse seu domicílio eleitoral para Ananindeua. Charles praticava uma política de inércia, camuflada por um discurso de senso comum de "prudência", os resultados sempre foram pífios nestes casos.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
PERERECA DA HORA!!!!
Racha entre Couto e Jatene ameaça PSDB ( I)
I
Sem rumo e sem dinheiro, após a derrota nas eleições de 2006, o PSDB corre o risco de chegar aos pedaços, nas eleições do ano que vem.
A temperatura da disputa interna que agita os tucanos pôde ser medida num almoço, no último sábado, na casa do senador Mário Couto, no Residencial Parque Verde.
Nele, Couto deixou claro que não arreda pé de sua candidatura ao Governo do Estado. E teria acusado de traição, com todas as letras, ao ex-governador Simão Jatene – o outro candidato que disputa a indicação tucana ao Palácio dos Despachos.
Na sua versão para o fracasso de 2006, que contou nos mínimos detalhes, o senador teria afirmado que Jatene traiu a ele, Mário Couto, e a Almir Gabriel, o candidato derrotado pela petista Ana Júlia Carepa.
E teria revelado, inclusive, um acordo de bastidores, no qual ele, Couto, seria o candidato do PSDB, nas eleições de 2010, caso Almir tivesse conseguido se eleger.
O senador também teria puxado do bolso do colete uma pesquisa de intenções de votos em que aparece como o vitorioso do próximo pleito.
Na pesquisa, não há, sintomaticamente, menção a Simão Jatene; os possíveis concorrentes são, apenas, a governadora Ana Júlia, pelo PT, e o ex-deputado federal José Priante, pelo PMDB.
Couto venceria “de lavagem” em todo o interior. Só perderia na capital, por 36% a 26%, para José Priante. Ana ficaria em terceiro, em Belém, com esquálidos 13%.
A pesquisa foi exibida num telão, no auditório da casa do senador. O almoço durou umas cinco horas, das 11 às 16.
Reuniu duzentas lideranças políticas de diversos partidos, entre prefeitos (30), vice-prefeitos e vereadores.
Mas, os “generais” foram parcos: apenas o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB; o deputado federal Nilson Pinto e a ex-primeira dama Socorro Gabriel, representando o ex-governador Almir Gabriel.
“Foi constrangedor”, disse um participante do encontro, espantado diante do nível a que chegou a disputa interna entre os tucanos. Outro chamou a atenção para a situação do também senador Flexa Ribeiro: “ele está numa situação muito delicada. Como presidente do partido, tem de ouvir todo mundo e não pode tomar o partido de ninguém”.
O almoço (um bufê que oferecia de filé a vatapá) seria, na verdade, a “entrada” ao prato principal: o casamento de Mário Couto, agora em junho, em Belém.
Nos bastidores políticos, as apostas são de que Couto transformará o casório num evento político, possivelmente com o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo Estadual.
O “casamento do ano”, é claro, deverá contar com a presença de Almir Gabriel, hoje, arquiinimigo de Simão Jatene.
II
Não se sabe como Jatene reagirá à agressividade de Mário Couto.
Para alguns, Jatene estaria disposto a “bater chapa” na convenção que escolherá o candidato do PSDB.
Mas, quem conhece de perto o ex-governador acredita que ele jamais entrará “em bola dividida”.
Aliás, Jatene já teria até cogitado, a pessoas muito próximas, a possibilidade de se filiar ao PMDB, para disputar o Governo pela legenda.
Tudo devido à crescente irritação com a postura de Almir, o principal avalista de Mário Couto.
No entanto, pensam alguns, o problema é que Jatene seria, hoje, o principal adversário dele mesmo.
Com um proverbial apreço pela pescaria e o violão, Jatene nunca foi muito afeito ao trabalho estafante e aos cabos-de-guerra intrapartidários.
Mesmo a sua candidatura, em 2002, foi um parto a fórceps.
Primeiro porque não aceitava ser visto como um simples postulante à candidatura ao Governo, embora que apoiado pelo então governador, Almir Gabriel.
Queria ser, antes, uma espécie de “Ungido”, um consenso “natural” inter pares...
Além disso, relutava em trocar os finais de semana, em algum lugar paradisíaco, pela estafante maratona de viagens interioranas.
Por isso, teve de ser praticamente “carregado nas costas”, ao longo de toda a campanha, por Almir Gabriel.
Essa postura de Jatene se estendeu aos quatro anos de sua administração – cujos finais de semana, aliás, se tornaram comentadíssimos nas cortes palacianas...
Daí a dúvida: sem Almir, com os cofres vazios e um partido dividido – quer dizer, num quadro inverso ao de 2002 – teria Jatene capacidade de se levantar do fundo de sua rede “macunaímica”, para, afinal, disputar a indicação e a eleição ao Governo do Estado?
Ou Jatene se encolherá em seu canto, pelo terror que parece sentir em relação a qualquer disputa?
III
É possível que, já a partir deste Verão, o PT inunde o estado com obras, numa cartilha bem semelhante a dos governos anteriores, que sempre deixaram as realizações para as proximidades do período eleitoral, tendo em vista a efêmera memória do eleitor.
É possível, também, que se derrame mais e mais dinheiro em propaganda, a partir do próximo semestre - um “modelito básico”, também semelhante aos anteriores.
Tudo temperado pelo quadro nacional, que pode, talvez, até trazer de volta um “sopro vermelho” sobre o País.
Daí que, apesar do desgaste, não dá para falar em “derrota certa” do PT, nas eleições ao Governo do Estado.
Até porque não há derrota ou vitória “certa” numa eleição.
Certo, mesmo, é que a desagregação tucana poderá facilitar, e muito, a reeleição petista.
E nesse sentido tem sido devastadora a ação do ex-governador Almir Gabriel.
Birrento e autoritário – características que parecem acentuadas pela idade - Almir estaria, hoje, exclusivamente movido pelo ódio a Jatene, com quem foi “unha e carne” ao longo de trinta anos, desde os tempos da Prefeitura de Belém.
O velho cacique tucano teria metido na cabeça que Jatene foi o principal responsável pela derrota de 2006.
Uma leitura, afinal, condizente com o perfil de Almir.
Mas que não encontra amparo numa análise fria daquele pleito, na qual quem emerge como o grande artífice da derrota tucana é, na verdade, o próprio Almir Gabriel.
Primeiro, por vetar qualquer possibilidade de acordo com a máquina de votos que é o PMDB.
Segundo, por insistir numa empreitada muito superior ao que lhe permitiria a idade avançada.
É certo que Jatene também colaborou para isso, com o seu espírito “tímido”, digamos assim, que não lhe permitiu a necessária firmeza para garantir a candidatura à reeleição.
Ontem, como pode ocorrer também agora, Jatene não quis entrar em “bola dividida”.
Em outras palavras, simplesmente “amarelou” diante da possibilidade de bater chapa com Almir, o que teria, certamente, resultados imprevisíveis para a unidade partidária. Mas, possivelmente, não tão desastrosos como aqueles que acabaram se configurando.
Mesmo assim, não há quem duvide de que foi Almir a cavar a própria sepultura.
Devido à megalomania de acreditar-se acima até mesmo desse inexorável general que é o Tempo.
Devido à proverbial arrogância que não lhe permitiu pendurar as chuteiras no momento certo, após dois mandatos de governador, profícuos em realizações.
E devido, também, a essa mania de fazer política de perseguição e de ódio, em relação aos eventuais adversários.
Não se descarta a possibilidade de que Jatene, nas eleições de 2006, tenha “jogado”, de fato, para derrotar Almir – especialmente se for verdadeiro esse acordo de bastidores, para a candidatura de Mário Couto, em 2010.
Talvez por uma questão mais política, tendo em vista o retrocesso que Almir representaria para o estado do Pará, devido a essa notória incapacidade de conviver com o contraditório.
Ou, talvez, por uma questão bem humana, bem pragmática: o ganho político intrapartidário de Jatene e de seu grupo, a partir da derrota de Almir.
Nada disso, porém, justifica a ação nociva de Almir, que parece preferir até a derrota do PSDB, desde que isso signifique o enterro da carreira de Jatene.
É como se pretendesse arrastar o ex-amigo para o túmulo.
Como espécie de bode expiatório aos próprios erros.
Inclusive, aqueles que resultaram na prisão de seu filho, Marcelo Gabriel.
IV
Mário Couto, que pleiteia a indicação tucana ao Governo do Estado, sempre foi um político complexo.
Sua principal qualidade é a determinação, para a conquista daquilo a que julga ter direito.
De resto, sempre passou aos agentes políticos a imagem de um amontoado de bazófias.
Ao longo de vários mandatos na Assembléia Legislativa, Couto protagonizou cenas deprimentes, por vezes, quase chegando ao pugilato.
Na Presidência da Casa, celebrizou-se por contratações milionárias, ainda hoje não devidamente esmiuçadas.
Uma performance política em tudo compatível com a trajetória do cidadão Mário Couto, suspeito, na juventude, de envolvimento em diversos ilícitos.
O hoje senador é, portanto, um imenso telhado de vidro. Tanto mais frágil diante do aperto do Judiciário e do olhar cada vez menos tolerante da sociedade.
Além disso, é improvável que as suas bravatas folclóricas possam surtir bom efeito, num debate televisivo.
É difícil que os eleitores engulam as grosserias que, certamente, “produzirá” contra a governadora – quer se goste ou não, mulher e carismática.
Daí a conclusão de que Mário Couto é o adversário dos sonhos do PT.
Porque é o oposto do frio e educado Jatene, com o seu raciocínio rápido e extraordinário domínio da máquina pública.
Couto terá vários e bons flancos para o ataque petista, especialmente numa campanha ao Executivo, na qual os pesos e as medidas do eleitor são muitíssimo diferentes daqueles usados nas eleições ao Legislativo.
V
O apetite de Mário Couto, o ódio de Almir Gabriel e a “timidez” de Jatene deixarão marcas profundas no PSDB, qualquer que seja a decisão dos convencionais, no ano que vem.
Até porque essa é a primeira grande divisão, de fato, na história dos tucanos paraenses.
E, ao contrário dos embates que sacudiram o PT, em 2006, aqui não se trata de nobres diferenças estratégicas à conquista do Poder.
O que há, no PSDB, é um amontoado de quizílias, em torno de ambições e fantasias pessoais.
É o velho líder que se transformou em alma penada, para escapar à responsabilidade de seus atos – mais ou menos como o “Maktub” que respondia, quando lhe indagavam acerca do massacre de Eldorado dos Carajás.
É o sujeito que representa o fundo do poço, em termos éticos, do PSDB no Pará. Mas que não se detém diante de coisa alguma. Até por imaginar o Estado, talvez, como simples banca a dominar.
É o cidadão que treme de medo, de ansiedade, cada vez que tem de se submeter a alguma prova. Como se a possibilidade de derrota não fosse coisa a lidar, todos os dias, ao longo da vida.
Os três, igualmente se lixando para o PSDB, desde sempre uma estrutura política fragilizada, porque sem massa, sem raízes nos movimentos sociais e que, por isso mesmo, demonstra enorme dificuldade em sobreviver longe do Poder.
Os três, por suas ações ou omissões, a engendrarem, talvez, mais uma acachapante derrota dos tucanos, no Pará.
Direto do Plenário: STF mantém
Maria do Carmo em Santarém Por maioria de votos (6 a 4), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (4), que a promotora de Justiça licenciada Maria do Carmo Martins Lima pode exercer o cargo de prefeita de Santarém, no Pará, mesmo diante de determinação constitucional que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público. Para seis ministros, Maria do Carmo tinha direito a se recandidatar ao cargo no pleito de 2008, já que havia sido prefeita da cidade nos quatro anos anteriores. Votaram assim os ministros Eros Grau, Marco Aurélio, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Maria do Carmo teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa Corte entendeu que ela não poderia participar das eleições de outubro de 2005 diante da entrada em vigor da Emenda Constitucional 45, em 30 de dezembro de 2004, que incluiu na Constituição Federal dispositivo que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público (artigo 128, inciso II, alínea ´e`). Quatro ministros concordaram com o posicionamento do TSE e foram contra a reeleição da promotora licenciada diante da vedação constitucional criada em 2004. Esse foi o entendimento da ministra Ellen Gracie e dos ministros Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Celso de Mello. Maria do Carmo contestou a decisão do TSE por meio de um Recurso Extraordinário (RE 597994). Nesta tarde, esse recurso foi provido. (http://www.blogdobordalo.com/)
Walter
Walter Bandeira(31/08/1941 – 02/06/2009)
Que posso dizer de uma estrela?
Que palavra traduz, de fato, a grandiosidade de uma estrela?
A luz que nos incendeia.
A magia que nos faz flutuar...
Que posso dizer de uma voz que desperta todas as vivências...
E todos os desejos que escondemos nas profundezas de nós...
Que dizer do delírio a que conduz essa voz?
Como o pastor que conduz o rebanho.
Como a força que impele a viajar e viajar e viajar...
Que dizer de um ser de luz?
Que nos faz rir, que nos faz chorar...
Que nos faz SER!... Simplesmente, ser...
Essa coisa da qual nos esquecemos todos os dias.
Como se à vida fosse preciso esquecer a capacidade de se dar.
A possibilidade de abrir as nossas imensas asas de luz, para incendiar todo o universo ao redor...
Walter Bandeira, assim como todos os artistas, era um espelho a refletir a Humanidade em nós...
A luz dele como que resgatava a nossa própria luz.
Bem pouco o conheci como indivíduo, embora nos tenhamos cruzado, muitas vezes, nas esquinas da boemia.
Mas ficou-me o vozeirão inconfundível, o bom humor; a vida contagiante, a luz de seu olhar.
Por isso, hoje de manhã, pensei em escrever que quando morre uma estrela, morre, também, uma parte do Universo.
Mas aí pensei que isso não seria exato.
Porque as estrelas nunca morrem!...
As estrelas jamais se apagam...
As estrelas, como Walter, brilham para todo o sempre dentro de nós...
I
Sem rumo e sem dinheiro, após a derrota nas eleições de 2006, o PSDB corre o risco de chegar aos pedaços, nas eleições do ano que vem.
A temperatura da disputa interna que agita os tucanos pôde ser medida num almoço, no último sábado, na casa do senador Mário Couto, no Residencial Parque Verde.
Nele, Couto deixou claro que não arreda pé de sua candidatura ao Governo do Estado. E teria acusado de traição, com todas as letras, ao ex-governador Simão Jatene – o outro candidato que disputa a indicação tucana ao Palácio dos Despachos.
Na sua versão para o fracasso de 2006, que contou nos mínimos detalhes, o senador teria afirmado que Jatene traiu a ele, Mário Couto, e a Almir Gabriel, o candidato derrotado pela petista Ana Júlia Carepa.
E teria revelado, inclusive, um acordo de bastidores, no qual ele, Couto, seria o candidato do PSDB, nas eleições de 2010, caso Almir tivesse conseguido se eleger.
O senador também teria puxado do bolso do colete uma pesquisa de intenções de votos em que aparece como o vitorioso do próximo pleito.
Na pesquisa, não há, sintomaticamente, menção a Simão Jatene; os possíveis concorrentes são, apenas, a governadora Ana Júlia, pelo PT, e o ex-deputado federal José Priante, pelo PMDB.
Couto venceria “de lavagem” em todo o interior. Só perderia na capital, por 36% a 26%, para José Priante. Ana ficaria em terceiro, em Belém, com esquálidos 13%.
A pesquisa foi exibida num telão, no auditório da casa do senador. O almoço durou umas cinco horas, das 11 às 16.
Reuniu duzentas lideranças políticas de diversos partidos, entre prefeitos (30), vice-prefeitos e vereadores.
Mas, os “generais” foram parcos: apenas o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB; o deputado federal Nilson Pinto e a ex-primeira dama Socorro Gabriel, representando o ex-governador Almir Gabriel.
“Foi constrangedor”, disse um participante do encontro, espantado diante do nível a que chegou a disputa interna entre os tucanos. Outro chamou a atenção para a situação do também senador Flexa Ribeiro: “ele está numa situação muito delicada. Como presidente do partido, tem de ouvir todo mundo e não pode tomar o partido de ninguém”.
O almoço (um bufê que oferecia de filé a vatapá) seria, na verdade, a “entrada” ao prato principal: o casamento de Mário Couto, agora em junho, em Belém.
Nos bastidores políticos, as apostas são de que Couto transformará o casório num evento político, possivelmente com o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo Estadual.
O “casamento do ano”, é claro, deverá contar com a presença de Almir Gabriel, hoje, arquiinimigo de Simão Jatene.
II
Não se sabe como Jatene reagirá à agressividade de Mário Couto.
Para alguns, Jatene estaria disposto a “bater chapa” na convenção que escolherá o candidato do PSDB.
Mas, quem conhece de perto o ex-governador acredita que ele jamais entrará “em bola dividida”.
Aliás, Jatene já teria até cogitado, a pessoas muito próximas, a possibilidade de se filiar ao PMDB, para disputar o Governo pela legenda.
Tudo devido à crescente irritação com a postura de Almir, o principal avalista de Mário Couto.
No entanto, pensam alguns, o problema é que Jatene seria, hoje, o principal adversário dele mesmo.
Com um proverbial apreço pela pescaria e o violão, Jatene nunca foi muito afeito ao trabalho estafante e aos cabos-de-guerra intrapartidários.
Mesmo a sua candidatura, em 2002, foi um parto a fórceps.
Primeiro porque não aceitava ser visto como um simples postulante à candidatura ao Governo, embora que apoiado pelo então governador, Almir Gabriel.
Queria ser, antes, uma espécie de “Ungido”, um consenso “natural” inter pares...
Além disso, relutava em trocar os finais de semana, em algum lugar paradisíaco, pela estafante maratona de viagens interioranas.
Por isso, teve de ser praticamente “carregado nas costas”, ao longo de toda a campanha, por Almir Gabriel.
Essa postura de Jatene se estendeu aos quatro anos de sua administração – cujos finais de semana, aliás, se tornaram comentadíssimos nas cortes palacianas...
Daí a dúvida: sem Almir, com os cofres vazios e um partido dividido – quer dizer, num quadro inverso ao de 2002 – teria Jatene capacidade de se levantar do fundo de sua rede “macunaímica”, para, afinal, disputar a indicação e a eleição ao Governo do Estado?
Ou Jatene se encolherá em seu canto, pelo terror que parece sentir em relação a qualquer disputa?
III
É possível que, já a partir deste Verão, o PT inunde o estado com obras, numa cartilha bem semelhante a dos governos anteriores, que sempre deixaram as realizações para as proximidades do período eleitoral, tendo em vista a efêmera memória do eleitor.
É possível, também, que se derrame mais e mais dinheiro em propaganda, a partir do próximo semestre - um “modelito básico”, também semelhante aos anteriores.
Tudo temperado pelo quadro nacional, que pode, talvez, até trazer de volta um “sopro vermelho” sobre o País.
Daí que, apesar do desgaste, não dá para falar em “derrota certa” do PT, nas eleições ao Governo do Estado.
Até porque não há derrota ou vitória “certa” numa eleição.
Certo, mesmo, é que a desagregação tucana poderá facilitar, e muito, a reeleição petista.
E nesse sentido tem sido devastadora a ação do ex-governador Almir Gabriel.
Birrento e autoritário – características que parecem acentuadas pela idade - Almir estaria, hoje, exclusivamente movido pelo ódio a Jatene, com quem foi “unha e carne” ao longo de trinta anos, desde os tempos da Prefeitura de Belém.
O velho cacique tucano teria metido na cabeça que Jatene foi o principal responsável pela derrota de 2006.
Uma leitura, afinal, condizente com o perfil de Almir.
Mas que não encontra amparo numa análise fria daquele pleito, na qual quem emerge como o grande artífice da derrota tucana é, na verdade, o próprio Almir Gabriel.
Primeiro, por vetar qualquer possibilidade de acordo com a máquina de votos que é o PMDB.
Segundo, por insistir numa empreitada muito superior ao que lhe permitiria a idade avançada.
É certo que Jatene também colaborou para isso, com o seu espírito “tímido”, digamos assim, que não lhe permitiu a necessária firmeza para garantir a candidatura à reeleição.
Ontem, como pode ocorrer também agora, Jatene não quis entrar em “bola dividida”.
Em outras palavras, simplesmente “amarelou” diante da possibilidade de bater chapa com Almir, o que teria, certamente, resultados imprevisíveis para a unidade partidária. Mas, possivelmente, não tão desastrosos como aqueles que acabaram se configurando.
Mesmo assim, não há quem duvide de que foi Almir a cavar a própria sepultura.
Devido à megalomania de acreditar-se acima até mesmo desse inexorável general que é o Tempo.
Devido à proverbial arrogância que não lhe permitiu pendurar as chuteiras no momento certo, após dois mandatos de governador, profícuos em realizações.
E devido, também, a essa mania de fazer política de perseguição e de ódio, em relação aos eventuais adversários.
Não se descarta a possibilidade de que Jatene, nas eleições de 2006, tenha “jogado”, de fato, para derrotar Almir – especialmente se for verdadeiro esse acordo de bastidores, para a candidatura de Mário Couto, em 2010.
Talvez por uma questão mais política, tendo em vista o retrocesso que Almir representaria para o estado do Pará, devido a essa notória incapacidade de conviver com o contraditório.
Ou, talvez, por uma questão bem humana, bem pragmática: o ganho político intrapartidário de Jatene e de seu grupo, a partir da derrota de Almir.
Nada disso, porém, justifica a ação nociva de Almir, que parece preferir até a derrota do PSDB, desde que isso signifique o enterro da carreira de Jatene.
É como se pretendesse arrastar o ex-amigo para o túmulo.
Como espécie de bode expiatório aos próprios erros.
Inclusive, aqueles que resultaram na prisão de seu filho, Marcelo Gabriel.
IV
Mário Couto, que pleiteia a indicação tucana ao Governo do Estado, sempre foi um político complexo.
Sua principal qualidade é a determinação, para a conquista daquilo a que julga ter direito.
De resto, sempre passou aos agentes políticos a imagem de um amontoado de bazófias.
Ao longo de vários mandatos na Assembléia Legislativa, Couto protagonizou cenas deprimentes, por vezes, quase chegando ao pugilato.
Na Presidência da Casa, celebrizou-se por contratações milionárias, ainda hoje não devidamente esmiuçadas.
Uma performance política em tudo compatível com a trajetória do cidadão Mário Couto, suspeito, na juventude, de envolvimento em diversos ilícitos.
O hoje senador é, portanto, um imenso telhado de vidro. Tanto mais frágil diante do aperto do Judiciário e do olhar cada vez menos tolerante da sociedade.
Além disso, é improvável que as suas bravatas folclóricas possam surtir bom efeito, num debate televisivo.
É difícil que os eleitores engulam as grosserias que, certamente, “produzirá” contra a governadora – quer se goste ou não, mulher e carismática.
Daí a conclusão de que Mário Couto é o adversário dos sonhos do PT.
Porque é o oposto do frio e educado Jatene, com o seu raciocínio rápido e extraordinário domínio da máquina pública.
Couto terá vários e bons flancos para o ataque petista, especialmente numa campanha ao Executivo, na qual os pesos e as medidas do eleitor são muitíssimo diferentes daqueles usados nas eleições ao Legislativo.
V
O apetite de Mário Couto, o ódio de Almir Gabriel e a “timidez” de Jatene deixarão marcas profundas no PSDB, qualquer que seja a decisão dos convencionais, no ano que vem.
Até porque essa é a primeira grande divisão, de fato, na história dos tucanos paraenses.
E, ao contrário dos embates que sacudiram o PT, em 2006, aqui não se trata de nobres diferenças estratégicas à conquista do Poder.
O que há, no PSDB, é um amontoado de quizílias, em torno de ambições e fantasias pessoais.
É o velho líder que se transformou em alma penada, para escapar à responsabilidade de seus atos – mais ou menos como o “Maktub” que respondia, quando lhe indagavam acerca do massacre de Eldorado dos Carajás.
É o sujeito que representa o fundo do poço, em termos éticos, do PSDB no Pará. Mas que não se detém diante de coisa alguma. Até por imaginar o Estado, talvez, como simples banca a dominar.
É o cidadão que treme de medo, de ansiedade, cada vez que tem de se submeter a alguma prova. Como se a possibilidade de derrota não fosse coisa a lidar, todos os dias, ao longo da vida.
Os três, igualmente se lixando para o PSDB, desde sempre uma estrutura política fragilizada, porque sem massa, sem raízes nos movimentos sociais e que, por isso mesmo, demonstra enorme dificuldade em sobreviver longe do Poder.
Os três, por suas ações ou omissões, a engendrarem, talvez, mais uma acachapante derrota dos tucanos, no Pará.
Direto do Plenário: STF mantém
Maria do Carmo em Santarém Por maioria de votos (6 a 4), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (4), que a promotora de Justiça licenciada Maria do Carmo Martins Lima pode exercer o cargo de prefeita de Santarém, no Pará, mesmo diante de determinação constitucional que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público. Para seis ministros, Maria do Carmo tinha direito a se recandidatar ao cargo no pleito de 2008, já que havia sido prefeita da cidade nos quatro anos anteriores. Votaram assim os ministros Eros Grau, Marco Aurélio, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Maria do Carmo teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa Corte entendeu que ela não poderia participar das eleições de outubro de 2005 diante da entrada em vigor da Emenda Constitucional 45, em 30 de dezembro de 2004, que incluiu na Constituição Federal dispositivo que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público (artigo 128, inciso II, alínea ´e`). Quatro ministros concordaram com o posicionamento do TSE e foram contra a reeleição da promotora licenciada diante da vedação constitucional criada em 2004. Esse foi o entendimento da ministra Ellen Gracie e dos ministros Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Celso de Mello. Maria do Carmo contestou a decisão do TSE por meio de um Recurso Extraordinário (RE 597994). Nesta tarde, esse recurso foi provido. (http://www.blogdobordalo.com/)
Walter
Walter Bandeira(31/08/1941 – 02/06/2009)
Que posso dizer de uma estrela?
Que palavra traduz, de fato, a grandiosidade de uma estrela?
A luz que nos incendeia.
A magia que nos faz flutuar...
Que posso dizer de uma voz que desperta todas as vivências...
E todos os desejos que escondemos nas profundezas de nós...
Que dizer do delírio a que conduz essa voz?
Como o pastor que conduz o rebanho.
Como a força que impele a viajar e viajar e viajar...
Que dizer de um ser de luz?
Que nos faz rir, que nos faz chorar...
Que nos faz SER!... Simplesmente, ser...
Essa coisa da qual nos esquecemos todos os dias.
Como se à vida fosse preciso esquecer a capacidade de se dar.
A possibilidade de abrir as nossas imensas asas de luz, para incendiar todo o universo ao redor...
Walter Bandeira, assim como todos os artistas, era um espelho a refletir a Humanidade em nós...
A luz dele como que resgatava a nossa própria luz.
Bem pouco o conheci como indivíduo, embora nos tenhamos cruzado, muitas vezes, nas esquinas da boemia.
Mas ficou-me o vozeirão inconfundível, o bom humor; a vida contagiante, a luz de seu olhar.
Por isso, hoje de manhã, pensei em escrever que quando morre uma estrela, morre, também, uma parte do Universo.
Mas aí pensei que isso não seria exato.
Porque as estrelas nunca morrem!...
As estrelas jamais se apagam...
As estrelas, como Walter, brilham para todo o sempre dentro de nós...
BACANA É 13
Maria dá a primeira entrevista ao blog
1 - Sempre acreditei na justiça divina e na justiça dos homens.2 - Meu objetivo era chegar a esta Corte, um lugar de vanguarda, de gente séria. Aqui eu sabia que teria a vitória, a vitória que ganhei nas urnas e tentaram me tirar.3 - Desejo muita felicidade aos meus inimigos, estou tão feliz. Não temos mais oposição, que este caso fique para traz, que eles venham governar comigo.4 - Quando a gente atua sem dolo, sem fazer nada errado, sem ter a intenção de errar, tudo acaba dando certo.5 - Agora é arregaçar as mangas, é tentar recuperar o tempo perdido, foram 6 meses que me tiraram, tenho muito trabalho a fazer.6 - Estou em Brasília, amanhã vou para Santarém e começo imediatamente a trabalhar com minhas equipe, meus parceiros, com o povo.7 - Estou feliz, emocionada, como você pode ver, chorando mas muito feliz. Graças a Deus a justiça foi feita.
Maria dá a primeira entrevista ao blog
1 - Sempre acreditei na justiça divina e na justiça dos homens.2 - Meu objetivo era chegar a esta Corte, um lugar de vanguarda, de gente séria. Aqui eu sabia que teria a vitória, a vitória que ganhei nas urnas e tentaram me tirar.3 - Desejo muita felicidade aos meus inimigos, estou tão feliz. Não temos mais oposição, que este caso fique para traz, que eles venham governar comigo.4 - Quando a gente atua sem dolo, sem fazer nada errado, sem ter a intenção de errar, tudo acaba dando certo.5 - Agora é arregaçar as mangas, é tentar recuperar o tempo perdido, foram 6 meses que me tiraram, tenho muito trabalho a fazer.6 - Estou em Brasília, amanhã vou para Santarém e começo imediatamente a trabalhar com minhas equipe, meus parceiros, com o povo.7 - Estou feliz, emocionada, como você pode ver, chorando mas muito feliz. Graças a Deus a justiça foi feita.
" - Estou emocionada, a justiça foi feita, o desejo da maioria da população de Santarém foi preservado pela justiça."
Festa em Brasília e em Santarém. Neste momento na Pérola as pessoas começam a ganhar as ruas, os carros começam a buzinar, o vermelho ganha as janelas das casas em lenços e lençóis.Maria acaba de chorar, se diz emocionada mas vingada. Que a justiça foi feita, que o desejo da maioria da população de Santarém foi preservado pela Justiça Brasileira.Amigos e correlegionários se abraçam neste momento.Maria chora muito, não consegue falar direito, se diz feliz e manda um "forte abraço por todos que torceram por ela, pelos amigos, pelos familiares, pelos correlegionários."Paulo Rocha diz que a justiça foi feita, que os inimigos do povo agora voltam pra casa, que Maria é e sempre foi a prefeita de Santarém.
Vitória !!! Maria é reconduzida a Prefeitura de Santarém
Carmem, Eros, Marco Aurélio, Ricardo, Carlos Aires e Gilmar Mendes votaram a favor de Maria, agora reconduzida a Prefeitura de Santarém.
CQC
O PT nacional começa a armar uma estratégia eleitoral envolvendo os estados. O raciocínio é simples, o PMDB tem de estar junto ficando com a vice presidência.E nos estados quem estiver melhor nas pesquisas será apoiado por quem estiver pior. Mais se o PMDB tiver candidato em melhor posição que o PT ? O PT apoiaria o PMDB.Mais e se o governo estiver nas mãos do PT ? Se o Governador estiver pior avaliado que um nome do PMDB o Governador não será candidato, vai ter de apoiar o PMDB.Ilusão ?Nem tanto, o que o PT quer é manter a Presidência. Seja como for, e CQC.Ou custe o que custar.
Pam pam pam
Quando chegamos ao ponto de ter dois veículos, com placas oficiais, cravejados de bala por assaltantes, sendo que estes veículos são de uso do vice Governador do Estado, é porque a coisa tá feia.Alguém precisa falar para o Secretário de Insegurança amenizar a situação urgentemente.Antes que os patrões dele levem um balaço e ele perca o emprego.Help !!!
" - Eu e André Farias não tivemos problema algum. Isso é fofoca".
Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua
Almoço
Hoje no Manjar das Garças uma mesa chamou a atenção de meio mundo. Frente a frente, batendo um papo dos mais animados estavam Almir Gabriel e Mário Couto.
Reunião
Cláudio Puty foi hoje visitar Domingos Juvenil.Na pauta, o orçamento da Alepa que diminuiu por conta da arrecadação do estado que caiu.Agora, Puty não deixou a oportunidade passar e falou sobre a novela PT-PMDB. Demonstrou que quer a ajuda do presidente da Alepa para resolver o impasse.
Segundo Flexa Ribeiro...
Segundo Flexa Ribeiro o PSDB está buscando o entendimento entre Simão e Mário Couto. Flexa disse que é um trabalho de paciência mas não precisa ser decidido agora.Sobre uma parceria com o PMDB ele falou que já teve uma conversa preliminar, mas que a costura política não é feita de uma hora para outra, demanda tempo.Sobre o DEM Flexa argumentou que o partido é um aliado histórico e disse mais, há espaço para todo mundo, dando a entender que PSDB, PMDB e DEM podem caminhar juntos em 2010.A respeito da CPI da Petrobrás ele falou que tudo está muito confuso, que a base do governo está fechando tudo e que hoje não conseguiram progredir em nada.Ah, perguntei se ele é candidato em 2010."- Sou candidato a Senador", respondeu o presidente do PSDB.
" - Os gestos do Governo não condizem com a fala que o PMDB é prioridade."
Parcifal Pontes, deputado estadual
As falas de André Farias...
O Secretário de Integração Regional André Farias não sabe se as informações que correm de que seria substituído na pasta são fruto do "fogo amigo" ou não. Aqui, algumas falas dele sobre este e outros assuntos.1 - A mais de um ano das eleições não tem porque a DS escolher candidatos.2 - Estamos alinhavando a relação com o PMDB, é nossa prioridade. A Governadora já ligou para o deputado Jader, mas não conseguiu ainda falar com ele, isso é coisa para resolver em breve.3 - Não tive briga com o Helder. Hoje falei com ele, estamos trabalhando juntos, está tudo resolvido, acertamos os pontos.4 - Não sei nada sobre mudança na Secretaria de Integração Regional. Acho que estou fazendo um bom trabalho mas se a Governadora quiser me tirar de lá, eu vou para onde ela mandar, sou um soldado pronto para trabalhar.5 - Ana estará no Ministério da Integração amanhã, vai assinar um grande convénio.
Almir vem aí...
Depois da matéria no Diário sobre o apoio de Almir via socorro Gabriel na candidatura de Mário Couto, o blog escutou hoje uma fonte unha e carne com Almir que garantiu que o ex Governador chega ainda este mês em Belém.E só sai depois de conseguir colocar o nome de Couto como candidato ao Governo pelo PSDB em 2010.
" - Se o André Farias sair da Integração regional, certamente vai para outra secretaria, ele é um dos homens de confiança de Ana."
Chico Cavalcante, marqueteiro histórico do PT
Mário
Mário Cardoso vai apoiar Alfredo Costa para deputado estadual. E Cardoso avisa que virá para deputado federal.
Reunião
Hoje pela manhã a DS se reuniu na Granja do Icuí. Teve lavagem de roupa suja e bate boca por conta de decidirem quem são os candidatos em 2010.Resolvido resolvido, "nadica" de nada.Ah, Charles Alcântara esteve por lá por longo tempo. Calma...Esteve na boca do pessoal, melhor dizendo.
Sintonia
Há quem tenha visto nas falas de Charles Alcântara uma posição petista, sintonizada com o pensamento da direção estadual do partido.Uma sintonia hiper sintonizara, alguns disseram.Até demais.
1 - Sempre acreditei na justiça divina e na justiça dos homens.2 - Meu objetivo era chegar a esta Corte, um lugar de vanguarda, de gente séria. Aqui eu sabia que teria a vitória, a vitória que ganhei nas urnas e tentaram me tirar.3 - Desejo muita felicidade aos meus inimigos, estou tão feliz. Não temos mais oposição, que este caso fique para traz, que eles venham governar comigo.4 - Quando a gente atua sem dolo, sem fazer nada errado, sem ter a intenção de errar, tudo acaba dando certo.5 - Agora é arregaçar as mangas, é tentar recuperar o tempo perdido, foram 6 meses que me tiraram, tenho muito trabalho a fazer.6 - Estou em Brasília, amanhã vou para Santarém e começo imediatamente a trabalhar com minhas equipe, meus parceiros, com o povo.7 - Estou feliz, emocionada, como você pode ver, chorando mas muito feliz. Graças a Deus a justiça foi feita.
Maria dá a primeira entrevista ao blog
1 - Sempre acreditei na justiça divina e na justiça dos homens.2 - Meu objetivo era chegar a esta Corte, um lugar de vanguarda, de gente séria. Aqui eu sabia que teria a vitória, a vitória que ganhei nas urnas e tentaram me tirar.3 - Desejo muita felicidade aos meus inimigos, estou tão feliz. Não temos mais oposição, que este caso fique para traz, que eles venham governar comigo.4 - Quando a gente atua sem dolo, sem fazer nada errado, sem ter a intenção de errar, tudo acaba dando certo.5 - Agora é arregaçar as mangas, é tentar recuperar o tempo perdido, foram 6 meses que me tiraram, tenho muito trabalho a fazer.6 - Estou em Brasília, amanhã vou para Santarém e começo imediatamente a trabalhar com minhas equipe, meus parceiros, com o povo.7 - Estou feliz, emocionada, como você pode ver, chorando mas muito feliz. Graças a Deus a justiça foi feita.
" - Estou emocionada, a justiça foi feita, o desejo da maioria da população de Santarém foi preservado pela justiça."
Festa em Brasília e em Santarém. Neste momento na Pérola as pessoas começam a ganhar as ruas, os carros começam a buzinar, o vermelho ganha as janelas das casas em lenços e lençóis.Maria acaba de chorar, se diz emocionada mas vingada. Que a justiça foi feita, que o desejo da maioria da população de Santarém foi preservado pela Justiça Brasileira.Amigos e correlegionários se abraçam neste momento.Maria chora muito, não consegue falar direito, se diz feliz e manda um "forte abraço por todos que torceram por ela, pelos amigos, pelos familiares, pelos correlegionários."Paulo Rocha diz que a justiça foi feita, que os inimigos do povo agora voltam pra casa, que Maria é e sempre foi a prefeita de Santarém.
Vitória !!! Maria é reconduzida a Prefeitura de Santarém
Carmem, Eros, Marco Aurélio, Ricardo, Carlos Aires e Gilmar Mendes votaram a favor de Maria, agora reconduzida a Prefeitura de Santarém.
CQC
O PT nacional começa a armar uma estratégia eleitoral envolvendo os estados. O raciocínio é simples, o PMDB tem de estar junto ficando com a vice presidência.E nos estados quem estiver melhor nas pesquisas será apoiado por quem estiver pior. Mais se o PMDB tiver candidato em melhor posição que o PT ? O PT apoiaria o PMDB.Mais e se o governo estiver nas mãos do PT ? Se o Governador estiver pior avaliado que um nome do PMDB o Governador não será candidato, vai ter de apoiar o PMDB.Ilusão ?Nem tanto, o que o PT quer é manter a Presidência. Seja como for, e CQC.Ou custe o que custar.
Pam pam pam
Quando chegamos ao ponto de ter dois veículos, com placas oficiais, cravejados de bala por assaltantes, sendo que estes veículos são de uso do vice Governador do Estado, é porque a coisa tá feia.Alguém precisa falar para o Secretário de Insegurança amenizar a situação urgentemente.Antes que os patrões dele levem um balaço e ele perca o emprego.Help !!!
" - Eu e André Farias não tivemos problema algum. Isso é fofoca".
Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua
Almoço
Hoje no Manjar das Garças uma mesa chamou a atenção de meio mundo. Frente a frente, batendo um papo dos mais animados estavam Almir Gabriel e Mário Couto.
Reunião
Cláudio Puty foi hoje visitar Domingos Juvenil.Na pauta, o orçamento da Alepa que diminuiu por conta da arrecadação do estado que caiu.Agora, Puty não deixou a oportunidade passar e falou sobre a novela PT-PMDB. Demonstrou que quer a ajuda do presidente da Alepa para resolver o impasse.
Segundo Flexa Ribeiro...
Segundo Flexa Ribeiro o PSDB está buscando o entendimento entre Simão e Mário Couto. Flexa disse que é um trabalho de paciência mas não precisa ser decidido agora.Sobre uma parceria com o PMDB ele falou que já teve uma conversa preliminar, mas que a costura política não é feita de uma hora para outra, demanda tempo.Sobre o DEM Flexa argumentou que o partido é um aliado histórico e disse mais, há espaço para todo mundo, dando a entender que PSDB, PMDB e DEM podem caminhar juntos em 2010.A respeito da CPI da Petrobrás ele falou que tudo está muito confuso, que a base do governo está fechando tudo e que hoje não conseguiram progredir em nada.Ah, perguntei se ele é candidato em 2010."- Sou candidato a Senador", respondeu o presidente do PSDB.
" - Os gestos do Governo não condizem com a fala que o PMDB é prioridade."
Parcifal Pontes, deputado estadual
As falas de André Farias...
O Secretário de Integração Regional André Farias não sabe se as informações que correm de que seria substituído na pasta são fruto do "fogo amigo" ou não. Aqui, algumas falas dele sobre este e outros assuntos.1 - A mais de um ano das eleições não tem porque a DS escolher candidatos.2 - Estamos alinhavando a relação com o PMDB, é nossa prioridade. A Governadora já ligou para o deputado Jader, mas não conseguiu ainda falar com ele, isso é coisa para resolver em breve.3 - Não tive briga com o Helder. Hoje falei com ele, estamos trabalhando juntos, está tudo resolvido, acertamos os pontos.4 - Não sei nada sobre mudança na Secretaria de Integração Regional. Acho que estou fazendo um bom trabalho mas se a Governadora quiser me tirar de lá, eu vou para onde ela mandar, sou um soldado pronto para trabalhar.5 - Ana estará no Ministério da Integração amanhã, vai assinar um grande convénio.
Almir vem aí...
Depois da matéria no Diário sobre o apoio de Almir via socorro Gabriel na candidatura de Mário Couto, o blog escutou hoje uma fonte unha e carne com Almir que garantiu que o ex Governador chega ainda este mês em Belém.E só sai depois de conseguir colocar o nome de Couto como candidato ao Governo pelo PSDB em 2010.
" - Se o André Farias sair da Integração regional, certamente vai para outra secretaria, ele é um dos homens de confiança de Ana."
Chico Cavalcante, marqueteiro histórico do PT
Mário
Mário Cardoso vai apoiar Alfredo Costa para deputado estadual. E Cardoso avisa que virá para deputado federal.
Reunião
Hoje pela manhã a DS se reuniu na Granja do Icuí. Teve lavagem de roupa suja e bate boca por conta de decidirem quem são os candidatos em 2010.Resolvido resolvido, "nadica" de nada.Ah, Charles Alcântara esteve por lá por longo tempo. Calma...Esteve na boca do pessoal, melhor dizendo.
Sintonia
Há quem tenha visto nas falas de Charles Alcântara uma posição petista, sintonizada com o pensamento da direção estadual do partido.Uma sintonia hiper sintonizara, alguns disseram.Até demais.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Aécio admite que Serra tem mais chances do que ele
03/06/2009
O governador tucano de Minas, Aécio Neves, tirou a quarta-feira (3) para desfilar sob os holofotes de Brasília.
Falou à TV Brasil e discursou num encontro de mulheres tucanas. Na entrevista, reconciliou-se com o óbvio:
“A probabilidade de o [José] Serra ser candidato [à presidência pelo PSDB] hoje é maior do que a de eu ser candidato”.
Voltou a defender as prévias tucanas. Vencida essa etapa, deu a entender que não vai conspirar pela divisão partidária:
“Vou apoiar o candidato que as bases do meu partido escolher. Se o Serra for candidato, serei o mais dedicado soldado do partido”.
Estimou que Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula, ainda não adicionou aos seus índices de pesquisa todo o prestígio que herdará do presidente:
“Nas pesquisas, acho que ela ainda não atingiu o patamar mínimo que um candidato com apoio do presidente pode atingir. Esse mínimo é de 30%...”
“...Ela chegará a isso no final deste ano. A partir daí, a luta é outra. O poder de influência do presidente diminui muito e passa a contar apenas a imagem da candidata”.
Acha que falta ao tucanato um projeto alternativo ao de Lula. “Vamos eleger três ou quatro bandeiras e, a partir daí, definir qual é o melhor candidato”.Repisou uma tecla que vem pressionando reiteradas vezes: a gestão Lula é a continuidade do governo FHC.
Disse que o PSDB cometerá grave erro se levar ao palanque de 2010 uma campanha centrada na "desconstrução" da imagem de Lula. “A gestão do governo federal tem falhas enormes. O diferencial que o governo tem se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é mais que um político...”
“...Se soubermos equilibrar os nossos erros e fragilidades teremos chance. E aí, a certeza do retorno dele [Lula] em 2014 pode ficar um pouco mais complicada”.
No encontro de mulheres, uma homenagem do PSDB à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, Aécio como que cobrou de seu partido a definição da agenda eleitoral.
Uma agenda que, na sua opinião, deve apontar para o "pós-governo Lula". “Teremos o que mostrar e comparar com aquilo que foi feito até agora”.
De resto, realçou a suposta unidade que o une ao rival: “Serra, que não pode vir aqui hoje, pediu para eu fazer das palavras dele as minhas...”
“...Ninguém quebrará a unidade do país por vontade pública".
O tempo passa, o tempo voa e o tucanato roda na cena pública como parafuso espanado.
Não consegue levar à balança meio quilo de idéias que possam ser entendidas como um projeto alternativo de país.
O governador tucano de Minas, Aécio Neves, tirou a quarta-feira (3) para desfilar sob os holofotes de Brasília.
Falou à TV Brasil e discursou num encontro de mulheres tucanas. Na entrevista, reconciliou-se com o óbvio:
“A probabilidade de o [José] Serra ser candidato [à presidência pelo PSDB] hoje é maior do que a de eu ser candidato”.
Voltou a defender as prévias tucanas. Vencida essa etapa, deu a entender que não vai conspirar pela divisão partidária:
“Vou apoiar o candidato que as bases do meu partido escolher. Se o Serra for candidato, serei o mais dedicado soldado do partido”.
Estimou que Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula, ainda não adicionou aos seus índices de pesquisa todo o prestígio que herdará do presidente:
“Nas pesquisas, acho que ela ainda não atingiu o patamar mínimo que um candidato com apoio do presidente pode atingir. Esse mínimo é de 30%...”
“...Ela chegará a isso no final deste ano. A partir daí, a luta é outra. O poder de influência do presidente diminui muito e passa a contar apenas a imagem da candidata”.
Acha que falta ao tucanato um projeto alternativo ao de Lula. “Vamos eleger três ou quatro bandeiras e, a partir daí, definir qual é o melhor candidato”.Repisou uma tecla que vem pressionando reiteradas vezes: a gestão Lula é a continuidade do governo FHC.
Disse que o PSDB cometerá grave erro se levar ao palanque de 2010 uma campanha centrada na "desconstrução" da imagem de Lula. “A gestão do governo federal tem falhas enormes. O diferencial que o governo tem se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é mais que um político...”
“...Se soubermos equilibrar os nossos erros e fragilidades teremos chance. E aí, a certeza do retorno dele [Lula] em 2014 pode ficar um pouco mais complicada”.
No encontro de mulheres, uma homenagem do PSDB à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, Aécio como que cobrou de seu partido a definição da agenda eleitoral.
Uma agenda que, na sua opinião, deve apontar para o "pós-governo Lula". “Teremos o que mostrar e comparar com aquilo que foi feito até agora”.
De resto, realçou a suposta unidade que o une ao rival: “Serra, que não pode vir aqui hoje, pediu para eu fazer das palavras dele as minhas...”
“...Ninguém quebrará a unidade do país por vontade pública".
O tempo passa, o tempo voa e o tucanato roda na cena pública como parafuso espanado.
Não consegue levar à balança meio quilo de idéias que possam ser entendidas como um projeto alternativo de país.
BARATA DOIDA
BASTIDORES – Charles rebate as críticas
“Eu não fui seletivo e nem minimizei a influência de quem quer que seja, mesmo porque essas pessoas não são as responsáveis pelo que considero o problema nuclear do governo, apontado em minha crítica de cunho essencialmente político.” O desabafo é de Charles Alcântara (à esq., em foto do Diário do Pará), 46, ex-chefe da Casa Civil do Palácio dos Despachos, diante das críticas provocadas por suas manifestações, após desembarcar do governo Ana Júlia Carepa, do qual foi articulador político.Com base em questionamentos feitos por internautas em comentários anônimos, este blog encaminhou a Alcântara um elenco de 11 perguntas, por escrito, com a solicitação de entrevista, na última segunda-feira, 1º de junho. Na ocasião, ele pediu para refletir sobre o pedido e já na noite desta terça-feira, 2, remeteu, também por escrito, via e-mail, as respostas às indagações feitas. Da entrevista emerge um militante político comedido, talvez excessivamente prudente, seja pela ética da responsabilidade, que sugere lealdade em relação aos segredos de ex-aliados, seja pelas conveniências que permeiam as relações de poder.Seja como for, em respeito ao contraditório, a entrevista representa a oportunidade de Charles Alcântara se defender das críticas e oferecer sua versão sobre episódios nos quais foi personagem e/ou testemunha privilegiado. “A gravidade do momento não comporta leviandades e mesquinharias”, sublinha, certamente antecipando-se aos que lhe cobram um relato sem peias. E nega a pretensão de sair candidato nas eleições de 2010. “Eu tenho toda legitimidade – e estou no pleno gozo dos meus direitos políticos – para concorrer a quaisquer cargos eletivos, mas isto não faz parte dos meus planos”, acrescenta.
BASTIDORES – Perguntas que não querem calar
Segue, abaixo, o pingue-pongue com Charles Alcântara, que deixou o governo, segundo já declarou, após entrar em rota de colisão com o “núcleo duro” da atual administração. Este núcleo é formado pelos secretários de Projeto Estratégicos, Marcílio de Abreu Monteiro, ex-marido da governadora, e de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio de Abreu Monteiro, irmão de Marcílio, aos quais se somam Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, chefe da Casa Civil; e Carlos Botelho da Costa, consultor geral do Estado. Alcântara volta à cena política na condição de presidente do Sinditaf, o Sindicato do Grupo Ocupacional, Tributação, Arrecadação e Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda.Em seguida, a entrevista com Charles Alcântara.O seu discurso, de críticas tímidas ao governo Ana Júlia Carepa, é etiquetado de oportunista. O senhor é acusado, por exemplo, de omitir a participação dos irmãos de Ana Júlia nos bastidores do governo. O que o senhor tem a dizer a respeito?As opiniões presentemente divulgadas eram defendidas por mim quando estava no governo. Lutei por elas com afinco, porém no âmbito estritamente interno ao governo, pois julgo impróprio, por razões éticas, dissentir publicamente sobre os rumos do governo quando se está no exercício de uma função pública que requer confiança política.Internamente sempre defendi as minhas posições, pois havia espaço para tal. Mas, externamente, sempre me conduzi com acatamento e disciplina.Oportunismo ou arrivismo seria abrir mão das minhas convicções e opiniões para manter-me no cargo, como fazem muitos. Aliás, foi justamente por que me mantive firme em minhas divergências que a governadora decidiu exonerar-me.Fui exonerado, portanto, porque entrei em choque com o chamado “núcleo duro” do governo, do qual jamais fiz parte, por não possuir os mesmos laços de amizade e afinidade com a governadora que o distingue – o “núcleo duro” – de todos os demais integrantes do governo.Por enquanto, nenhum integrante credenciado do governo contraditou as minhas declarações.Por fim, eu não conheço o bastante os irmãos da governadora para emitir opiniões acerca de suas condutas na esfera pública, a única que interessaria ao distinto público. Por outro lado, julgo sempre recomendável preservar a instituição familiar das odiosas garras da política rasteira e revanchista.Posso afirmar, contudo, que a governadora sempre foi ciosa de que não se deve misturar a esfera privada com a esfera pública. Não me consta, portanto, que haja qualquer interferência familiar nos assuntos de governo.Para os que recusam-se a imaginá-lo ingênuo, o senhor seria covarde ou dissimulado. Como o senhor se definiria?É claro que não sou ingênuo.Sou um militante político que vê a política não como uma profissão ou como um meio de locupletar-se ou levar vantagens. Faço política por que só a partir dela podemos interferir no mundo em que vivemos.A verdadeira política é transformadora, criadora de novas possibilidades, forjadora de novos horizontes para a humanidade.Como se vê, não sou ingênuo, nem tolo, nem anjo, nem demônio.Sou um cidadão que atua no mundo, que joga o jogo da vida e que assume a responsabilidade de bater o pênalti, correndo o risco de não fazer o gol e de ser hostilizado pela torcida, pois só perde pênalti quem se arrisca. Do mesmo modo, quem não se arrisca a bater o pênalti jamais experimentará a incomparável alegria de fazer o gol que é, ao mesmo tempo, o mais fácil e o mais difícil do mundo do futebol.Fiz muito pouco quando estive no governo; muito menos do que desejava e planejava. Mas me orgulho, sobretudo, do que não fiz.Não fui – e não sou - covarde, pois covardia é omitir-se, calar-se, subjugar-se, esconder-se, refugiar-se na escuridão do anonimato, fugir do sol, agir nas sombras e nas trevas, como fazem alguns títeres pagos com o dinheiro público para me atacarem anonimamente.Afinal, na sua leitura a governadora foi, ou não, desleal em relação ao senhor?É claro que a governadora não foi desleal comigo. Ela me exonerou por que a minha visão sobre o governo não convergia com a sua. Ora, se ela é a pessoa eleita pelo povo para governar, ela tem a autoridade e a prerrogativa inquestionáveis de formar a sua equipe e de exigir que essa equipe siga as suas orientações e encaminhe as suas determinações.Se há um auxiliar que não se enquadra em seu modo de governar, este auxiliar deve ser substituído. Foi o meu caso.O senhor é acusado, por seus desafetos, de utilizar o Sinditaf para pavimentar o caminho para supostas aspirações políticas. A acusação procede? O senhor pretende, mesmo, sair candidato a deputado, nas próximas eleições?Pelo menos eu não estou sendo acusado de nenhum ato de improbidade, não é mesmo?Exerço, hoje, a função pública mais honrosa de minha vida, que me foi delegada pela categoria a que pertenço, com muito orgulho.Eu tenho toda legitimidade – e estou no pleno gozo dos meus direitos políticos – para concorrer a quaisquer cargos eletivos, mas isto não faz parte dos meus planos, pois acabo de tomar posse na presidência do Sinditaf/PA para um mandato que se encerra somente em junho de 2011.Tenho por hábito honrar os meus compromissos, pois a política, para mim, não é arte da dissimulação e da enganação.A política pode – e deve - ser exercida com honra. E não há honra se não se cumpre a palavra.Seus desafetos políticos acusam-no também de incensar o ex-governador Jader Barbalho, manda-chuva do PMDB no Pará, mirando exatamente em suas supostas pretensões eleitorais. Qual a sua leitura sobre o ex-governador, seja como homem público, seja como aliado do PT?A imaginação humana não tem limites mesmo. Melhor assim!Quando me fizeram essa provocação, no curto período de existência do meu blog, disse – e sustento (com um acréscimo no final) – que o político Jader Barbalho não consta de minha lista de políticos que me servem de referência ou que me inspiraram a fazer política (como o são, por exemplo: Humberto e Iza Cunha).Não almejo, contudo, mudar (por que não é possível) a maneira de ser e de agir de Jader Barbalho, quando mal consigo mudar a mim mesmo.Mas, gostemos ou não, Jader é uma liderança política das mais influentes da história do Pará. E, por alguma razão, ele sobreviveu ao tempo e às mudanças e manteve-se estimado por uma parcela significativa do povo. Este mesmo povo que alguns arrogantes costumam chamar de ignorante, sobretudo quando não elege os candidatos que se lhe apresentamos como os seus redentores.Para muitos suas críticas são demasiadamente seletivas e estranhamente poupam personagens vitais no governo Ana Júlia Carepa, como o secretário da Fazenda, José Raimundo Barreto Trindade, e Maria Joana da Rocha Pessoa, a eterna caixa de campanha da governadora. Por que o senhor minimiza a participação de personagens tão vitais nas relações de poder estabelecidas no atual governo?Eu não fui seletivo e nem minimizei a influência de quem quer que seja, mesmo porque essas pessoas não são as responsáveis pelo que considero o problema nuclear do governo, apontado em minha crítica de cunho essencialmente político.Não me cabe arvorar-me a fazer acusações sobre a conduta ética deste ou daquele integrante do governo, porque isto me obrigaria – por imperativo moral e legal – a apresentar provas.A gravidade do momento não comporta leviandades e mesquinharias.Não se combate a corrupção, a meu ver, com bravata, demagogia, hipocrisia ou “murro na mesa”, mas com obstinação, devoção, renúncia e, principalmente, com compromisso político verdadeiro.Para alguns, o senhor poupa Joana Pessoa porque sua mulher trabalhou com ela, no Hangar. Para outros, parte de sua ira, em relação ao atual governo, deriva de sua mulher ter sido defenestrada do Hangar. O que há de procedente nessas ilações?A própria indagação já expõe uma profunda contradição. Ora poupo a Joana por que a minha mulher trabalhou com ela; ora estou irado com o governo em razão da saída de minha mulher do Hangar.Primeiramente, eu não estou com raiva ou magoado com o governo, portanto, não há qualquer razão para vingança ou coisa parecida.“Segundamente” (como diria o imortal Odorico Paraguassu), a minha mulher saiu do Hangar no final de setembro do ano passado, sem qualquer trauma e de forma dialogada com a Joana Pessoa, é claro que também por divergências.Ademais, somos, eu e minha mulher, pessoas resolvidas e felizes em nosso relacionamento e não nos deixamos contaminar por sentimentos mesquinhos, pois não há espaço em nossos corações para que eles floresçam.Sendo também uma militante política de longa data, a minha mulher sabe muito bem o quanto é responsável pelo que cativa e o quanto é necessário assumir as consequências das escolhas que faz.Sobre seus depoimentos a respeito da Sespa, criticam-no por omitir supostas pressões de irmãos da governadora para beneficiar determinados lobbys, assim como acusam-no de ter tramado para fazer de seu sogro, o médico Walter Amoras, secretário adjunto. O que o senhor tem a dizer sobre isso?Essa é a descrição de um homem frio e calculista. E eu conheci alguns em minha vida.Foi importante conhecê-los, pois aprendi a defender-me deles.Não posso falar sobre o que chamam de “pressões de irmãos da governadora...”, pois as ignoro e as considero fantasiosas.O meu sogro não precisaria de trama para assumir a secretaria-adjunta da Sespa, pois é um homem honrado, competentíssimo e comprometido com a saúde pública.Não há mácula em sua biografia e em sua vida pública.A sua saída foi uma perda para a Sespa e não se deu por ele ter sido omisso, incompetente, desonesto ou desleal.Tenho muito orgulho de ser seu genro.Criticam-no ainda por se omitir diante da suposta ascendência, na Sespa, de um certo Felipe Alves, de quem dizer ser condenado de Justiça e a quem é atribuída a condição de prepostos de irmãos da governadora.Mal conheço esse rapaz.Tive, com ele, raros contatos, sempre breves e superficiais.Nas raras vezes que o vi, estava na companhia do Halmélio (Sobral, ex-secretário de Saúde), a quem auxiliava.Nada sei a seu respeito.Seria o caso de dirigir essas indagações a quem o conhece, não acha?O psicólogo Paulo de Tarso, que teve uma breve passagem pela Sespa, como secretário adjunto, é de fato, como dizem, o responsável pela suposta orquestração destinada a implodir o PMDB na área de saúde e aplainar o caminho para deixar o setor, e seus volumosos recursos, em mãos da DS?Não considero crível essa assertiva.Ao senhor é atribuído a costura que tornou a médica Laura Rossetti presidente do Ophir Loyola, em detrimento do médico Vitor Moutinho, que seria o nome indicado pelo PMDB. Essa versão é verdadeira ou é meramente fantasiosa?Nada tenho a ver com a indicação de Laura Rosseti para aquela unidade de saúde e, muito menos, com qualquer veto ao médico citado.Posso afirmar, todavia, que a indicação de Laura Rossetti para a Sespa deu-se por iniciativa política da governadora, homologada posteriormente pelo PMDB.
SEDURB – O destino de Suely Oliveira
Perdura a incógnita sobre o destino da ex-vereadora Suely Oliveira (foto, à dir.), a quem os luas-pretas da governadora Ana Júlia Carepa pretendiam remover da Sedurb, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, e transferir para a Seir, a Secretaria de Integração Regional, em substituição a André Farias. A este pretendiam impor a humilhação de passar a condição de secretário adjunto.O que se sabe, por fontes do próprio Palácio dos Despachos, é que a pretensão dos luas-pretas foi arquivada, mas não necessariamente deletada, diante da atmosfera de conflagração no interior da DS. A DS vem a ser a Democracia Socialista, a facção do PT integrada por Ana Júlia e que monopoliza o comando do atual governo.
O que conspira contra Suely Oliveira, dizem abertamente nos bastidores do PT, é sua pretensão em sair candidata a deputada federal, nas eleições do próximo ano. Para tanto, segundo a versão corrente, ela contaria com o apoio da maioria da militância da DS. O que teria irritado os luas-pretas de Ana Júlia Carepa. Seja como for, falam ainda que ela não só postularia a candidatura à Câmara Federal, como tambémse recusaria a assumir a Seir, se o preço político for desalojar do governo André Farias, ou eventualmente deixá-lo em uma situação constrangedora.
SEDURB – O porquê da mudança
Nos bastidores petistas especulam que a idéia de ejetar Suely Oliveira da Sedurb decorreria da preocupação de mantê-la distante de uma secretaria de grande potencial eleitoral, diante da sua pretensão de sair candidata à Câmara Federal, em 2010.Como essa é também a pretensão de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, teria brotado a preocupação de que Suely possa atrapalhar os planos reservados para o irascível chefe da Casa Civil. A candidatura de Puty, ao que consta, tem o endosso do secretário de Projetos Estratégicos, Marcilio de Abreu Monteiro, ex-marido da governadora e considerado a eminência parda do atual governo.
SEIR – André Farias ainda mantém o cargo
Pelo que vazou sobre as mudanças pretendidas, não só Suely Oliveira recusa-se a desalojar da Seir André Farias, como este se manteria irredutível em rejeitar a idéia de ficar como secretário adjunto.Com isso, Farias se manteria à frente da Seir. “Até quando, só Deus sabe!”, desabafa um petista histórico, crítico ácido das mudanças pretendidas.
SEDUC – Caos também no feudo de dona Bila
O caos na Seduc, a Secretaria de Educação, não chega a ser novidade e nem se deu a partir do atual governo. Mas nem por isso deixa de chamar atenção, porque na secretária foi alojada Iracy de Almeida Gallo Ritzmann, a Bila, cuja nomeação suscitou expectativas, pela simples credencial que a distinta senhora exibia, como ex-pró-reitora de Administração da UFPA, a Universidade Federal do Pará.Mas a presença de dona Bila na Seduc não representou, pelo menos até agora, qualquer avanço
SEDUC – Faltam carteiras na escola Batista Campos
Uma evidência de que perdura incólume o sucateamento da rede estadual de ensino público, a despeito de Iracy de Almeida Gallo Ritzmann, a dona Bila (à esq., em foto do site do governo), é verificada na Escola Cônego Batista Campos, no bairro da Cabanagem, aqui mesmo, em Belém.Na escola, em uma das turmas da 4ª série de ensino fundamental, os alunos foram divididos em dois grupos, cada um dos quais só tem aulas em dois dias da semana. Foi a solução encontrada pelos professores, para evitar que os estudantes assistam aula no chão, já que o número de carteiras escolares é menor que o contingente de alunos.
Dona Bila, segundo a versão corrente, mantém na Seduc a mesma postura imperial com a qual se notabilizou na UFPA, onde era uma das favoritas do magnífico reitor, o aristocrático Alex Bolonha Fiúza de Melo, do qual foi chefe de gabinete e por ele posteriormente nomeada pró-reitora de Administração. Mas, apesar da responsabilidade do seu atual cargo, a UFPA permaneceria como prioridade para Bila. Nas recentes eleições para reitor da UFPA, ela teria sobrestado a Seduc, para se engajar, de corpo e alma, na candidatura da professora Regina Feio, apoiada por Fiúza de Melo, mas mesmo assim derrotada, no voto direto, pelo professor Carlos Maneschy
ALEPA – Desafio de Bordalo faz Bira amarelar
Sempre pródigo em bravatas e mise-em-scène, o deputado Bira Barbosa (PSDB) acabou amarelando nesta terça-feira, 2, diante do desafio que lhe foi feito pelo deputados petista Carlos Bordalo.Aproveitando-se da presença dos professores da rede estadual pública de ensino nas galerias da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, Bira solidarizou-se com a greve da categoria e danou-se a vociferar contra o governo Ana Júlia Carepa, ao qual acusou de descaso para com a educação. De imediato, Bordalo solicitou um aparte e desafiou o parlamentar tucano para um debate entre os dois, sobre educação no Pará, dentro de um tempo de 40 minutos para cada um dos dois deputados.Acovardado diante do repto de Bordalo, o neotucano Bira recolheu a viola no saco, como se diz, e tratou de sair de fininho, sem aceitar o desafio que lhe foi feito pelo parlamentar petista.
ALEPA – Quem é Bira Barbosa, O Fujão
O neotucano Bira Barbosa, que se acovardou diante do desafio do petista Carlos Bordalo, está se notabilizando, na atual legislativa, pela bravata com que costuma pontuar o caráter demagógico de suas intervenções, sempre que dispõe de platéia.Originalmente petista, ele fez carreira e ganhou projeção parlamentar no PMDB, partido no qual permaneceu por longos anos, revelando-se um fiel escudeiro do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba da legenda no Pará. Quando a biruta do poder apontava para o tucanato, ele migrou para o PSDB, no governo do tucano Simão Robison Jatene, e foi tragado pelo desastre eleitoral amargado pela nova legenda em 2006, acabando na vexatória condição de suplente. Bira retornou à Alepa diante da eleição, para conselheiro do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios do Pará), do então deputado Cezar Colares.Durante a administração Simão Jatene, como líder do governo na Assembléia Legislativa, ele acionou o rolo compressor da tucanagem, para impedir a instalação da CPI da Pedofilia, defendida pela então deputada Araceli Lemos (na época PT, hoje PSol), diante das graves denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. As denúncias foram feitas por dom José Luiz Ascona, bispo do Marajó, e só agora, no governo Ana Júlia Carepa, a CPI foi instalada, expondo o drama provocado pela miséria humana que representam a pedofilia e a prostituiçãoO Marajó, sempre presente nas denúncias sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, vem a ser o principal reduto do camaleônico Bira Barbosa, que passa a ser também conhecido, desde sua fuga ao debate para o qual foi desafiado por Carlos Bordalo, como Bira, O Fujão.
SEDES – Eutália em queda livre
Fonte do próprio Palácio dos Despachos assegura que é uma questão de calendário Eutália Barbosa Rodrigues (à esq. em foto do site do governo) ser defenestrada da Sedes, a Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, como parte da dança das cadeiras que movimenta os bastidores do governo Ana Júlia Carepa. A mesma fonte acrescenta que Eutália ainda permanece secretária por absoluta falta de quem se disponha a assumir a Sedes. Ela própria, dizem, já não oculta seu desalento.Eutália Barbosa Rodrigues, recordando, é uma obscura assistente social , pinçada do Tocantins e que desceu de pára-quedas na Sedes, com a tarefa de substituir a professora Ana Maria Barbosa, uma das maiores autoridades no Brasil em matéria de políticas públicas para deficientes, categoria da qual ela faz parte. A maior credencial exibida por Eutália para o cargo são seus laços com a DS, a Democracia Socialista, a tendência do PT minoritária nacionalmente e no Pará, mas que comanda a máquina administrativa estadual, pela singela razão de ter como integrante a governadora Ana Júlia Carepa. Habitualmente arrogante com seus subordinados, ela é criticada por ser servil ao chefe da Casa Civil, o irrascível Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o articulador político do governo, execrado, por sua prepotência, pelos próprios membros da base de sustentação parlamentar do Palácio dos Despachos.
SEDES – Desgaste crescente
Segundo a versão que varre os bastidores, na avaliação do próprio Palácio dos Despachos a situação de Eutália Barbosa Rodrigues soa insustentável, diante do crescente desgaste interno da atual administração da Sedes. Na secretaria, hoje, medra com vigor a cizânia, da qual decorre o imobilismo.Acossada por freqüentes queixas do corpo técnico, que se insurge contra o autoritarismo de alguns dos seus diretores, Eutália, dizem, está no limite do estresse. Juntamente com ela, falam também, é grande o desgaste da diretora de Assistência Social, Antonieta Santos, a Nieta, uma assistente social reconhecidamente competente, mas descrita como em permanente crise de autoridade e intratável na relação com seus subordinados.
SEIR –André Farias dribla a degola
As divergências internas na DS, a Democracia Socialista, que vem a ser a tendência do PT da qual faz parte a governadora Ana Júlia Carepa e que dá as cartas no governo, aparentemente garantiram a permanência de André Farias como secretário de Integração Regional. Não se sabe, em verdade, se permanência ou sobrevida.A pretensão dos luas-pretas da DS, com o aval de Ana Júlia Carepa, era transformar Farias em secretário adjunto, para substitui-lo por Suely Oliveira, atual secretária de Desenvolvimento Urbano. Consultado pela própria governadora a respeito, Farias rejeitou a idéia.
“Eu não fui seletivo e nem minimizei a influência de quem quer que seja, mesmo porque essas pessoas não são as responsáveis pelo que considero o problema nuclear do governo, apontado em minha crítica de cunho essencialmente político.” O desabafo é de Charles Alcântara (à esq., em foto do Diário do Pará), 46, ex-chefe da Casa Civil do Palácio dos Despachos, diante das críticas provocadas por suas manifestações, após desembarcar do governo Ana Júlia Carepa, do qual foi articulador político.Com base em questionamentos feitos por internautas em comentários anônimos, este blog encaminhou a Alcântara um elenco de 11 perguntas, por escrito, com a solicitação de entrevista, na última segunda-feira, 1º de junho. Na ocasião, ele pediu para refletir sobre o pedido e já na noite desta terça-feira, 2, remeteu, também por escrito, via e-mail, as respostas às indagações feitas. Da entrevista emerge um militante político comedido, talvez excessivamente prudente, seja pela ética da responsabilidade, que sugere lealdade em relação aos segredos de ex-aliados, seja pelas conveniências que permeiam as relações de poder.Seja como for, em respeito ao contraditório, a entrevista representa a oportunidade de Charles Alcântara se defender das críticas e oferecer sua versão sobre episódios nos quais foi personagem e/ou testemunha privilegiado. “A gravidade do momento não comporta leviandades e mesquinharias”, sublinha, certamente antecipando-se aos que lhe cobram um relato sem peias. E nega a pretensão de sair candidato nas eleições de 2010. “Eu tenho toda legitimidade – e estou no pleno gozo dos meus direitos políticos – para concorrer a quaisquer cargos eletivos, mas isto não faz parte dos meus planos”, acrescenta.
BASTIDORES – Perguntas que não querem calar
Segue, abaixo, o pingue-pongue com Charles Alcântara, que deixou o governo, segundo já declarou, após entrar em rota de colisão com o “núcleo duro” da atual administração. Este núcleo é formado pelos secretários de Projeto Estratégicos, Marcílio de Abreu Monteiro, ex-marido da governadora, e de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio de Abreu Monteiro, irmão de Marcílio, aos quais se somam Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, chefe da Casa Civil; e Carlos Botelho da Costa, consultor geral do Estado. Alcântara volta à cena política na condição de presidente do Sinditaf, o Sindicato do Grupo Ocupacional, Tributação, Arrecadação e Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda.Em seguida, a entrevista com Charles Alcântara.O seu discurso, de críticas tímidas ao governo Ana Júlia Carepa, é etiquetado de oportunista. O senhor é acusado, por exemplo, de omitir a participação dos irmãos de Ana Júlia nos bastidores do governo. O que o senhor tem a dizer a respeito?As opiniões presentemente divulgadas eram defendidas por mim quando estava no governo. Lutei por elas com afinco, porém no âmbito estritamente interno ao governo, pois julgo impróprio, por razões éticas, dissentir publicamente sobre os rumos do governo quando se está no exercício de uma função pública que requer confiança política.Internamente sempre defendi as minhas posições, pois havia espaço para tal. Mas, externamente, sempre me conduzi com acatamento e disciplina.Oportunismo ou arrivismo seria abrir mão das minhas convicções e opiniões para manter-me no cargo, como fazem muitos. Aliás, foi justamente por que me mantive firme em minhas divergências que a governadora decidiu exonerar-me.Fui exonerado, portanto, porque entrei em choque com o chamado “núcleo duro” do governo, do qual jamais fiz parte, por não possuir os mesmos laços de amizade e afinidade com a governadora que o distingue – o “núcleo duro” – de todos os demais integrantes do governo.Por enquanto, nenhum integrante credenciado do governo contraditou as minhas declarações.Por fim, eu não conheço o bastante os irmãos da governadora para emitir opiniões acerca de suas condutas na esfera pública, a única que interessaria ao distinto público. Por outro lado, julgo sempre recomendável preservar a instituição familiar das odiosas garras da política rasteira e revanchista.Posso afirmar, contudo, que a governadora sempre foi ciosa de que não se deve misturar a esfera privada com a esfera pública. Não me consta, portanto, que haja qualquer interferência familiar nos assuntos de governo.Para os que recusam-se a imaginá-lo ingênuo, o senhor seria covarde ou dissimulado. Como o senhor se definiria?É claro que não sou ingênuo.Sou um militante político que vê a política não como uma profissão ou como um meio de locupletar-se ou levar vantagens. Faço política por que só a partir dela podemos interferir no mundo em que vivemos.A verdadeira política é transformadora, criadora de novas possibilidades, forjadora de novos horizontes para a humanidade.Como se vê, não sou ingênuo, nem tolo, nem anjo, nem demônio.Sou um cidadão que atua no mundo, que joga o jogo da vida e que assume a responsabilidade de bater o pênalti, correndo o risco de não fazer o gol e de ser hostilizado pela torcida, pois só perde pênalti quem se arrisca. Do mesmo modo, quem não se arrisca a bater o pênalti jamais experimentará a incomparável alegria de fazer o gol que é, ao mesmo tempo, o mais fácil e o mais difícil do mundo do futebol.Fiz muito pouco quando estive no governo; muito menos do que desejava e planejava. Mas me orgulho, sobretudo, do que não fiz.Não fui – e não sou - covarde, pois covardia é omitir-se, calar-se, subjugar-se, esconder-se, refugiar-se na escuridão do anonimato, fugir do sol, agir nas sombras e nas trevas, como fazem alguns títeres pagos com o dinheiro público para me atacarem anonimamente.Afinal, na sua leitura a governadora foi, ou não, desleal em relação ao senhor?É claro que a governadora não foi desleal comigo. Ela me exonerou por que a minha visão sobre o governo não convergia com a sua. Ora, se ela é a pessoa eleita pelo povo para governar, ela tem a autoridade e a prerrogativa inquestionáveis de formar a sua equipe e de exigir que essa equipe siga as suas orientações e encaminhe as suas determinações.Se há um auxiliar que não se enquadra em seu modo de governar, este auxiliar deve ser substituído. Foi o meu caso.O senhor é acusado, por seus desafetos, de utilizar o Sinditaf para pavimentar o caminho para supostas aspirações políticas. A acusação procede? O senhor pretende, mesmo, sair candidato a deputado, nas próximas eleições?Pelo menos eu não estou sendo acusado de nenhum ato de improbidade, não é mesmo?Exerço, hoje, a função pública mais honrosa de minha vida, que me foi delegada pela categoria a que pertenço, com muito orgulho.Eu tenho toda legitimidade – e estou no pleno gozo dos meus direitos políticos – para concorrer a quaisquer cargos eletivos, mas isto não faz parte dos meus planos, pois acabo de tomar posse na presidência do Sinditaf/PA para um mandato que se encerra somente em junho de 2011.Tenho por hábito honrar os meus compromissos, pois a política, para mim, não é arte da dissimulação e da enganação.A política pode – e deve - ser exercida com honra. E não há honra se não se cumpre a palavra.Seus desafetos políticos acusam-no também de incensar o ex-governador Jader Barbalho, manda-chuva do PMDB no Pará, mirando exatamente em suas supostas pretensões eleitorais. Qual a sua leitura sobre o ex-governador, seja como homem público, seja como aliado do PT?A imaginação humana não tem limites mesmo. Melhor assim!Quando me fizeram essa provocação, no curto período de existência do meu blog, disse – e sustento (com um acréscimo no final) – que o político Jader Barbalho não consta de minha lista de políticos que me servem de referência ou que me inspiraram a fazer política (como o são, por exemplo: Humberto e Iza Cunha).Não almejo, contudo, mudar (por que não é possível) a maneira de ser e de agir de Jader Barbalho, quando mal consigo mudar a mim mesmo.Mas, gostemos ou não, Jader é uma liderança política das mais influentes da história do Pará. E, por alguma razão, ele sobreviveu ao tempo e às mudanças e manteve-se estimado por uma parcela significativa do povo. Este mesmo povo que alguns arrogantes costumam chamar de ignorante, sobretudo quando não elege os candidatos que se lhe apresentamos como os seus redentores.Para muitos suas críticas são demasiadamente seletivas e estranhamente poupam personagens vitais no governo Ana Júlia Carepa, como o secretário da Fazenda, José Raimundo Barreto Trindade, e Maria Joana da Rocha Pessoa, a eterna caixa de campanha da governadora. Por que o senhor minimiza a participação de personagens tão vitais nas relações de poder estabelecidas no atual governo?Eu não fui seletivo e nem minimizei a influência de quem quer que seja, mesmo porque essas pessoas não são as responsáveis pelo que considero o problema nuclear do governo, apontado em minha crítica de cunho essencialmente político.Não me cabe arvorar-me a fazer acusações sobre a conduta ética deste ou daquele integrante do governo, porque isto me obrigaria – por imperativo moral e legal – a apresentar provas.A gravidade do momento não comporta leviandades e mesquinharias.Não se combate a corrupção, a meu ver, com bravata, demagogia, hipocrisia ou “murro na mesa”, mas com obstinação, devoção, renúncia e, principalmente, com compromisso político verdadeiro.Para alguns, o senhor poupa Joana Pessoa porque sua mulher trabalhou com ela, no Hangar. Para outros, parte de sua ira, em relação ao atual governo, deriva de sua mulher ter sido defenestrada do Hangar. O que há de procedente nessas ilações?A própria indagação já expõe uma profunda contradição. Ora poupo a Joana por que a minha mulher trabalhou com ela; ora estou irado com o governo em razão da saída de minha mulher do Hangar.Primeiramente, eu não estou com raiva ou magoado com o governo, portanto, não há qualquer razão para vingança ou coisa parecida.“Segundamente” (como diria o imortal Odorico Paraguassu), a minha mulher saiu do Hangar no final de setembro do ano passado, sem qualquer trauma e de forma dialogada com a Joana Pessoa, é claro que também por divergências.Ademais, somos, eu e minha mulher, pessoas resolvidas e felizes em nosso relacionamento e não nos deixamos contaminar por sentimentos mesquinhos, pois não há espaço em nossos corações para que eles floresçam.Sendo também uma militante política de longa data, a minha mulher sabe muito bem o quanto é responsável pelo que cativa e o quanto é necessário assumir as consequências das escolhas que faz.Sobre seus depoimentos a respeito da Sespa, criticam-no por omitir supostas pressões de irmãos da governadora para beneficiar determinados lobbys, assim como acusam-no de ter tramado para fazer de seu sogro, o médico Walter Amoras, secretário adjunto. O que o senhor tem a dizer sobre isso?Essa é a descrição de um homem frio e calculista. E eu conheci alguns em minha vida.Foi importante conhecê-los, pois aprendi a defender-me deles.Não posso falar sobre o que chamam de “pressões de irmãos da governadora...”, pois as ignoro e as considero fantasiosas.O meu sogro não precisaria de trama para assumir a secretaria-adjunta da Sespa, pois é um homem honrado, competentíssimo e comprometido com a saúde pública.Não há mácula em sua biografia e em sua vida pública.A sua saída foi uma perda para a Sespa e não se deu por ele ter sido omisso, incompetente, desonesto ou desleal.Tenho muito orgulho de ser seu genro.Criticam-no ainda por se omitir diante da suposta ascendência, na Sespa, de um certo Felipe Alves, de quem dizer ser condenado de Justiça e a quem é atribuída a condição de prepostos de irmãos da governadora.Mal conheço esse rapaz.Tive, com ele, raros contatos, sempre breves e superficiais.Nas raras vezes que o vi, estava na companhia do Halmélio (Sobral, ex-secretário de Saúde), a quem auxiliava.Nada sei a seu respeito.Seria o caso de dirigir essas indagações a quem o conhece, não acha?O psicólogo Paulo de Tarso, que teve uma breve passagem pela Sespa, como secretário adjunto, é de fato, como dizem, o responsável pela suposta orquestração destinada a implodir o PMDB na área de saúde e aplainar o caminho para deixar o setor, e seus volumosos recursos, em mãos da DS?Não considero crível essa assertiva.Ao senhor é atribuído a costura que tornou a médica Laura Rossetti presidente do Ophir Loyola, em detrimento do médico Vitor Moutinho, que seria o nome indicado pelo PMDB. Essa versão é verdadeira ou é meramente fantasiosa?Nada tenho a ver com a indicação de Laura Rosseti para aquela unidade de saúde e, muito menos, com qualquer veto ao médico citado.Posso afirmar, todavia, que a indicação de Laura Rossetti para a Sespa deu-se por iniciativa política da governadora, homologada posteriormente pelo PMDB.
SEDURB – O destino de Suely Oliveira
Perdura a incógnita sobre o destino da ex-vereadora Suely Oliveira (foto, à dir.), a quem os luas-pretas da governadora Ana Júlia Carepa pretendiam remover da Sedurb, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, e transferir para a Seir, a Secretaria de Integração Regional, em substituição a André Farias. A este pretendiam impor a humilhação de passar a condição de secretário adjunto.O que se sabe, por fontes do próprio Palácio dos Despachos, é que a pretensão dos luas-pretas foi arquivada, mas não necessariamente deletada, diante da atmosfera de conflagração no interior da DS. A DS vem a ser a Democracia Socialista, a facção do PT integrada por Ana Júlia e que monopoliza o comando do atual governo.
O que conspira contra Suely Oliveira, dizem abertamente nos bastidores do PT, é sua pretensão em sair candidata a deputada federal, nas eleições do próximo ano. Para tanto, segundo a versão corrente, ela contaria com o apoio da maioria da militância da DS. O que teria irritado os luas-pretas de Ana Júlia Carepa. Seja como for, falam ainda que ela não só postularia a candidatura à Câmara Federal, como tambémse recusaria a assumir a Seir, se o preço político for desalojar do governo André Farias, ou eventualmente deixá-lo em uma situação constrangedora.
SEDURB – O porquê da mudança
Nos bastidores petistas especulam que a idéia de ejetar Suely Oliveira da Sedurb decorreria da preocupação de mantê-la distante de uma secretaria de grande potencial eleitoral, diante da sua pretensão de sair candidata à Câmara Federal, em 2010.Como essa é também a pretensão de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, teria brotado a preocupação de que Suely possa atrapalhar os planos reservados para o irascível chefe da Casa Civil. A candidatura de Puty, ao que consta, tem o endosso do secretário de Projetos Estratégicos, Marcilio de Abreu Monteiro, ex-marido da governadora e considerado a eminência parda do atual governo.
SEIR – André Farias ainda mantém o cargo
Pelo que vazou sobre as mudanças pretendidas, não só Suely Oliveira recusa-se a desalojar da Seir André Farias, como este se manteria irredutível em rejeitar a idéia de ficar como secretário adjunto.Com isso, Farias se manteria à frente da Seir. “Até quando, só Deus sabe!”, desabafa um petista histórico, crítico ácido das mudanças pretendidas.
SEDUC – Caos também no feudo de dona Bila
O caos na Seduc, a Secretaria de Educação, não chega a ser novidade e nem se deu a partir do atual governo. Mas nem por isso deixa de chamar atenção, porque na secretária foi alojada Iracy de Almeida Gallo Ritzmann, a Bila, cuja nomeação suscitou expectativas, pela simples credencial que a distinta senhora exibia, como ex-pró-reitora de Administração da UFPA, a Universidade Federal do Pará.Mas a presença de dona Bila na Seduc não representou, pelo menos até agora, qualquer avanço
SEDUC – Faltam carteiras na escola Batista Campos
Uma evidência de que perdura incólume o sucateamento da rede estadual de ensino público, a despeito de Iracy de Almeida Gallo Ritzmann, a dona Bila (à esq., em foto do site do governo), é verificada na Escola Cônego Batista Campos, no bairro da Cabanagem, aqui mesmo, em Belém.Na escola, em uma das turmas da 4ª série de ensino fundamental, os alunos foram divididos em dois grupos, cada um dos quais só tem aulas em dois dias da semana. Foi a solução encontrada pelos professores, para evitar que os estudantes assistam aula no chão, já que o número de carteiras escolares é menor que o contingente de alunos.
Dona Bila, segundo a versão corrente, mantém na Seduc a mesma postura imperial com a qual se notabilizou na UFPA, onde era uma das favoritas do magnífico reitor, o aristocrático Alex Bolonha Fiúza de Melo, do qual foi chefe de gabinete e por ele posteriormente nomeada pró-reitora de Administração. Mas, apesar da responsabilidade do seu atual cargo, a UFPA permaneceria como prioridade para Bila. Nas recentes eleições para reitor da UFPA, ela teria sobrestado a Seduc, para se engajar, de corpo e alma, na candidatura da professora Regina Feio, apoiada por Fiúza de Melo, mas mesmo assim derrotada, no voto direto, pelo professor Carlos Maneschy
ALEPA – Desafio de Bordalo faz Bira amarelar
Sempre pródigo em bravatas e mise-em-scène, o deputado Bira Barbosa (PSDB) acabou amarelando nesta terça-feira, 2, diante do desafio que lhe foi feito pelo deputados petista Carlos Bordalo.Aproveitando-se da presença dos professores da rede estadual pública de ensino nas galerias da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, Bira solidarizou-se com a greve da categoria e danou-se a vociferar contra o governo Ana Júlia Carepa, ao qual acusou de descaso para com a educação. De imediato, Bordalo solicitou um aparte e desafiou o parlamentar tucano para um debate entre os dois, sobre educação no Pará, dentro de um tempo de 40 minutos para cada um dos dois deputados.Acovardado diante do repto de Bordalo, o neotucano Bira recolheu a viola no saco, como se diz, e tratou de sair de fininho, sem aceitar o desafio que lhe foi feito pelo parlamentar petista.
ALEPA – Quem é Bira Barbosa, O Fujão
O neotucano Bira Barbosa, que se acovardou diante do desafio do petista Carlos Bordalo, está se notabilizando, na atual legislativa, pela bravata com que costuma pontuar o caráter demagógico de suas intervenções, sempre que dispõe de platéia.Originalmente petista, ele fez carreira e ganhou projeção parlamentar no PMDB, partido no qual permaneceu por longos anos, revelando-se um fiel escudeiro do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba da legenda no Pará. Quando a biruta do poder apontava para o tucanato, ele migrou para o PSDB, no governo do tucano Simão Robison Jatene, e foi tragado pelo desastre eleitoral amargado pela nova legenda em 2006, acabando na vexatória condição de suplente. Bira retornou à Alepa diante da eleição, para conselheiro do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios do Pará), do então deputado Cezar Colares.Durante a administração Simão Jatene, como líder do governo na Assembléia Legislativa, ele acionou o rolo compressor da tucanagem, para impedir a instalação da CPI da Pedofilia, defendida pela então deputada Araceli Lemos (na época PT, hoje PSol), diante das graves denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. As denúncias foram feitas por dom José Luiz Ascona, bispo do Marajó, e só agora, no governo Ana Júlia Carepa, a CPI foi instalada, expondo o drama provocado pela miséria humana que representam a pedofilia e a prostituiçãoO Marajó, sempre presente nas denúncias sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, vem a ser o principal reduto do camaleônico Bira Barbosa, que passa a ser também conhecido, desde sua fuga ao debate para o qual foi desafiado por Carlos Bordalo, como Bira, O Fujão.
SEDES – Eutália em queda livre
Fonte do próprio Palácio dos Despachos assegura que é uma questão de calendário Eutália Barbosa Rodrigues (à esq. em foto do site do governo) ser defenestrada da Sedes, a Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, como parte da dança das cadeiras que movimenta os bastidores do governo Ana Júlia Carepa. A mesma fonte acrescenta que Eutália ainda permanece secretária por absoluta falta de quem se disponha a assumir a Sedes. Ela própria, dizem, já não oculta seu desalento.Eutália Barbosa Rodrigues, recordando, é uma obscura assistente social , pinçada do Tocantins e que desceu de pára-quedas na Sedes, com a tarefa de substituir a professora Ana Maria Barbosa, uma das maiores autoridades no Brasil em matéria de políticas públicas para deficientes, categoria da qual ela faz parte. A maior credencial exibida por Eutália para o cargo são seus laços com a DS, a Democracia Socialista, a tendência do PT minoritária nacionalmente e no Pará, mas que comanda a máquina administrativa estadual, pela singela razão de ter como integrante a governadora Ana Júlia Carepa. Habitualmente arrogante com seus subordinados, ela é criticada por ser servil ao chefe da Casa Civil, o irrascível Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o articulador político do governo, execrado, por sua prepotência, pelos próprios membros da base de sustentação parlamentar do Palácio dos Despachos.
SEDES – Desgaste crescente
Segundo a versão que varre os bastidores, na avaliação do próprio Palácio dos Despachos a situação de Eutália Barbosa Rodrigues soa insustentável, diante do crescente desgaste interno da atual administração da Sedes. Na secretaria, hoje, medra com vigor a cizânia, da qual decorre o imobilismo.Acossada por freqüentes queixas do corpo técnico, que se insurge contra o autoritarismo de alguns dos seus diretores, Eutália, dizem, está no limite do estresse. Juntamente com ela, falam também, é grande o desgaste da diretora de Assistência Social, Antonieta Santos, a Nieta, uma assistente social reconhecidamente competente, mas descrita como em permanente crise de autoridade e intratável na relação com seus subordinados.
SEIR –André Farias dribla a degola
As divergências internas na DS, a Democracia Socialista, que vem a ser a tendência do PT da qual faz parte a governadora Ana Júlia Carepa e que dá as cartas no governo, aparentemente garantiram a permanência de André Farias como secretário de Integração Regional. Não se sabe, em verdade, se permanência ou sobrevida.A pretensão dos luas-pretas da DS, com o aval de Ana Júlia Carepa, era transformar Farias em secretário adjunto, para substitui-lo por Suely Oliveira, atual secretária de Desenvolvimento Urbano. Consultado pela própria governadora a respeito, Farias rejeitou a idéia.
Quinta do Bem
Meio PDT, Meio Ruralista
No blog da Franssinete Florenzano.Causou profundo mal estar no seio pedetista a atitude isolada do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) em gravar e veicular VT criticando o governo do Estado. Afinal, o vice-governador é do PDT e a bancada do partido integra a base aliada do governo, do qual participa, através da Asipag - Ação Social Integrada do Governo do Estado.As hostes pedetistas, que não foram ouvidas nem cheiradas, atribuem o discurso de Giovanni aos interesses dos fazendeiros que apóiam seu mandato. Aliás, o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, até já convidou Giovanni Queiroz para ser o canal das reivindicações dos ruralistas junto ao governo paraense. Justamente para que as respostam possam fluir com mais agilidade.
Amanhã nas Bancas
Aqui estão os principais assuntos do JP que estará amanhã nas bancas:- Os pobres do Pará só não são os mais pobres do Brasil porque os do Amazonas estão abaixo, segundo os indicadores do programa Bolsa Família.- A canoa do Pará em busca de uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014 sempre esteve furada e por isso naufragou.- A campanha eleitoral já começou para os dois principais grupos de comunicação do Estado. Para os Maiorana o maior objetivo é eliminar Jader Barbalho.- Araguaia ficou livre das hidrelétricas, mas o governo quer construir sete barragens no Xingu.- O Hospital Ofir Loyola está doente e o principal culpado é o governo
Luz Vermelha
É cada vez mais reservado o prognóstico do governo Ana Julia em alguns importantes gabinetes em Brasília. Uma solução heterodoxa, por assim dizer, começa a ser considerada para as eleições 2010.
De Costas
E descabida, desrespeitosa e suspeita a ausência do secretário de Tranportes, Waldir Ganzer, na sessão especial da Assembleia Legislativa ontem.
No blog da Franssinete Florenzano.Causou profundo mal estar no seio pedetista a atitude isolada do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) em gravar e veicular VT criticando o governo do Estado. Afinal, o vice-governador é do PDT e a bancada do partido integra a base aliada do governo, do qual participa, através da Asipag - Ação Social Integrada do Governo do Estado.As hostes pedetistas, que não foram ouvidas nem cheiradas, atribuem o discurso de Giovanni aos interesses dos fazendeiros que apóiam seu mandato. Aliás, o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, até já convidou Giovanni Queiroz para ser o canal das reivindicações dos ruralistas junto ao governo paraense. Justamente para que as respostam possam fluir com mais agilidade.
Amanhã nas Bancas
Aqui estão os principais assuntos do JP que estará amanhã nas bancas:- Os pobres do Pará só não são os mais pobres do Brasil porque os do Amazonas estão abaixo, segundo os indicadores do programa Bolsa Família.- A canoa do Pará em busca de uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014 sempre esteve furada e por isso naufragou.- A campanha eleitoral já começou para os dois principais grupos de comunicação do Estado. Para os Maiorana o maior objetivo é eliminar Jader Barbalho.- Araguaia ficou livre das hidrelétricas, mas o governo quer construir sete barragens no Xingu.- O Hospital Ofir Loyola está doente e o principal culpado é o governo
Luz Vermelha
É cada vez mais reservado o prognóstico do governo Ana Julia em alguns importantes gabinetes em Brasília. Uma solução heterodoxa, por assim dizer, começa a ser considerada para as eleições 2010.
De Costas
E descabida, desrespeitosa e suspeita a ausência do secretário de Tranportes, Waldir Ganzer, na sessão especial da Assembleia Legislativa ontem.
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